Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

ENTRE ASPAS > TURQUIA

Assassinato de editor reforça perigo sofrido por jornalistas

23/12/2009 na edição 569

O assassinato de Cihan Hayirsevener, editor de um jornal turco, na semana passada, em plena luz do dia quando ia ao trabalho, mostrou o risco sofrido pelos jornalistas no país. Ele foi morto por um homem armado, não identificado. ‘Jornalistas aqui não estão nem protegidos nem livres’, afirmou Zafer Atay, secretário-geral da Associação de Jornalistas Turcos.


Hayirsevener foi o primeiro jornalista morto pelo que escreveu, desde que o jornalista armênio Hrant Dink foi assassinado em 2007. O repórter chegou a receber ameaças de morte depois de ter escrito sobre a detenção de pessoas suspeitas de corrupção em um orçamento de construção.


No ano passado, o primeiro-ministro Tayyip Erdogan entrou em confronto com o maior grupo de mídia do país, o Dogan Yayin. O grupo foi multado em US$ 3,3 bilhões, em um caso no qual críticos dizem ser politicamente motivado. O governo nega isto e alega que a Dogan agiu como um partido de oposição com sua cobertura crítica. Erdogan chegou a pedir a seus partidários para não comprarem jornais da Dogan.


A Turquia, que tem planos de entrar para o bloco europeu, é conhecida por limitar a liberdade de expressão, especialmente em assuntos sensíveis, como o assassinato de massa por turcos otomanos em 1915. A Comissão Européia pediu ao país para fazer mais a fim de proteger a liberdade de expressão e a imprensa. Informações de Alexandra Hudson [Reuters, 22/12/09].

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