Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

MONITOR DA IMPRENSA > MURALHA NA TV

China anuncia (mais) regras a dramas e noticiários

14/04/2006 na edição 376

A Administração de Rádio, Audiovisual e Televisão do Estado anunciou na segunda-feira (10/4) novas regras de censura a noticiários e dramas televisivos na China, noticia a Reuters [11/4/06]. Sob as mais recentes medidas do cerco à mídia, os escritórios locais que fiscalizam a produção de dramas televisivos deverão submeter ao órgão central relatórios mensais sobre as emissoras para assegurar que os programas sejam pré-aprovados e que sejam evitados temas considerados tabus, de acordo com a agência de notícias oficial Xinhua.


As emissoras de televisão do país são de propriedade do Estado. Nos últimos anos, muitas emissoras locais vêm atraindo telespectadores e anunciantes ao divulgar dramas que são fortes em romance e intrigas e fracos em instrução política. Agora elas passam a ficar sob os olhos dos censores. Novelas que envolvam temas ‘importantes ou delicados’ – incluindo assuntos religiosos, militares ou políticos – devem receber aprovação. As que não satisfizerem os censores não terão aprovação para ir ao ar.


A Administração também alertou que as emissoras locais devem divulgar relatórios de notícias internacionais fornecidos pela televisão estatal China Central Television e evitar fontes internacionais. ‘Recentemente, algumas agências de notícias internacionais e outras empresas de mídia vêm usando uma variedade de métodos para vender material noticioso internacional para estações domésticas e este material tem claras intenções políticas’, afirmava declaração no sítio do órgão.


Restrições a investimentos estrangeiros


Na semana passada, foi divulgada a existência, desde 2005, de restrições mais rígidas a revistas estrangeiras que procuram entrar na China. Por estas regras internas do órgão responsável pela publicação de material impresso em território chinês, apenas revistas estrangeiras especializadas em ciência ou tecnologia poderiam desenvolver versões chinesas através de parcerias com editoras locais previamente aprovadas pelo governo.


As regras do Partido Comunista da China vêm se tornando consideravelmente severas quando dizem respeito a jornais e revistas locais. No ano passado, o governo também já havia proibido investimentos estrangeiros de televisão por satélite e outros negócios no setor de mídia no país.

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