Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

MONITOR DA IMPRENSA > VENEZUELA

Canal crítico a Chávez é tirado do ar

Por Leticia Nunes (edição), com Larriza Thurler em 26/01/2010 na edição 574

A emissora venezuelana Radio Caracas Television (RCTV) ficou famosa internacionalmente em 2007, quando o presidente da Venezuela Hugo Chávez se negou a renovar sua licença de funcionamento. Na ocasião, o canal era acusado de ter participado de um golpe, cinco anos antes, para tentar tirar Chávez do poder. Depois de deixar a TV aberta, a RCTV passou a ser transmitida por cabo e satélite – até o último domingo [24/1], quando foi tirada novamente do ar. Desta vez, por se negar a cumprir nova regra governamental que a obrigaria a transmitir os discursos do presidente.


Os serviços de cabo e satélite interromperam a programação da RCTV depois que ela não exibiu um discurso de Chávez no sábado durante uma manifestação de partidários em apoio ao líder. Em nota, a emissora afirmou que a agência estatal de telecomunicações ‘não tem qualquer autoridade para dar esta ordem aos provedores de TV a cabo’. ‘O governo os está pressionando de maneira inapropriada a tomar decisões acima de suas responsabilidades.’ Diosdado Cabello, diretor da agência de telecomunicações, afirmou no sábado que todos os canais nacionais por assinatura do país devem obedecer à lei e que não pode haver exceções.


Interrupção do sinal


Pelas novas regras impostas pelo governo, dezenas de canais locais transmitidos por cabo devem exibir discursos de Chávez e outros eventos oficiais quando as autoridades considerarem necessário. A mesma norma já era aplicada aos canais da TV aberta. O presidente é conhecido pelos longos discursos, que podem durar até sete horas.


Roger Santodomingo, secretário-geral da associação nacional de jornalistas, classificou o novo fechamento da RCTV como uma violação dos direitos humanos, da liberdade de expressão e da democracia. Uma agência de notícias estatal informou que a interrupção do sinal incluiu quatro canais, que poderão voltar a funcionar se decidirem respeitar a lei. Com informações da Associated Press [24/1/10].


 


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Todos os comentários

  1. Comentou em 28/01/2010 Felipe Faria

    No Brasil sobrem faculdades de medicina e sobream médicos. Qual a finalidade de aceitar unilateralmente estudantes de medicina formados no exterior? Ideologia?

  2. Comentou em 27/01/2010 Ney José Pereira

    A liberdade de imprensa não deve ter ‘exceções’!. Desconexão com a pluralidade democrática?. Agora quem estabelece a pluralidade democrática é o chefe do governo ou do Estado?. O compromisso de informar com isenção é da própira imprensa!. Não há compromissômetro estatal para medir a isenção da imprensa!. Realmente a imprensa não deve mesmo publicar mentiras dizendo ser verdades!. Aliás, ninguém deve bravatear!. E se o leitorado não perceber criticamente se há tendenciosidade ou não na imprensa lamento dizer que não cabe ao Estado nem a governos nem à sociedade civil censurar a imprensa por causa disso!. Obviamente é descabido falar em pseudocensura!. Há no Brasil censura ‘judicial’!. O próprio Jornal Pessoal é prova da censura. E da retaliação econômica!. Não importa se foi o Lúcio Flávio ou o Hélio Fernandes ou qualquer imprensático (rico e malvado) que foi censurado!. A censura ou a perseguição à imprensa atinge a todos indistintamente!. Pois, a liberdade de imprensa não tem proprietários!. Ela é do leitorado!. E o leitorado não precisa da tutela do Estado, não!. Peço me retirar desse ‘vocês’ ‘confundem’!. Aliás, não há confusão nenhuma!. Simplesmente porque nas democracias não há (nem deve haver) o tal ‘controle social da mídia’!. Quem quiser ser contra a liberdade de expressão sem o tal ‘controle social da mídia’, então, que seja!. Mas, depois não reclame!. Da censura!.

  3. Comentou em 27/01/2010 Angelo Azevedo Queiroz

    Sr, Marcelo, como sei que a confecom não dá a bilheteria de um jogo de segunda divisão? Simples A nota da própria SEDH, segundo a qual houve participação social na elaboração do PNDH por meio de conferências, envolvendo diretamente mais de 14 mil pessoas. Vamos computar somente as conferências estudais , distrital e federal, tá!. Então são 28 conferências. Dá uma média de público de 500 pessoas. Francamente, final de campeonato de várzea atrai mais gente. Como já cometei abaixo, que fiquem a vontade para opinar e pressionar pelos seus interesses, mas o façam em nome próprio, não usurpem o nome da sociedade. O problema com esses grupos é o inverso do que você aponta. São essas minorias que abusam da democracia e querem impor sua pauta, em detrimento das preocupações da maioria. Veja perseguição ao crucifixo? Vá a uma rodoviária de uma grande cidade e fique lá um dia inteiro tentando encontrar quem se incomoda com crucifico na parede. Duvido que ache um. No entanto, o tema foi empurrado na marra para a pauta do congresso. Essa é uma atitude irresponsável e desdenhosa em relação às instituições democráticas, já que aparelhou o Poder Executivo para defender uma causa de interesse restrito

  4. Comentou em 27/01/2010 Ibsen Marques

    Ney, não é preciso que se tire um canal do ar (nos moldes ditatoriais como os de Chavez por exemplo) para que ele esteja fora do ar. É só esse canal estar em desconexão com a pluralidade democrática e com o compromisso de informar com o máximo de isenção possível. É só ele dizer, por exemplo, que um texto diz o que ele realmente não diz e publicar essas mentiras como verdades. É só praticar a auto censura em benefício próprio e depois ficar criticando o governo ou a justiça por uma pseudo censura. É só fazer uma grita por se considerar censurado e não denunciar quando um jornal sério, mas de pequeno poderio econômico, como o Jornal Pessoal no Pará sofre além de censura, uma condenação baseada em falsa motivação, colocando um jornalista sério como o Lúcio Flávio, em sérias dificuldades financeiras, para que seu jornal seja inviabilizado. Nesse caso, com raras excessões (como esse OI), somente organismos internacionais saíram em sua defesa.
    Vocês convenientemente confundem controle social da mídia com censura ou controle da mídia pelo governo. Se isso é liberdade de expressão, sou contra.

  5. Comentou em 27/01/2010 Lenin Araujo

    Senhora Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ – Advogada, a senhora é aguerrida e perfila seus raciocínios com extraordinária lucidez.

  6. Comentou em 27/01/2010 Ramón Portal

    Quanto aos estudantes, Marcelo, a esquerda daqui mostrou-se mais pragmática: comprou de vez a simpatia da estudantada. Ao menos daquela fatia enorme que achou ótimo conjugar a busca eterna do ‘novo-mundo-possível’ com a boa folgança das mamatas estatais e do bolso cheio de boa e burguesa bufunfa. Só olhar para o que restou da UNE, hoje mera claque de apoio e acobertamento aos desmandos e desvios do aparelho lulo-petista que infesta o poder.

  7. Comentou em 26/01/2010 Cristiana Castro

    Vale a pena dar uma lida:

    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/de-cidadaos-a-prisioneiros/

  8. Comentou em 26/01/2010 Cristiana Castro

    Vale a pena dar uma lida:

    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/de-cidadaos-a-prisioneiros/

  9. Comentou em 26/01/2010 Cristiana Castro

    do mesmo mado, que os que defendem o monopólio aqui e a pluralidade nas ‘ ditaduras’. Francamnte. Os que acusam Chavez de querer monopolizar a comunicação são os que a mantém monopolizada, aqui. Bem, numa coisa, concordamos, somos TODOS a favor dos monopólios.

  10. Comentou em 24/08/2007 Gabriela Galvêz

    Boa tarde.
    Me chamo Gabriela de Andrade Galvêz e curso o 2o ano do curso de
    Jornalismo.
    Gostaria de saber se o Observatório da Imprensa tem algum processo
    para escolher estagiários, pois estou muito interessada em estagiar na
    área.
    Obrigada pela atenção,
    Gabriela Galvêz.

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