Terça-feira, 26 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº959

MONITOR DA IMPRENSA > VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS

Correspondente americano é expulso do Egito

24/02/2004 na edição 265

O jornalista americano Charles Levinson, que trabalhava para o semanário Cairo Times na capital do Egito, foi expulso do país ao voltar de férias nos EUA. Não foram dadas explicações oficiais, mas Hicham Kassem, publisher do jornal, disse ter sido informado pelo chefe dos serviços de inteligência que Levinson era considerado uma ameaça à segurança do país.

Segundo os Repórteres Sem Fronteiras [17/2], Levinson foi detido por quatro horas pela segurança no aeroporto de Cairo, em dezembro de 2003. Ele retornava de Istambul, onde cobrira para o San Francisco Chronicle a explosão a bomba do Consulado Britânico e de um prédio do banco HSBC. Enquanto estava na Turquia, o correspondente escreveu dois artigos a jornais americanos baseados em um relatório da Anistia Internacional que revelava o uso de tortura em prisões egípcias, entre outras denúncias. Aparentemente, esses artigos geraram sua expulsão do país.



Montenegro processa jornalistas por matéria sobre tráfico de crianças

As autoridades de Montenegro estão processando o jornalista britânico Dominic Hipkins e seu quatro auxiliares locais por causa de matéria sobre tráfico de crianças no país, publicada pelo Sunday Mirror.

O repórter afirma ter recebido a oferta de comprar três crianças. A polícia montenegrina diz que a história é falsa e que Hipkins pagou pelos testemunhos das mulheres que supostamente traficavam as crianças.

Por prejudicarem a imagem do país, os cinco acusados podem receber condenações de até três anos de prisão. Todos estão soltos no momento e Hipkins já saiu de Montenegro. A organização Repórteres Sem Fronteiras protestou contra o processo, que considera exagerado. Com informações do Guardian [18/2/04].



RSF pede libertação de fotógrafo sírio

A organização Repórteres Sem Fronteiras [16/2/04] pediu ao governo da Síria a soltura do estudante de jornalismo e fotógrafo Massud Hamid, de 29 anos, confinado desde julho de 2003 num presídio perto da capital Damasco. Ela demonstrou preocupação com a saúde física e mental do rapaz, que poderia estar sofrendo maus-tratos. ‘O monopólio de rádio e televisão, o controle total das notícias e da informação, e a prisão de internautas e jornalistas são práticas condenadas ao desaparecimento. A libertação de Massud Hamid deveria ser o primeiro sinal de que mudanças finalmente acontecerão’, dizia mensagem da entidade ao presidente Bashir Assad.

Hamid foi preso diante de vários outros estudantes, provavelmente para causar medo e afastá-los da idéia de contrariar o regime. Ele havia acabado de publicar na internet fotos de um protesto pacífico de integrantes da minoria curda, a que ele também pertence.



Governo de Tonga proíbe circulação de jornais

A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ), organização que representa mais de 500 mil jornalistas em todo o mundo, externou em 16/2/04, em nota à imprensa, preocupação com o chamado atraso momentâneo na circulação de jornais em Tonga. Durante um período no mês de fevereiro, os jornais não puderam ser publicados.

No ano passado, o governo de Tonga decretou duas leis que lhe permitem maior controle sobre a mídia. Uma delas, chamada de ‘Newspaper Act’, estabelece que todos os editores devem solicitar uma licença para poder publicar um jornal. Segundo declaração do governo, o ‘atraso momentâneo’ em fevereiro ocorreu por uma falha dos editores, que não solicitaram a licença a tempo de liberar a publicação. Mas, de acordo com a IFJ, desde que a lei entrou em vigor, pelo menos três grupos de mídia tiveram suas licenças negadas pelo governo.

A implicância maior do governo é com o jornal independente Taimi O’ Tonga, que circula duas vezes por semana e é editado em Auckland, na Nova Zelândia. Desde que o jornal publicou acusações de corrupção governamental, as autoridades de Tonga tentam exterminá-lo. Após as acusações, ele foi proibido de circular no país por três meses. Em maio do ano passado, uma audiência na Suprema Corte determinou que o Taimi O’ Tonga estava livre para ser vendido em Tonga. A partir daí, o governo criou as leis de controle para os veículos de comunicação. A IFJ alega que as leis, da forma como são utilizadas, representam uma afronta à liberdade de imprensa, já que todos os jornais independentes, como o Taimi O’ Tonga, estão tendo suas licenças negadas.

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