Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1018
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MONITOR DA IMPRENSA >

Assange se diz vítima de campanha liderada por judeus

02/03/2011 na edição 631

A revista britânica Private Eye publicou artigo afirmando que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, teria sugerido que jornalistas do Reino Unido estão engajados em uma conspiração liderada por judeus para difamar sua organização. A acusação foi feita em artigo assinado pelo editor Ian Hislop, que destacou um telefonema que Assange fez no dia 16/2 para reclamar da cobertura sobre o WikiLeaks. Ele estava furioso particularmente sobre uma matéria da Private Eye que dizia que Israel Shamir, funcionário do WikiLeaks na Rússia, negava o Holocausto.


Assange argumentou que o artigo fazia parte de uma campanha de repórteres judeus em Londres para prejudicar sua organização. Segundo ele, esta campanha seria liderada pelo jornal The Guardian e envolveria o editor-chefe, Alan Rusbridger, e o editor investigativo David Leigh, assim como o jornalista John Kampfner, que recentemente escreveu uma crítica de dois livros sobre o WikiLeaks para o Sunday Times. Quando informado por Hislop que Rusbridger não é judeu, Assange alegou que ele é cunhado de Leigh, que é judeu.


Depois de ter sido acusado de abuso sexual por duas mulheres em Estocolmo, o fundador do WikiLeaks insiste na existência de uma campanha de difamação contra a organização, especializada na divulgação de documentos secretos de governos e corporações. Uma corte de Londres determinou, na semana passada, que ele deve ser extraditado para a Suécia para responder às acusações. Informações de Ravi Somaiya [The New York Times, 1/3/11].


 

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