Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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MONITOR DA IMPRENSA > TELETIPO

Colunista acusa jornal de machismo

22/02/2005 na edição 317

A colunista Susan Estrich acusou o jornal Los Angeles Times de discriminação sexual por publicar poucos textos de opinião escritos por mulheres. Professora de direito e ciência política na University of Southern California, Susan protestou contra o jornal em um e-mail enviado a 50 mulheres que ocupam posição de destaque na Califórnia. A mensagem foi publicada, na semana passada, pelo Washington Examiner, e reproduzida pela revista Editor & Publisher [17/2/05]. Nela, a professora, que tem sua coluna distribuída por um sindicato de Los Angeles, afirma que tem tentado falar com os editores do LA Times sobre o problema. ‘A situação piorou sob o comando do novo editor de opinião, Michale Kinsley, que substituiu uma mulher negra por três homens. Hoje, 90% do espaço da seção é ocupado por homens’, escreveu ela, ressaltando que a região de Los Angeles conta com ‘maravilhosas escritoras’ que poderiam contribuir para o jornal. Questionado pelo Examiner sobre a acusação de Susan, Kinsley disse apenas que há algumas informações corretas na mensagem dela, mas também ‘algumas incorretas, e algumas fantasias’. Ele disse, entretanto, que concorda com a colunista de que deveria haver um maior número de mulheres escrevendo para as páginas de opinião do LA Times.



Ameaça de greve na Reuters

A AP [18/2/05] noticia que trabalhadores da Newspaper Guild of New York, sindicato que representa cerca de 450 dos 2.000 funcionários da Reuters nos EUA, votaram em favor de entrar em greve por melhores condições de trabalho. Eles reclamam que a agência de notícias congelou seus salários, reduziu as aposentadorias e a assistência de saúde. ‘Também estão tentando acabar com as proteções contra demissão que os funcionários possuem’, diz Barry Lipton, presidente da organização trabalhista. Em nota publicada no dia 16/2, a Newspaper Guild denuncia que a Reuters, em 2004, teve lucros 52% maiores que no ano anterior, apesar de seu faturamento ter diminuído 11%. O sindicato atribui este desempenho a manobras de mercado e a estratégias que prejudicam a qualidade de seu jornalismo, como montar uma redação na Índia para cobrir Wall Street.

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