Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

MONITOR DA IMPRENSA > WIKILEAKS

Assange se diz vítima de campanha liderada por judeus

02/03/2011 na edição 631

A revista britânica Private Eye publicou artigo afirmando que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, teria sugerido que jornalistas do Reino Unido estão engajados em uma conspiração liderada por judeus para difamar sua organização. A acusação foi feita em artigo assinado pelo editor Ian Hislop, que destacou um telefonema que Assange fez no dia 16/2 para reclamar da cobertura sobre o WikiLeaks. Ele estava furioso particularmente sobre uma matéria da Private Eye que dizia que Israel Shamir, funcionário do WikiLeaks na Rússia, negava o Holocausto.


Assange argumentou que o artigo fazia parte de uma campanha de repórteres judeus em Londres para prejudicar sua organização. Segundo ele, esta campanha seria liderada pelo jornal The Guardian e envolveria o editor-chefe, Alan Rusbridger, e o editor investigativo David Leigh, assim como o jornalista John Kampfner, que recentemente escreveu uma crítica de dois livros sobre o WikiLeaks para o Sunday Times. Quando informado por Hislop que Rusbridger não é judeu, Assange alegou que ele é cunhado de Leigh, que é judeu.


Depois de ter sido acusado de abuso sexual por duas mulheres em Estocolmo, o fundador do WikiLeaks insiste na existência de uma campanha de difamação contra a organização, especializada na divulgação de documentos secretos de governos e corporações. Uma corte de Londres determinou, na semana passada, que ele deve ser extraditado para a Suécia para responder às acusações. Informações de Ravi Somaiya [The New York Times, 1/3/11].


 

Todos os comentários

  1. Comentou em 04/03/2011 EDSON VIEIRA DA SILVA

    É sempre bom conferir os fatos.

  2. Comentou em 03/07/2008 Joilson Silva

    Olá equipe do observatório da imprensa, hoje eu estava participando de uma assembléia regional da APEOESP (sindicato dos professores do Estado de SP) e vi estampados nas paredes da sub-sede Sto Amaro, diversos jornais escritos dentre eles Agora, Diário de SP, Folhão, Estadão, etc. E a minha reação foi de choque, pois todos eles mostravam fotografias das paralisações (13/06, 20/06, 27/06) no MASP, Paulista ou Consolação, e números que quase desmentiam a imagem, cerca de 5000 a 8000 estivam os dados, mas a imagem era conflitante. Bem nestas três últimas semanas foi difícil encontrar algum órgão de imprensa que mostrou o fato de maneira equilibrada para a população se informar e fazer sua própria reflexão, partindo deste relato me coloquei na situação de exigir e cobrar deste programa pois ele é o local mais apropriado para fazer tal reclamação e aprofundamento desta questão,sei que falo de um lugar, pois sou professor insatisfeito com o governo e na greve, mas é preciso abrir o debate para podermos dialogar com a população pelos meios de comunicação já que estes sempre defendem o livre e incansável confronto das idéias, espero ter conseguido provocá-los de alguma maneira, deixo aqui um abraço, aguardo respostas.

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