Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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MONITOR DA IMPRENSA >

Chechenos acusados de matar Klebnikov

12/07/2005 na edição 337

São pouco convincentes as conclusões das autoridades russas sobre o assassinato do jornalista americano de ascendência russa Paul Klebnikov, em Moscou. O então editor da edição russa da revista Forbes foi morto a tiros quando saía de seu escritório, em julho de 2004. A promotoria, recusando-se a responder perguntas ou dar maiores detalhes, acusou o antigo líder separatista checheno Khozh-Akhmed Nukhayev de comandar a ação, porque Klebnikov publicara um livro de entrevistas feitas com ele, intitulado Conversas com um Bárbaro. No texto, o jornalista criticava Nukhayev.

Ofensiva

No entanto, como reporta a AP [5/7/05], há quem diga que a possibilidade de que os autores do crime fossem chechenos só passou a ser considerada na investigação depois do massacre na escola de Beslan, no ano passado. Naquela época, acusar os separatistas passou a ser interessante politicamente para o governo de Vladimir Putin, já que os chechenos costumavam ter a imagem de oprimidos por Moscou.

Antes, as autoridades apostavam em atribuir a culpa a algum dos empresários citados numa edição da Forbes que apontava os 100 homens mais ricos da Rússia. Eles poderiam querer se vingar pela exposição negativa na publicação, já que no país a riqueza é vista por muitos como algo ilegítimo. Para a família de Klebnikov, fica o dissabor de não ter uma resposta satisfatória para sua morte. Segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, desde que Putin chegou ao poder, há cinco anos, 11 jornalistas foram assassinados no país e ninguém foi julgado por isso.

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