Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ENTRE ASPAS > INTERNET

Cobrança do NYT na web tem brechas

29/03/2011 na edição 635


Folha de S. Paulo, 29/3


Álvaro Fagundes


‘NYT’ inicia cobrança na web, mas deixa brechas


O publisher do ‘New York Times’, Arthur Sulzberger Jr., afirmou no ano passado que as pessoas, se quiserem, sempre encontrarão um jeito de não pagar pelo jornal. ‘Você pode roubar uma edição da banca.’


O sistema de cobrança do jornal americano pelo seu conteúdo na internet e para tablets e smartphones, inaugurado ontem, não exige tanto esforço.


Para não perder a receita, cada vez mais importante, da publicidade on-line, o ‘Times’ deixou várias brechas para as redes sociais, como Facebook e Twitter.


De maneira mais clara: o limite de 20 artigos gratuitos mensais no site ‘New York Times’ não existe para quem vem das redes. Mesmo que o leitor tenha extrapolado a cota mensal, se clicar em um link do Twitter, poderá ler sem problema o conteúdo.


Por isso mesmo, alguns perfis já estão sendo criados para poder pular o ‘muro de cobrança (‘paywall’, em inglês)’ do ‘New York Times’.


O mais famoso deles é o twitter.com/freeNYTimes, que agrega links colocados pelos perfis oficiais no site do próprio ‘New York Times’ e pelos seus jornalistas.


Também permite a leitura diária de cinco artigos de links de sites de busca. Ou seja, é possível ler cinco páginas todo dia vindo do Google, cinco do Bing e até do quase esquecido Altavista.


O jornal avisou, porém, que pode alterar o sistema de medição do número de páginas visitadas. Por enquanto, usa cookies (registros dos sites visitados pelo PC).


Segundo o especialista em mídias sociais Sree Sreenivasan, da Universidade Columbia, em Nova York, o sistema de cobrança do ‘Times’ é o mais ‘poroso’ que existe.


Isso porque a receita digital é cada vez mais importante para o grupo: de 13,8% do faturamento total em 2009 passou para 16,2% em 2010.


Por isso, o jornal prefere não arriscar perder esse público, ao contrário do que fez o ‘Times’ britânico no ano passado, que fechou todo seu conteúdo.


Ainda assim, Sreenivasan afirma acreditar que o sistema será um sucesso.


MURO DE VERDADE


‘Vamos imaginar que seja um muro de verdade [o sistema de cobrança]. Você chega a ele e não consegue avançar. Agora, se andar 200 milhas, vai conseguir atravessá-lo. Porém, haverá gente que acha que não vale a pena o esforço.’


Para ele, a maioria das pessoas não vai querer assinar, mas existe uma ‘cultura crescente’ de pagar pelos produtos na web, como música, que vai permitir ao ‘Times’ aumentar a sua receita.


‘Sempre haverá coisas grátis. A igreja oferece café grátis, mas você prefere ir a outro lugar e pagar. Com o ‘New York Times’, é a mesma coisa. Existem outros fatores, como a confiabilidade e a qualidade do serviço.’


 


 


 


G1, 28/03


Pioneiro da internet, Paul Baran morre aos 84 anos


Ele criou os fundamentos da rede Arpanet, base da internet atual. Baran lutava contra um câncer de pulmão.


O engenheiro responsável por desenvolver a parte técnica dos fundamentos da Arpanet, Paul Baran, morreu aos 84 anos no sábado (26) em sua casa na cidade de Palo Alto, na Califórnia. De acordo com a família, ele lutava contra um câncer de pulmão.


Paul Baran nasceu em 29 de abril de 1926 na Polônia. Seus pais se mudaram para os Estados Unidos em 1928. Ele cresceu na Filadélfia onde seu pai tinha um mercado e ele fazia entregas em domicílio.


No começo da década de 1960, Baran teve a ideia de ‘quebrar’ os dados enviados pela rede em pequenos pacotes, o que ele chamou de ‘blocos de mensagem’ (message blocks, em inglês). Dessa forma, as informações são enviadas em pequenos pedaços e reconstruídas ao chegar no seu destino, como funciona até hoje na internet.


A intenção de Baran era construir uma rede de comunicações distribuída, menos vulnerável a ataques ou a quedas do que redes convencionais. Ele queria que as informações continuassem trafegando normalmente em caso de um ataque nuclear. Em uma série de documentos publicados na década de 1960, ele sugeriu que as redes deveriam ser criadas com rotas redundantes para que, caso um caminho falhasse ou fosse destruído, a mensagem seguiria do mesmo modo para o destinatário.


Seu trabalho resultou na Arpanet, uma rede de comunicação entre cientistas que estabeleceu as bases da internet atual.


 

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