Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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MONITOR DA IMPRENSA >

Caso Valerie Plame inspira longa

13/11/2008 na edição 511

Estréia em 17/12, nos EUA, o filme Nothing but the Truth (Nada além da verdade, tradução livre), baseado no caso do vazamento da identidade da ex-agente da CIA Valerie Plame. No elenco, estrelas de Hollywood como Matt Dillon, Alan Alda, Kate Beckinsale e Angela Bassett. Floyd Abrams, advogado da jornalista Judith Miller na vida real, faz uma pequena participação como juiz.


O caso abalou as bases do jornalismo americano. Em 2003, a identidade secreta da então agente da CIA Valerie Plame foi vazada à imprensa depois que seu marido, um ex-embaixador crítico ao governo Bush, escreveu um artigo no New York Times questionando as razões do presidente para invadir o Iraque. Foi aberto um inquérito para descobrir a identidade do vazador, e diversos jornalistas foram intimados a depor. Judith Miller, na época repórter do NYTimes, negou-se a identificar sua fonte e acabou presa por quase três meses. Judith foi libertada depois de receber permissão da fonte – Lewis Libby, então chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney – para identificá-la. Libby acabou sendo o único indiciado no inquérito, acusado de perjúrio e obstrução à justiça.


Em entrevista ao jornal da Universidade de Syracuse, onde foi realizada uma exibição especial em outubro, o diretor Rod Lurie – que também é jornalista – conta que se deparou com o caso Valerie Plame quando escrevia o roteiro de um filme sobre fontes confidenciais. ‘As semelhanças entre o filme e o fato da repórter ser presa por não revelar sua fonte são claras, mas o longa guarda surpresas’, diz a matéria.


Na redação


Em dezembro do ano passado, o repórter Joe Strupp, da Editor & Publisher, escreveu um texto sobre o longa contando que parte dele foi filmado na redação do jornal Commercial Appeal, em Memphis. Para muitos repórteres, era inusitado escutar o diretor gritar ‘ação’ em meio a telefonemas para atender e matérias para escrever. ‘Era uma distração, mas todos estavam animados’, diz Jody Callahan, repórter de política e polícia do diário.


O crítico de cinema do Commercial Appeal, John Beifuss, afirmou que todos haviam sido alertados de que a equipe estaria na redação, mas confessa que o efeito foi pior que o esperado. ‘Acho que, inocentemente, acharam que a equipe ficaria em um canto. Mas eles tomaram todo o terceiro andar e a rua atrás do prédio. Tinham 25 caminhões e muitos de nós tivemos que ser deslocados’, lembra. A repórter Peggy McKenzie chegou a fazer uma ponta no filme.


Em Nothing but the Truth, o Commercial Appeal se transforma em Capital Sun-Times, jornal onde trabalha a repórter Rachel Armstrong, inspirada em Judith Miller. ‘É um filme que vê o jornalismo de um prisma positivo e lida com questões relativas à Primeira Emenda’, avalia Lurie. Informações de Greg Mitchell [Editor & Publisher, 12/11/08].

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