Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

ENTRE ASPAS > PRÊMIO CABOT

Colúmbia anuncia vencedores de 2007

12/07/2007 na edição 441

A Escola de Jornalismo da Universidade de Colúmbia anunciou, na terça-feira (10/7) os vencedores do Prêmio Maria Moors Cabot por jornalismo de destaque na América Latina e Caribe. A premiação, fundada em 1938 por Godfrey Lowell Cabot, homenageia profissionais de imprensa que, em sua cobertura jornalística, ajudam a expandir a compreensão sobre o continente americano.


Os vencedores participarão de uma cerimônia em 9 de outubro, onde receberão do presidente da Colúmbia, Lee C. Bollinger, uma medalha e US$ 5 mil. As organizações de imprensa onde os jornalistas trabalham receberão uma placa de bronze.


Coragem e determinação


‘Este ano, nós tivemos uma gama especialmente ativa e competitiva de indicados ao Prêmio Cabot’, afirmou Nicholas Lemann, reitor da Escola de Jornalismo. ‘Esta é uma ótima notícia para as Américas, uma região que precisa desesperadamente do tipo de jornalismo corajoso e empreendedor que é exemplificado por nossos vencedores’. Os homenageados de 2007 são:


Alfredo Corchado, chefe da sucursal do México do Dallas Morning News. Corchado cobre uma das regiões mais perigosas para a prática do jornalismo, e reporta sobre narcotraficantes, corrupção governamental e o aumento do crime organizado nos cartéis mexicanos.


Gary Marx, correspondente na América Latina para o Chicago Tribune. Marx faz parte de um pequeno grupo de jornalistas americanos que recebeu permissão do governo de Cuba para reportar do país, no fim dos anos 90. Em fevereiro deste ano, após cinco anos em Havana, ele foi avisado que sua credencial de imprensa não seria renovada e ele deveria deixar a ilha. O motivo: suas matérias eram consideradas ‘negativas’ pelas autoridades cubanas.


Maria Teresa Ronderos, consultora editorial da revista Semana, na Colômbia. Segundo ao representantes do Cabot, Maria Teresa é um exemplo dos mais altos padrões de ética, profissionalismo e obstinação em uma das regiões mais perigosas do mundo para o jornalismo. Repórter, editora, professora e ativista pela liberdade de imprensa, ela tem um papel importante na luta para a restauração da paz e da sociedade civil no país, devastado pela violência ligada ao tráfico de drogas.


José Vales, correspondente na América Latina para o El Universal, do México. Baseado em Buenos Aires, na Argentina, Vales publica matérias importantes sobre corrupção e abusos dos direitos humanos. Em 2000, uma reportagem investigativa do jornalista levou à revelação de que um notório torturador durante a ditadura argentina estava escondido no México – como resultado, ele foi preso e extraditado para a Espanha.

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