Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

ENTRE ASPAS > RUANDA

Condenado por massacre é transferido para a Itália

29/02/2008 na edição 474

O jornalista belga Georges Ruggiu, condenado por um tribunal internacional na Tanzânia por incitar o genocídio de Ruanda, em 1994, foi transferido esta semana para a Itália, onde cumprirá o restante de sua pena. O jornalista, de 50 anos, é o único estrangeiro condenado pelo massacre. Ele foi sentenciado a 12 anos de prisão em junho de 2000.


Ruggiu era apresentador da Radio Television Libre des Mille Collines em Ruanda durante o genocídio e usava o veículo para estimular os assassinos – no que ficou conhecido como ‘rádio do ódio’. Ex-professor e filho de um italiano, ele deixou Ruanda mas foi preso no Quênia em julho de 1997, de onde foi transferido para a Tanzânia.


O Tribunal Criminal Internacional para Ruanda (TCIR), na Tanzânia, julga os ‘arquitetos’ do massacre, quando soldados e milícias da etnia Hutu, maioria no país, mataram cerca de 800 mil pessoas da etnia Tutsi e Hutus moderados. O derramamento de sangue durou cem dias.


Acordo


Ruggiu se declarou culpado por acusações de incitação pública e direta ao genocídio e a crimes contra a humanidade, e posteriormente testemunhou contra seu ex-patrão e outros funcionários da rádio. Atrás das grades, o jornalista se converteu ao Islã.


Segundo o TCIR, a transferência de Ruggiu segue um acordo entre as Nações Unidas e o governo italiano. Recentemente, uma decisão judicial de um tribunal de Roma passou a permitir que sentenças do TCIR sejam cumpridas na Itália. O jornalista deve ser libertado em 2009, já que ficou estabelecido em sua sentença que o tempo que passou na prisão antes da condenação deve ser considerado na pena. Informações de Daniel Wallis [Reuters, 28/2/08].

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