Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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ENTRE ASPAS >

Comunique-se

21/04/2009 na edição 534

DILMA vs FOLHA
Comunique-se

Dilma Rousseff diz que documento publicado pela Folha é falso

‘A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, levantou dúvidas sobre a autenticidade de documento publicado pela Folha de S. Paulo no último dia 05/04, na matéria ‘Grupo de Dilma planejava sequestrar Delfim’ (apenas para assinantes do jornal). A reportagem já fora contestada pelo jornalista Antonio Roberto Espinosa, ex-comandante da Vanguarda Popular Revolucionária e da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, uma das fontes consultadas pela repórter Fernanda Odilla.

Em entrevista à rádio Itatiaia de Belo Horizonte (MG) na última sexta-feira (17/04), Dilma afirma que a ficha em que ela aparece qualificada como ‘terrorista/assaltante de bancos’, com um carimbo de ‘capturado’ sobre sua foto, é uma ‘manipulação recente’.

‘A ficha é falsa, é uma montagem. (…) Estou, atualmente, numa discussão, tentando ver com a Folha de S. Paulo de onde eles tiraram aquela ficha, porque até agora ela não está em nenhum dos arquivos que pelo menos nós olhamos. Então, ela não é produto nem daquela época, ela é produto recente, manipulado, de órgãos ou de interesses escusos daqueles que praticaram esses atos no passado’, afirmou.

A ministra nega ter participado das ações realizadas em São Paulo e atribuídas a ela no documento. Diz ainda que nunca participou ou foi julgada por ação armada ou assalto a banco. ‘As minhas circunstâncias foram essas, não os cometi’.

‘Eu nunca militei em São Paulo nesse período que eles relatam na ficha. Eu morava em Minas. Tem datas aí, de 1968, que eu não só morava aí (em BH) como estudava na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Tinha endereço certo e sabido’, contesta.

O blog Náufrago da Utopia já havia levantado suspeita sobre o documento que circulava pela Internet em post publicado em novembro do ano passado.

Ditabranda

No sábado, a ministra voltou a tocar no assunto e fez referência ao termo ‘ditabranda’, utilizado recentemente em editorial da Folha para qualificar o regime militar brasileiro.

‘A minha situação fica bastante desagradável para aqueles que defendem ou que houve ditadura branda no Brasil ou que no Brasil havia uma regularidade, naquele período, democrática. Nem uma coisa nem outra. Naquela época se torturava, se matou, se prendeu’, afirmou Dilma.

A Folha de S. Paulo publicou matéria sobre o questionamento levantado pela ministra e, por meio de Nota da Redação, afirma que ‘escalou repórteres para esclarecer o caso e publicará o resultado dessa apuração numa próxima edição’.’

 

OUVIDOR
Comunique-se

Carlos Alberto Lins da Silva inicia segundo mandato como ombudsman da Folha

‘Nono jornalista a ocupar o cargo de ombudsman na Folha de S. Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva dá início a seu segundo mandato no início desta semana. Ele, que substituiu Mário Magalhães em abril do ano passado, lamentou ainda não ter conseguido que o jornal atingisse um o grau de aprofundamento que ele considera necessário para a sobrevivência do jornal impresso.

Para ele, a Folha precisa de mais profundidade e menos repetição. Lins da Silva classificou a cobertura eleitoral como ‘apartidária’.

Sobre os desafios nestes mais 12 meses de mandato, afirma que são os mesmos que antes. ‘A tentativa de fazer do meu trabalho uma crítica técnica do jornalismo, de tentar explicar para os leitores que a minha posição não me permite tomar partido em nenhuma polêmica. Minha opinião é absolutamente irrelevante. Eu não devo ser juiz, eu devo ser alguém que cobra tecnicamente o jornal’.

Santista (SP), trabalhou como repórter no Diário da Noite e Diário de S. Paulo. Na Folha, atuou como repórter, redator, editor, secretário de Redação, diretor-adjunto de Redação e correspondente em Washington. Deixou o jornal para fundar o Valor Econômico. É mestre em comunicação pela Michigan State University (EUA) e doutor e livre-docente em comunicação pela USP (Universidade de São Paulo).

As informações são da própria Folha de S. Paulo.’

 

PROFISSÃO PERIGO
Sérgio Matsuura

Jornalistas são usados como escudo humano por militantes do MST

‘O repórter da TV Liberal, retransmissora da Rede Globo no Pará, Victor Haôr diz ter sido utilizado como escudo humano por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Ele, com mais três jornalistas, ficaram no meio de tiroteio entre manifestantes e seguranças da fazenda Espírito Santo, em Xinguara, na tarde do último sábado (18/04). O confronto deixou oito pessoas feridas. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) classificou a atitude do MST como ‘criminosa’.

‘Eu fiquei mais atrás, mas os outros três ficaram na frente, como escudo humano mesmo. Eles também tentaram pegar as câmeras dos cinegrafistas’, conta o repórter, que estava acompanhado do cinegrafista da TV Liberal Felipe Almeida, de um jornalista do Opinião e um cinegrafista da TV Livre. Haôr diz ainda que foi impedido de deixar a fazenda porque integrantes do MST ocuparam as saídas da propriedade. Ele passou quase 24 horas no local.

Os jornalistas foram ao local para cobrir um suposto ataque de integrantes do MST a um caminhão da Agropecuária Santa Bárbara, pertencente ao grupo Opportunity e dona da propriedade. Quando estavam terminando o trabalho, viram um grupo de aproximadamente cem manifestantes do MST marchando em direção à fazenda.

‘Nós fomos ao encontro deles, né? Nós queríamos ouvir alguns líderes, mas eles não queriam conversar. Colocaram a gente na frente e continuaram a marchar. Foi quando eu falei: vai ter um confronto, o pessoal está armado. Daí um militante falou: rapaz, nós não vamos parar não’, conta Haôr.

O cinegrafista Felipe Almeida conseguiu captar as imagens do confronto que foram exibidas em rede nacional (assista aqui).

‘Quando o tiroteio começou todo mundo correu, uns foram para as matas, mas eu não consegui correr e fiquei lá filmando e rezando para não acontecer nada comigo’ conta Almeida, em entrevista ao Portal ORM.

MST diz que três Sem Terra são reféns na fazenda

O Comunique-se entrou em contato com a assessoria de imprensa do MST, mas não obteve retorno. No site do movimento, está publicada uma nota informando que ‘pistoleiros da fazenda Espírito Santo balearam 9 trabalhadores rurais Sem Terra’.

‘Os lavradores voltavam das mobilizações em torno do Massacre de Eldorado dos Carajás, realizadas na Curva do S, para o acampamento montado em fevereiro na fazenda grilada- que pertence ao banqueiro Daniel Dantas. Outros três Sem Terra estão sendo feitos reféns pelos pistoleiros dentro da fazenda neste momento’, informa a nota publicada no dia 18/04.

Ação foi criminosa, diz ANJ

A ANJ divulgou nota repudiando ‘com veemência a ação criminosa de integrantes do Movimento dos Sem-Terra’.

‘É injustificável e condenável sob todos os aspectos que se atente dessa forma contra a integridade física das pessoas, num revoltante descaso com a vida humana. Além disso, os integrantes do MST atentaram contra o livre exercício do jornalismo, aterrorizando profissionais que cobriam o evento com objetivo de informar à sociedade’, diz o comunicado assinado pelo vice-presidente da entidade, Júlio César Mesquita.’

 

JORNAL DA IMPRENÇA
Moacir Japiassu

A Globo se ‘choca’ com surra de apito em Madureira

‘ó condenados que ireis

tombar de madrugada,

vós precisais dormir.

(Jorge de Lima in A Túnica Inconsútil)

A Globo se ‘choca’ com surra de apito em Madureira

Segundo Janistraquis, que nos últimos anos só recorre ao verbo chocar para definir o comportamento das galinhas aqui do sítio, a Rede Globo exagerou no alheamento ao enxergar arremedo de quase-genocídio numa surra de cordão de apito que passageiros de trem levaram de fiscais na estação de Madureira.

A emissora abriu o JN de ontem, quarta-feira, com interminável matéria cujas imagens ‘chocaram o Brasil’, imagens estas repetidas em todos os telejornais, digamos, menores. Um telespectador estrangeiro acompanhado de razoável intérprete teria ficado perplexo com tanto alarido para aquela simples e até banal exibição de autoritarismo, sem nenhuma gota aparente de sangue. A fratura do goleiro Rogério Ceni ‘chocou’ muito mais.

Afinal, o que são uma surra de apito, alguns empurrões e socos em passageiros de trem numa cidade diariamente assaltada por bandidos perversos, que matam, esquartejam, incineram e debocham da polícia e até das Forças Armadas?

(Ao escrever o comentário, o colunista apenas interpreta as 19 mensagens de leitores recebidas até agora, 10 da manhã de quinta-feira, todas furibundas com a fútil e inoportuna ‘indignação’ global.)

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Gratuííííííto

O considerado Gilson Ferreira, jornalista carioca, despachou de seu escritório na Petros, na manhã de ontem, 15 de abril:

Agora mesmo, no Jornal das 10 da GloboNews, o Ministro da Educação, Fernando Haddad, já falou, por duas vezes, cursos ‘gratuítos’!!

‘Gratuítos’ para um ministro da educação??

É triste.

Tristíssimo, Gilson, tristíssimo, mas Janistraquis acha que é tudo culpa da tal reforma:

‘O ministro acha que o acento agudo de ideia foi transferido para gratuito…’

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Jornalismo é…

O considerado Pinheiro Júnior escreveu excelente artigo no site da ABI, transcrito neste portal, e Janistraquis, que anda mais mal-humorado do que o delegado Protógenes, teceu comentários (tecer comentários é bom, né não?) acerca do título O jornalismo é uma cachaça, um sacerdócio ou são os dois?

‘Lamento informar que jornalismo não é cachaça nem sacerdócio; é apenas uma profissão que muitas pessoas tentam exercer sem a menor sombra de talento ou preparo intelectual…’.

Segundo meu assistente, que já foi desossador de mocotó numa birosca de Caruaru, os jornalistas também reclamam muito, até mesmo quando estão de barriga cheia.

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Para vencer a crise

O considerado Camilo Viana, diretor de nossa sucursal em Belo Horizonte, cuja sede é vizinha ao Palácio da Liberdade, onde Aécio reúne força e disposição para conduzir às urnas seu rebanho eleitoral, pois Camilo recebeu uma utilíssima sugestão de como sobreviver em meio à crise e, se o arrivista for bafejado pela sorte, pode até enriquecer.

Eis a tentação via internet:

AGORA, CURSO DE PASTOR POR CORRESPONDÊNCIA — Formação de pastor a R$ 600, mestre de Bíblia a R$ 1.300 e doutor em divindade a R$ 1.500. Faça o curso por correspondência e tenha sua própria igreja! Em 90 dias receba o diploma e a carteirinha em casa.

O curso relâmpago é oferecido pela Assembléia de Deus, uma das grandes igrejas evangélicas do Brasil, e revela a intensidade do crescimento do setor, que movimenta R$ 3 bilhões por ano e geram (sic) dois milhões de empregos no país (sem vínculo trabalhista).

Hoje, são mais de 30 milhões de fiéis e as estimativas são de que, nos próximos 40 anos, metade da população brasileira poderá estar convertida. A bancada evangélica na Câmara Federal tem 62 membros e poderá ultrapassar 80 deputados nas próximas eleições.

Só em São Paulo, entre redes abertas, UHF e canais fechados, são mais de 2.000 horas de pregação no ar por mês.

Janistraquis visitou o site, já se inscreveu e, brevemente, pretende fundar no Vale do Paraíba a Igreja Universal do Reino de Portugal.

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Dor de cotovelo

Circula na internet, apresentada como a melhor frase grega:

‘Para curar um amor platônico, nada melhor do que uma trepada homérica.’

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Chorar piscinas

Deu em tudo quanto é lugar: Na rede estadual de ensino, cai o desempenho dos alunos em português. Na oitava série, ano com os piores indicadores, 82,5% dos alunos das escolas de SP não atingiram o nível esperado em português.

A secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, substituída na segunda-feira pelo ex-ministro Paulo Renato, disse que uma das explicações para a queda em língua portuguesa foi uma mudança na prova, que passou a cobrar gramática e literatura. Antes, era basicamente leitura e interpretação de texto.

A imprensa registrou que, durante a entrevista coletiva na qual foi anunciado o desastre, dona Maria Helena chorou três vezes.

Janistraquis, que antes só vivia emoções em jogos do Vasco, enxugou uma furtiva lágrima e comentou:

‘Considerado, o assunto é mesmo de se chorar piscinas.’

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Grandes Guerras

O considerado Roldão Simas Filho, diretor de nossa sucursal no Planalto, de cujo banheiro, em subindo-se nas bordas do vaso sanitário, enxerga-se o que não se deve enxergar, pois Roldão deu uma folga ao Correio Braziliense, leu de cabo a rabo a revista Grandes Guerras, edição n° 28, e depois escreveu ao responsável, Ernesto Yoshida:

Com relação aos U-Boats já lhe enviei texto sobre o ataque e afundamento dos navios brasileiros na II Guerra. Acrescento agora mais dúvidas:

* página 34 – ‘A pequena frota germânica teve um desempenho excepcional. Até o final de 1939, os U-boats haviam abatido (sic) 114 navios, o equivalente a 420.000 toneladas de carga, que transportavam provisões ou combatiam a serviço dos ingleses’.

Os aviões voam e podem ser abatidos. Os navios boiam e podem ser afundados.

* página 46 – Extensão do mar costeiro nos EUA: Seriam mesmo 280 mil metros quadrados? Ou seriam quilômetros quadrados?

* página 46 – ‘Os dez almirantes (sic) alemães que causaram mais estragos nas frotas aliadas’.

Dúvida:

Na página 36 há uma referência ao comandante do U-47, almirante Günther Prien, mas, de um modo geral, os comandantes dos submarinos eram capitães-tenentes (Kapitänleurtenant – conforme informação na página 65). De capitão-tenente até almirante há três postos: capitão de corveta, capitão de fragata e capitão de mar e guerra.

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Jorge de Lima

Leia no Blogstraquis a íntegra de Vós precisais dormir, cujo fragmento encima a coluna. É o poeta num de seus momentos mágicos, quando a inspiração o desperta e os versos nascem sem costuras, falhas ou fendas.

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Até a vista, Montbläat!

A coluna lamenta profundamente o fim do Montbläat, melhor jornal eletrônico do país, criado em 3 de setembro de 2004 por esse profissional de escol que é o considerado Fritz Utzeri, o qual escreveu no texto de despedida:

(…) Nossa proposta era não ter patrocinador para manter a independência editorial, mas isso não foi possível. Além disso, como arranjar patrocinador para uma publicação tão ‘cult’ como a nossa? Não tem saída, o futuro será realmente do jornal eletrônico em papel digital, mas às vezes chegar cedo demais tem desvantagens.

Nesses quatro anos e meio em que circulou, o Mont preencheu 11.591

laudas, em 330 edições regulares e 12 extras. Se colocarmos as folhas de papel do jornal (A-4) uma após a outra daria para cobrir a distância entre Macapá e Porto Alegre. Não é pouco para uma publicação feita como o Mont o foi.

A nossa falência afinal não é um fenômeno tão insólito assim. No mesmo dia em que eu comunicava o fato aos colaboradores, o grupo do Chicago Sun Times, que edita 50 jornais nos EUA entrou com um pedido de falência, e os dois principais diários de Detroit, o Free Press e o News passaram a circular apenas quinta e domingo.

Janistraquis sugere, ó amigo Fritz, que se mude a palavra falência por esta outra tão ao gosto da instabilidade do mercado: descontinuação. Assim, o Mont foi apenas descontinuado e isso significa que podemos torcer por sua volta.

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Lei de m…

Chamadinha na capa do UOL:

‘Blindagem’ — Quartos de hotel e motel estão fora da lei antifumo de São Paulo.

Janistraquis, homem pragmático, como sabem todos, fez aquela pergunta que ficará sem resposta:

‘E no puteiro, considerado, e no puteiro meeeeeeesssmo, como é que vai ficar?’

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Nota dez

O considerado Claudio Lessa, jornalista em Brasília, perdeu a paciência com a meiguice da polícia e escreveu em sua coluna do excelente site Direto da Redação, de Eliakim Araujo:

(…) Cansados de serem assaltados descaradamente, à luz do dia, por um bando de vagabundos que constataram que a cretina Lei do Desarmamento só os beneficia (e a mais ninguém), os patéticos comerciantes espalharam faixas nas portas de suas lojas implorando aos ladrões que fossem roubar noutra freguesia. Só faltaram as idióticas ‘passeatas pela paz’, com todo mundo fantasiado de branco, para que o bom humor da bandidagem impune ficasse melhor ainda.

(…) Para os patéticos comerciantes brasilienses, o dinheiro gasto com as chorosas faixas – que, além de expor esses mesmos comerciantes ao ridículo, não atingiram nenhum outro objetivo prático – teria sido muito mais bem gasto com a contratação de vigias armados, legal ou ilegalmente (lembre-se leitor(a), esse é um fazendão sem lei, gerido atualmente em boa parte por ex-criminosos). Quando a bandidagem surgisse para praticar os assaltos e fosse recebida a bala, começaria a pensar duas vezes antes de atacar gente indefesa.

Leia aqui a íntegra do texto que provoca ódio a politicamente corretos, onguistas equivocados e histéricos em geral.

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Errei, sim!

‘FALECIDO WASHINGTON — A leitora Marivete Saraiva Correia, da cidade de Paulista (PE), envia curiosa matéria do veterano Jornal do Commercio, do Recife. O texto se referia a uma vitória do Náutico sobre o rival Sport e, a linhas tantas, dizia:

‘A alegria nos vestiários alvirrubros só não foi completa em virtude da morte de Washington. O ponteiro estava escalado para atuar na decisão mas teve que sair da concentração às pressas para o Aeroporto dos Guararapes a fim de embarcar para São Paulo e acompanhar o enterro’.

Diante de tão espantosa revelação Janistraquis arrepiou-se: ‘Considerado, não é por nada, mas se o falecido Washington teve preparo físico para acompanhar seu próprio enterro, não vejo motivo para ele não ter participado do jogo’. Tem certa lógica. (junho de 1993)’’

 

EXTRA! EXTRA!
Miton Coelho da Graça

Congresso em Foco, futuro já dá ‘furo’

‘Congresso em Foco é autor do ‘furo’ mais importante pelo menos este ano (as incríveis viagens da mãe de Adriana Galisteu, pagas com dinheiro público, distribuído com generosidade e sem-vergonhice pelo deputado-genro Fábio Brito, típico playboy oligarca nordestino, cuja família considera nada mais merecedor do ‘menino’ do que um lugar na Câmara Federal).

E esse ‘furo’ é significativo porque vem do futuro, de um jornal não-impresso e exclusivamente on-line, cujo dono, o veterano jornalista Sylvio Costa, de 47 anos de idade e 20 de profissão, insiste em chamar ‘Congresso em Foco’ de ‘saite’ e não ‘jornal’, por considerá-lo desde o início (2004) um projeto multimídia, incluindo som, vídeo e tudo mais que o futuro trouxer.

O time é pequeno, são apenas nove jornalistas: Sylvio, diretor (ex-Folha, Istoé, Correio Braziliense, Gazeta Mercantil); Eumano Silva, editor executivo (19 anos de profissão, ex-Folha, Veja, Correio Braziliense, ganhador do Esso de Jornalismo Regional com Reportagem sobre a guerrilha do Araguaia); Edison Sardinha, editor (ex-Estadão); Lúcio Lambranho (ex-O Estado, A Notícia, Diário Catarinense – todos de Santa Catarina – Correio Braziliense e Jornal do Brasil, menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog); Eduardo Militão, repórter, (ex-Correio Braziliense, Jornal do Brasil, Folha Popular, CorreioWeb); Daniela Lima, repórter (ex-Correio Braziliense, Jornal do Brasil e Folha Popular); Fábio Góis, repórter (ex-Correio Braziliense, ex-assessor de imprensa em várias instituições); Mário Coelho, repórter (ex-O Estado-SC, Hoje em Dia (MG), Correio Braziliense); Renata Camargo, repórter (ex-Correio Braziliense, CorreioWeb, Jornal do Brasil, Revista de Cultura Ajufe); Rodolfo Torres, repórter (ex-Caros Amigos).

O time ainda inclui os colunistas Márcia Denser, Marcelo Mirasola, Cláudio Versiani, Rogério Schmidt e Paulo Kramer.

Pois essa turminha, em quase cinco anos, conquistou o respeito de todos os parlamentares – do Governo e da Oposição – pela independência e respeito permanente ao compromisso de ouvir informações e opiniões divergentes.

Sylvio consegue bancar o projeto, porque tem outra atividade (dirige o Espaço Cultural BR-Telecom), o apoio da Oficina da Palavra (agência de comunicação em que é sócio minoritário) e um contrato com o portal IG.

Ninguém na redação tem emprego público nem pode aceitar qualquer trabalho de origem política. Os salários não são nenhuma Brastemp mas estão em dia.

E fiquem de olho: Congresso em Foco informa que está apenas começando a contar a história vergonhosa do uso das verbas de passagens da Câmara Federal.

O deputado-playboy Fábio Brito se elegeu, em 2006, pouco depois de completar 30 anos, em dobradinha com o pai, Robinson Mesquita de Faria (também eleito pela primeira vez com essa mesma idade, em 1986), duas vezes presidente da Assembléia do Rio Grande do Norte, e possível candidato à sucessão da governadora Wilma de Faria, também parte do clã. Robinson, por sua vez, herdou uma das maiores salineiras do estado, vendida por muito dinheiro a uma multinacional. O pai de Robinson (portanto avô de Fábio) foi também suplente do senador Dinarte Mariz, um dos mais fiéis parlamentares a favor do regime militar.

Desde bem jovem, Fábio é um dos bons partidos da sociedade riograndense, mas preferiu ligar-se a moças badaladas do mundo artístico, culminando com Adriane Galisteu, que cortou publicamente a relação em 12 de março, após dez meses de ostensivo e badalado namoro. Mesmo assim, o deputado, ao procurar explicar os pedidos de tantas passagens para Adriana, classificou-a como ‘cônjuge’.

Aguardemos os próximos capítulos, prometidos pelos ‘furões’ do Congresso em Foco.

(*) Milton Coelho da Graça, 78, jornalista desde 1959. Foi editor-chefe de O Globo e outros jornais (inclusive os clandestinos Notícias Censuradas e Resistência), das revistas Realidade, IstoÉ, 4 Rodas, Placar, Intervalo e deste Comunique-se.’

 

CONTEÚDO NA REDE
Bruno Rodrigues

No apocalipse do impresso, a aurora do novo editor

‘Os fatos estão por aí, a brotar a cada semana: o jornalismo impresso, tal e qual conhecemos, está dando os últimos suspiros. Não há o que lamentar; de longe, não é o último capítulo da história. A Comunicação se reinventa há mais de cem anos, e não é uma trombada com o bisneto mais assanhado – a mídia digital – que fará com que a atividade jornalística se esvaia definitivamente.

É hora, contudo, do jornalista entender de uma vez por todas que sua atividade é muito mais importante do que o veículo e a mídia em que trabalha. A missão de apurar, editar e redigir sempre esteve ligada em exagero às empresas onde os profissionais atuam. Em sua grande maioria, o jornalista nunca foi o ‘João, excelente repórter de economia’, mas ‘João, excelente repórter de economia da Gazeta Centro-Sul’.

Agora, é bom que esta atitude mude. Seja para onde se olhe, modelos de negócio se esfacelam, estruturas seculares de redações de jornal perdem o sentido da noite para o dia, leitores se questionam por que precisam pagar por notícias que podem ler gratuitamente na web. Acima de tudo, e apesar de tudo, sobrevive o Jornalismo.

Basta olhar para o lado e constatar, por exemplo, como a televisão acompanhou as transformações das últimas três décadas enfrentando as outras mídias, e por muitas vezes superando-as. Na televisão fez-se a primeira grande mudança no Jornalismo, mostrando que a atividade, sim, está acima da mídia.

Vamos então, separar o profissional do meio onde atua. O jornalista sempre será necessário; a sociedade precisa de alguém que se aproxime dos fatos e extraia deles o que é mais relevante, que transforme uma amálgama de dados em informação, que a adapte a um, dois, três meios por onde será transmitida. Que o jornalista não tema sua missão – mas que, pelo menos por enquanto, tenha uma distância respeitosa de quem compra seu trabalho e seu tempo.

Que se abandonem as redações? Longe disso. Mas é preciso notar que o mundo está prestes a ser tragado pelo caos da informação da internet, e que dele só o jornalista – valorize-se, portanto! – é capaz de salvar o leitor de uma barafunda mental completa.

Duvida?

Então, vamos lá: os usuários da internet – todos nós – precisam de alguém que separe o que é o ótimo, bom e razoável do que é lixo. Em uma ambiente em que é cada vez mais comum a liberdade de produção de conteúdo (característica da web atual, mas de resultado discutível), o papel do Editor – na visão mais ampla da palavra, ou seja, aquele que seleciona a informação a partir de determinados parâmetros, alguns até nossos – é fundamental.

Em um universo como a internet, onde cada vez se produz mais conteúdo, é vital um profissional com esta visão de ‘filtro’, que facilite o acesso à informação. Se não for assim, será como procurar agulha em palheiro – e isso seria retrocesso, sob o ponto de vista do acesso à informação. Afinal, a questão aqui não é busca da informação – resolvida pelo Google -, mas a *seleção* da informação. E é aí que entra o jornalista.

Que conhecimentos ele deverá dominar? Na semana que vem continuamos a conversar.

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A próxima edição de meu curso ‘Webwriting & Arquitetura da Informação’ começa em junho, no Rio. Para quem deseja ficar por dentro dos segredos da redação online e da distribuição da informação na mídia digital, é uma boa dica! As inscrições podem ser feitas pelo e-mail extensao@facha.edu.br e outras informações podem ser obtidas pelo telefone 21 21023200 (ramal 4).

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Gostaria de me seguir no Twitter? Espero você em twitter.com/brunorodrigues.

(*) É autor do primeiro livro em português e terceiro no mundo sobre conteúdo online, ‘Webwriting – Pensando o texto para mídia digital’, e de sua continuação, ‘Webwriting – Redação e Informação para a web’. Ministra treinamentos em Webwriting e Arquitetura da Informação no Brasil e no exterior. Em sete anos, seus cursos formaram 1.300 alunos. É Consultor de Informação para a Mídia Digital do website Petrobras, um dos maiores da internet brasileira, e é citado no verbete ‘Webwriting’ do ‘Dicionário de Comunicação’, há três décadas uma das principais referências na área de Comunicação Social no Brasil’

 

TELEVISÃO
Antonio Brasil

Feriadão sem TV no museu da palavra com imagem

‘‘Nossa língua é o nosso melhor retrato’

Ditado popular

A TV brasileira continua ignorando os longos feriados e abusando da boa vontade dos telespectadores. Quem não pode ou não consegue desligar o aparelho, sofre com a péssima programação nesses dias de ócio obrigatório. Os responsáveis pelas nossas emissoras estão perdendo uma grande oportunidade de reconquistar a audiência perdida. Deveriam perceber que nem todos viajam ou se afastam da telinha durante os feriados.

No entanto, ao invés de investir em novos lançamentos ou programas especiais, ou seja, capitalizar com o aumento de audiência nesses períodos, a TV brasileira parece fazer exatamente o contrário. Coloca no ar tudo que tem de pior. Ignora as peculiaridades do meio e dos feriados. Não exibe nada de novo, um especial ou filme de sucesso, por exemplo, e até mesmo apela para a repetição de velhos programas. A programação da TV brasileira durante os feriados é sempre desleixada e preguiçosa. Não merece nada de especial. Pena!

Em meio a uma enorme crise financeira que restringe as opções de lazer dos brasileiros, a nossa TV ignora as boas oportunidades. E depois vai reclamar de problemas financeiros – serão inevitáveis no futuro. É capaz de exigir ajuda financeira do governo e culpar o público pelas suas próprias mazelas.

Museu da palavra

E já que os responsáveis pelas TVs brasileiras não conseguem produzir nada de bom nem mesmo para os longos feriados, proponho uma campanha de mobilização nacional a favor de melhores programas: desliguem a TV, busquem alternativas e exijam novos programas para enfrentar os próximos feriados. E olha que serão muitos feriados nesse ano.

Pois aproveitei os últimos dias para visitar a capital paulista. Para mim, São Paulo é o que há de mais próximo do Primeiro Mundo no Brasil. Pode não ser ‘exatamente’ o primeiro, mas certamente não é o terceiro mundo com o que estamos tão acostumados.

São Paulo talvez seja o melhor exemplo de capital do pouco citado ou lembrado… Segundo Mundo.

Pois desliguei a TV e fui conferir as diversas opções culturais da capital paulista.

Como não poderia deixar de ser, fui buscar o melhor da imagem e da TV brasileira em São Paulo. E encontrei onde menos esperava: no Museu da Palavra. Visitei o moderníssimo Museu da Língua Portuguesa instalado na velha Estação da Luz. (ver aqui).

Não é novidade, mas é imperdível.

Arquivos de TV

O espaço do museu da língua surpreende pelo conteúdo e pela forma de apresentação desse conteúdo. Tudo surge como luz na forma de imagens em movimento e sons. Muitos sons!

No museu que exalta e glorifica as palavras, a imagem é soberana.

Explico. A proposta do Museu da Língua Portuguesa é multimídia. Para ilustrar a beleza e riqueza das nossas palavras, seus organizadores recorreram à riqueza dos arquivos de imagens de nossas TVs.

E os recursos multimídia do Museu da Língua Portuguesa disponíveis para os visitantes são simplesmente sensacionais. É o que há de melhor e mais sofisticado disponível nos melhores museus do mundo. Esses recursos audiovisuais nos convidam para uma viagem ao mundo das palavras.

Destaco as imagens selecionadas nos arquivos de nossas TVs – principalmente nos arquivos da Fundação Roberto Marinho e Rede Globo. Elas são exibidas em telas gigantescas que se lançam pelos longos corredores do Museu da Palavra.

Para ver a alma

Essas imagens contam belas histórias sobre a evolução da nossa língua com o que há de melhor e mais precioso da nossa TV. Os arquivos das nossas emissoras – sempre relegados ao esquecimento e ao descaso – revivem para ilustrar o passado e o presente da nossa língua.

Se você gosta de belas palavras, boas prosas e ainda melhores poemas escritos pelos nossos melhores escritores e recitados pelos nossos melhores atores e atrizes, é só embarcar nas viagens audiovisuais do Museu da Praça da Luz.

Tudo é muito moderno para falar do que é muito velho e bom: boas palavras.

Mas nada supera a viagem ao planetário da língua portuguesa. As palavras recitadas tomam forma visual com imagens em movimento que nos surpreendem numa coreografia digna dos melhores espetáculos de dança. As palavras pulam e saltam por entre os olhares extasiados dos visitantes a um mundo da Lua, a um mundo surpreendente da nossa língua.

Estamos no andar dos sonhos e das fantasias revividos na voz e criação de grandes poetas e compositores. Nesse ambiente escuro, onde imagens rodopiam no ar, ouvimos a língua cantada por Dorival Caymi, Pixinguinha, Maria Betânia, Noel Rosa e muitos outros, com entremeios de versos de Drummond, Bandeira, Cecília Meireles, Mário de Andrade, Chico Buarque, Vinicius de Moraes e tantos outros.

Para mim, a citação definitiva ou o melhor convite para visitar o Museu da Língua Portuguesa está representado nas sábias palavras e visões definitivas de Fernando Pessoa: ‘Quem não vê bem uma palavra, não pode ver bem uma alma’.

(*) É jornalista, professor de jornalismo da UERJ e professor visitante da Rutgers, The State University of New Jersey. Fez mestrado em Antropologia pela London School of Economics, doutorado em Ciência da Informação pela UFRJ e pós-doutorado em Novas Tecnologias na Rutgers University. Atualmente, faz nova pesquisa de pós-doutorado em Antropologia no PPGAS do Museu Nacional da UFRJ sobre a ‘Construção da Imagem do Brasil no Exterior pelas agências e correspondentes internacionais’. Trabalhou na Rede Globo no Rio de Janeiro e no escritório da TV Globo em Londres. Foi correspondente na América Latina para as agências internacionais de notícias para TV, UPITN e WTN. É responsável pela implantação da TV UERJ online, a primeira TV universitária brasileira com programação regular e ao vivo na Internet. Este projeto recebeu a Prêmio Luiz Beltrão da INTERCOM em 2002 e menção honrosa no Prêmio Top Com Awards de 2007.. Autor de diversos livros, a destacar ‘Telejornalismo, Internet e Guerrilha Tecnológica’, ‘O Poder das Imagens’ da Editora Livraria Ciência Moderna e o recém-lançado ‘Antimanual de Jornalismo e Comunicação’ pela Editora SENAC, São Paulo. É torcedor do Flamengo e ainda adora televisão.’

 

JORNALISTAS & CIA
Eduardo Ribeiro

Corte na Infoglobo pode chegar a 140 pessoas

‘A Infoglobo viveu, nesta 3ª.feira (14/4), um dia tenso, com demissões que desta vez chegaram às redações. No Rio, elas já vinham ocorrendo em outras áreas, mas em São Paulo, a decisão foi uma surpresa. A empresa não se manifestou oficialmente, mas informações que J&Cia apurou dão conta de que o número total de dispensas, nesse movimento de já alguns dias, pode chegar a 140 vagas. Nesse universo estão pessoas das áreas administrativas, de logística, do comercial e também das redações; e também o fechamento/congelamento de vagas.

O Globo/Extra – No Globo, que perdeu dez pessoas, o núcleo mais atingido foi a Secretaria de Redação. Nas editorias, registro para as saídas de Antonio Maria Filho, do Esporte, no jornal desde 1987, e Hipólito Pereira, da Fotografia. A editoria Rio não demitiu, mas fechou duas vagas, e os profissionais devem ser transferidos. Do Extra saem Fábia Oliveira e Fred Soares. É possível que haja ainda desdobramentos nesta quarta-feira.

Diário de S.Paulo – No Diário de S.Paulo o corte atingiu 11 pessoas, nove delas da equipe editorial e duas da equipe de apoio (contínuos). A principal mudança aconteceu na editoria de Esportes, que tem agora como titular Gilvan Ribeiro, que fora do Esporte durante muitos anos e havia um ano e meio estava como editor-assistente de São Paulo, cuidando de domingo. Ele entra na vaga de Marco Aurélio Pereira, que saiu, assim como a sub Ana Carolina Donatelli e o repórter Daniel Batista. Gilvan terá a seu lado, na equipe, os editores-assistentes Marcelo Laguna, Nicolau Radamés e Marcelo Alves. Também deixaram o jornal Laurimar Coelho (Economia), Neri Gonçalves (Diagramação), Renata Turbiani (revista Diário Dez), Janaína Nunes (Vamos Ver), Manoel Davi e Vânia Dalpoio (Fotografia). William Novais, da Local, desembarca em maio na Economia.

Novidades da TV Globo para 2009

Mais de cem profissionais estiveram, no último dia 08/04, no encontro com a imprensa promovido pela TV Globo, na sua sede em São Paulo, para apresentar as novidades de sua programação em 2009. Além deste colunista, também esteve por lá a reportagem do Comunique-se, que fez já uma matéria sobre o assunto. De todo modo, pelo interesse que tem ao mercado tudo o que a Globo faz, considerei oportuno replicar algumas das mais importantes revelações feitas pelos executivos da empresa. Foram três horas ininterruptas de apresentação, com a participação seu diretor-geral Octavio Florisbal, do diretor de Jornalismo Carlos Schroder, do diretor de Programação Manoel Martins, do diretor de Engenharia Fernando Bittencourt, do diretor da Globo Internacional Ricardo Scalamandré e do diretor de Entretenimento Roberto Buzzoni. Como praticamente a totalidade do que ali foi apresentado acabou reproduzido pelas dezenas de veículos presentes ao encontro,

J&Cia separou alguns flashes, pelo interesse direto que têm para a área editorial:

* O Jornalismo da Globo conta hoje, em todo o Brasil, com 640 equipes de reportagem distribuídas pelas 122 emissoras que fazem parte da rede; são, no total, 4 mil profissionais.

* A emissora tem 12 correspondentes internacionais fixos em várias partes do mundo, além de dezenas de colaboradores (recentemente trocou a China pelo Japão e pôs Portugal e África do Sul no circuito da cobertura direta).

* O Jornalismo, sem incluir o Esporte, ocupa atualmente 5 horas diárias na grade de programação da emissora.

* Os principais telejornais da casa ganharam novo cenário e vão ter versão resumida para celular (no Japão, já chegam a 50 milhões os celulares com tevê digital de alta definição e a Globo acredita que pode chegar perto desse número até a Copa de 2014, que será realizada no Brasil).

* O Jornalismo continuará a ampliar a cobertura com a chamada Unidade Móvel, para várias praças, de modo a chegar mais próximo ainda dos principais acontecimentos locais.

* O núcleo de Jornalismo de São Paulo, no prédio da av. Chucri Zaidan, será reformado para receber as equipe hoje espalhadas por outros locais da capital paulista, caso de GloboNews, Sportv, G1 e Globoesporte.com.

* A emissora terá nova sede em Brasília.

* Até 2010, a Globo espera estar com sinal para TV Digital em 50% do território nacional (atualmente essa cobertura é de 20%).

* Os programas da Globo são hoje comercializados para 114 países.

* A empresa tem quatro programas exclusivos para a Globo Internacional, voltados para as comunidades brasileiras no exterior: Planeta Brasil (EUA e Japão), Cá Estamos (Portugal) e Revista África (Angola), além de produções especiais como o projeto Brazilian Day, que hoje é produzido nos EUA, Japão e Canadá e que já completou 25 anos de vida – o governo estima que hoje haja 3 milhões de brasileiros vivendo no exterior

* A Globo Internacional tem 580 mil assinantes em todo o mundo, 200 mil deles apenas em Angola, o que dá uma estimativa de um público da ordem de 2 a 2,5 milhões de telespectadores; a empresa, a propósito, acaba de fechar contrato com a Coréia, 100º país que passa a contar com um canal com sua programação.

* Seus programas (e não a programação da Globo Internacional) chegam hoje a 178 países, dos 191 existentes no planeta, segundo a ONU.

* A emissora põe no ar cerca de 10 mil chamadas de programação durante o ano.

* O futebol brasileiro, comercializado com a marca Brazilian Magic Football, chega hoje a 82 países e tem seu sucesso vinculado não só ao próprio futebol, mas a toda a produção, que envolve um número elevado de câmaras, angulações diferenciadas, imagens de torcida, linguagem cinematográfica, jogadores-personagens etc..

* Deve sair ainda este ano uma cartilha com uma autorregulamentação que passará a orientar todas as decisões da empresa e que pretende ser um marco para a televisão brasileira.

* Os investimentos programados são de US$ 100 milhões em todas as áreas.

* A empresa trabalha com uma perspectiva de crescimento em 2009 da ordem de 7 a 8%, inferior ao registrado em 2008, que foi de 13%.

A pergunta que que desconsertou Florisbal

* O ‘cerimonial’ dessa apresentação foi conduzido pelos quatro atores que atualmente comandam o programa Vídeo Show. Cuidadosos, inclusive pela orientação que receberam da equipe que preparou o roteiro, anunciaram tempo de casa, trajetória na Globo e idade de todos os diretores que ali se apresentaram, exceção ao diretor-geral Florisbal (‘até porque tinham juízo’). Ao abrir o encontro para perguntas dos jornalistas presentes, após um profundo mergulho nas novidades que a Globo preparou para 2009, com assuntos para várias edições de qualquer veículo, a primeira pergunta, feita pela repórter Marili Ribeiro, do Estadão, direta e objetivamente, foi: ‘Florisbal, eu queria saber a sua idade’. Foi uma gargalhada geral. Desconsertado e desconversando, ele esquivou-se, respondendo que a idade dele era a mesma de seus sonhos de levar a Globo a patamares cada vez mais elevados. A idade de Florisbal, no entanto, não é segredo, está na internet: em entrevista publicada no final de 2004, a revista IstoÉ Dinheiro informou que ele tinha então 63 anos; hoje tem, portanto, 67 ou talvez 68 recém-completados.

(*) É jornalista profissional formado pela Fundação Armando Álvares Penteado e co-autor de inúmeros projetos editoriais focados no jornalismo e na comunicação corporativa, entre eles o livro-guia ‘Fontes de Informação’ e o livro ‘Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia’. Integra o Conselho Fiscal da Abracom – Associação Brasileira das Agências de Comunicação e é também colunista do jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, além de dirigir e editar o informativo Jornalistas&Cia, da M&A Editora. É também diretor da Mega Brasil Comunicação, empresa responsável pela organização do Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas.’

 

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