Sábado, 15 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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MONITOR DA IMPRENSA >

Cobertura ao vivo na hora do almoço 

25/07/2005 na edição 339

Duas semanas após o atentado que causou a morte de 56 pessoas na capital britânica, novas explosões voltaram a atingir três estações de metrô e um ônibus em Londres – desta vez, sem vítimas fatais. A Sky News afirma ter sido a primeira rede de televisão a divulgar os incidentes de quinta-feira (21/7) na parte leste de Londres, logo após os primeiros detalhes terem sido dados pela agência de notícias Reuters, informa Tara Conlan, do Guardian [21/7/05].


Assim como a BBC, a ITV estava em seu boletim do horário de almoço quando reportou os incidentes. Às 13h17, durante a transmissão das notícias regionais, o canal mostrou ao vivo imagens das câmeras de trânsito, com as cenas dos arredores das estações de metrô sendo evacuados.


Câmeras de trânsito


A ITV conseguiu obter as primeiras imagens ao vivo dos ataques do dia 7/7 depois que a Trafficlink, empresa que fornece informação sobre o trânsito às emissoras de televisão, ofereceu-se para reposicionar câmeras importantes – assim como as da BBC News 24 e da Sky News. Nos ataques de 21/7, depois de serem novamente usadas as imagens provenientes das câmeras da Trafficlink, o repórter Ben Scotchbrook, da Sky News, passou a fornecer mais informações e o noticiário da hora do almoço foi estendido até as 14h15. Depois disso, a ITV seguiu com entrevistas por telefone diretamente dos locais dos incidentes – com depoimentos do editor John Ray, que mora perto da estação Oval, e Ronan Hughes, produtor que estava perto da estação Shepherd´s Bush.


Segundo Stephen Brook, do Guardian [21/7/05], a BBC1 e a ITV1 rapidamente se mobilizaram para cobrir os incidentes e mudaram a programação para transmitir textos corridos na parte inferior da tela com as últimas informações.


Aumento nas ligações telefônicas


As redes de telefonia móvel reportaram um aumento nas ligações em Londres assim que as informações sobre os incidentes se espalharam. Mas priorizaram serviços de emergência como polícia e ambulâncias.


A Vodafone, que controla a rede de telefone policial, aconselhou seus clientes na parte central de Londres a mandarem mensagens em vez de fazerem telefonemas e disse que todas as chamadas para o serviço de emergência foram completadas.


A empresa Orange constatou um aumento em ligações, mas nada comparado ao atentado do dia 7/7. Já a O2, que tem um contrato com a NHS – sistema de saúde britânico –, observou um volume de ligações maior do que o usual, mas não mudou a rede para atender chamadas prioritárias.


Brasileiro executado pela polícia


Na sexta-feira (22/7), em uma operação ligada à investigação das explosões do dia 7/7, a Scotland Yard matou a tiros um homem considerado suspeito na estação de metrô Stockwell – descobriu-se, posteriormente, tratar-se do eletricista brasileiro Jean Charles Menezes, de 27 anos, que não tinha ligação com o terror. Segundo Jason Deans, do Guardian [22/7/05], a BBC divulgou uma grande quantidade de depoimentos de testemunhas no local onde o brasileiro foi morto com cinco tiros à queima-roupa.


Logo após a cobertura em Stockwell, a Sky News transmitiu um debate pré-agendado com líderes da comunidade muçulmana com texto corrido com as últimas informações na parte inferior da tela. A BBC News 24 e a ITV transmitiam imagens das câmeras de trânsito. A BBC foi a primeira a chegar na estação de metrô.


As primeiras notícias da identificação do brasileiro foram divulgadas no sábado (23/7) pelo jornal The Observer, que obteve a informação de fontes policiais. No domingo, os jornais The Independent (com a matéria ‘Jean Charles de Menezes: No lugar errado. Na hora errada’) e The Guardian traçaram a vida do brasileiro até seus últimos momentos na estação de metrô.

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