Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

MONITOR DA IMPRENSA > ATENAS 2004

Cobertura televisiva será recorde

10/08/2004 na edição 289

Os Jogos Olímpicos de Atenas nem começaram, mas já é certo que vários recordes serão quebrados, pelo menos no que depender das mais de 200 emissoras que transmitirão o evento para cerca de 4 bilhões de pessoas ao redor do mundo – o número se refere àqueles que devem assistir a pelo menos uma das competições.

A Athens Olympic Broadcasting (AOB), organização que produzirá as imagens de TV dos jogos, pretende distribuir 4.000 horas de programação, 20% a mais que em Sydney-2000. Segundo seu diretor-geral, Yannis Exarchos, o principal motivo desse considerável acréscimo é a captação paralela de imagens de alta definição nas modalidades mais populares, uma das novidades mais importantes da cobertura de Atenas. A operação inteira da AOB envolve mais de 1.000 câmeras e 57 unidades de controle de imagens externas.

As emissoras de cada país envolvidas na cobertura estão apostando alto no evento. A americana NBC pagou US$ 800 milhões pelos direitos de exibição e espera ter US$ 200 milhões de lucro. A empresa fechou contrato com o COI antes de se fundir com a gigante Universal. Com a fusão, passou a ter mais opções de afiliadas para transmitir os jogos – serão mais de 1.200 horas em seis canais distintos, segundo informa o Hollywood Reporter [3/8/04].

Na França e no Reino Unido, a cobertura ficou a cargo das emissoras públicas France Television e BBC, o que diminui os valores de publicidade. Ainda assim, haverá novidades. Graças a uma ousada empreitada interativa da BBC, os britânicos poderão acompanhar as competições ao vivo por internet de banda larga. ‘Transmitiremos mais horas de cobertura do que nunca – mais de 1.200 horas no total’, anuncia Dave Gordon, chefe para cobertura de grandes eventos da rede.

Menos empolgação

Os Jogos Olímpicos costumam aparecer associados a recordes de faturamento publicitário, mas uma pesquisa da Icom, rede mundial de agências de publicidade e marketing, feita com seus associados, mostra que em muitos países o evento não será este sucesso todo. ‘O interesse já não é tão grande como antigamente’, diz Gary Burandt, diretor executivo da Icom, à reportagem da Reuters [5/8/04].

A pesquisa dá uma nota de 1 a 5 para o nível de importância que a Olimpíada terá dentro do mercado publicitário de cada país. Na Austrália, por exemplo, que ficou com 5 pontos, 70% das propagandas imediatamente antes e durante os Jogos serão vinculados a eles. Brasil e Itália também tiraram 5. Por outro lado, há países importantes como Coréia do Sul e Suíça que ficaram com 1. No Reino Unido, apenas 3% da publicidade se vinculará a Atenas-2004.

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