Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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MONITOR DA IMPRENSA > TELETIPO

Banco retira ação contra Wikileaks

11/03/2008 na edição 476

O banco suíço Julius Baer removeu a ação que tinha aberto contra o sítio Wikileaks por causa da divulgação de documentos com informações confidenciais sobre as contas bancárias de seus clientes. Advogados envolvidos no caso dizem que esta atitude põe fim à disputa contra o Wikileaks, sítio que permite que internautas postem – de maneira anônima – documentos que revelam o comportamento antiético de governos e empresas. No mês passado, o banco obteve uma ordem do juiz Jeffrey S.White, de uma corte de São Francisco, que obstruía – mas não evitava – o acesso ao sítio, ao desativar o domínio wikileaks.org. A decisão ganhou repercussão na mídia e em organizações de defesa da liberdade de expressão, que alegaram que ela violava a Primeira Emenda da constituição americana. Depois de uma audiência, na semana passada, o juiz retirou a ordem, argumentando preocupação com as implicações à Primeira Emenda e admitindo que o sítio continuava a ser acessado por outros meios. Informações de Jonathan D. Glater [New York Times, 5/3/08].

Premiê holandês teme represália a filme anti-Islã

O primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, pediu ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, apoio aos holandeses caso haja alguma repercussão negativa sobre um controverso filme anti-Islã produzido pelo deputado holandês de extrema-direita Geert Wilders. Intitulado Fitna (Provação, em árabe), o curta apresenta o ponto de vista de Wilders sobre o Corão, livro sagrado do Islã, que acusa de ‘fascista’. O político tem negociado com emissoras de TV para transmiti-lo em março ou abril. Balkenende alertou para o risco de cidadãos e empresários holandeses que vivem na França sofrerem retaliações por causa do filme. ‘Pedimos apoio diplomático, caso seja necessário’, afirmou. ‘Os pontos de vista de Wilders não refletem o do governo holandês e somos totalmente contrário a sua visão do Islã’. O premiê completou que não tem intenção de censurar o curta, mas ressaltou que é necessário ter responsabilidade ao exibi-lo, para evitar conseqüências desastrosas – como as que ocorreram em 2006 com a publicação de cartuns que retratavam o profeta Maomé, em um jornal dinamarquês. Na ocasião, uma onda de protestos se espalhou por diversos países, deixando pelo menos 50 mortos e três embaixadas dinamarquesas incendiadas. Informações de Emmanuel Jarry [Reuters, 5/3/08].

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