Domingo, 16 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1041
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ENTRE ASPAS >

Amy Winehouse e a rasteira nos paparazzi

05/05/2009 na edição 536

A cantora inglesa Amy Winehouse venceu, na semana passada, uma batalha contra os paparazzi que tentam registrar cada momento de sua conturbada vida privada. Amy, que tem um longo histórico de abuso de drogas e álcool e episódios de agressão, conseguiu um mandado judicial que proíbe que profissionais da agência de fotógrafos Big Pictures, líder no setor, fiquem em sua cola, mas também se estende a ‘pessoas não identificadas’ tentando fotografá-la do lado de fora de sua casa ao norte de Londres e em outros lugares público, caso a tenham seguido.

Isso significa que qualquer fotógrafo pode enfrentar processo na justiça caso siga a cantora ou se aproxime a cem metros de sua casa. Os paparazzi também estão proibidos de tirar fotos de Amy em sua residência ou na casa de parentes e amigos. O mandado cita ainda o Ato de Proteção por Assédio, de 1997.

Guerra

A decisão judicial reflete uma tendência crescente de celebridades procurarem os tribunais para punir diretamente os fotógrafos de agência, em vez de focarem nos jornais e revistas que compram as imagens. Em março, outra cantora britânica, Lilly Allen, também conseguiu um mandado contra assédio – o advogado é o mesmo de Amy. Lilly decidiu tomar providências depois que um fotógrafo bateu em seu carro perto de sua casa, em Londres, e continuou a segui-la mesmo após o acidente. A atriz Sienna Miller também conseguiu a proteção judicial.

O australiano Darryn Lyons, dono da Big Pictures, disse estar ‘extremamente desapontado’ com o mandado de Amy Winehouse, e faz questão de enfatizar que seus fotógrafos sempre trabalharam de maneira responsável. Ele afirma que há muitos paparazzi no mercado que fingem ser da agência e por isso ela acaba acusada injustamente de supostas invasões de privacidade. ‘Gostemos ou não das celebridades, elas fazem parte da cultura britânica atual e nós registramos aspectos disso. O que as celebridades têm que entender é que precisam do oxigênio da publicidade – com este tipo de ordem [judicial], muitas delas estão se negando a receber oxigênio e irão sentir os efeitos’, completa Lyons. ‘Estas leis de privacidade estão destruindo a tradição de liberdade de imprensa pela qual as pessoas deste país lutaram por séculos’.

Amy continua em férias prolongadas na ilha caribenha de Santa Lucia, e, segundo seus agentes, ainda não tem data de retorno ao Reino Unido. Ela planeja gravar seu próximo disco em um estúdio montado na ilha, e pretende participar de um festival de jazz local. O mandado judicial cobre apenas o Reino Unido, e não o Caribe. De acordo com o advogado da cantora, entretanto, é possível se argumentar a proibição de publicação na Inglaterra de imagens tiradas no exterior. Informações de Ben Dowell e James Robinson [Guardian.co.uk, 1/5/09].

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