Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

MONITOR DA IMPRENSA > EBOLA

Correspondente americana se desculpa após violar quarentena

Por lgarcia em 16/10/2014 na edição 820

Tradução: Fernanda Lizardo, edição de Leticia Nunes. Com informações de Jade Walker [“Dr. Nancy Snyderman, NBC Journalist, Issues Statement After Reportedly Breaking Ebola Quarantine”, The Huffington Post, 14/10/14]; de Chris Ariens [“Dr. Nancy Snyderman ‘Deeply Sorry;’ Maintains She Poses ‘No Risk to the Public’”, Media Bistro, 13/10/14]; de Catherine Taibi [“NBC News Freelance Journalist With Ebola Says He's Feeling Better”, The Huffington Post, 13/10/14]; e de Jen Christensen, Joe Sutton e Ray Sanchez [“Ebola screenings begin at JFK; four more airports start next week”, CNN, 12/10/14]

Uma médica que atua como correspondente da rede americana NBC News teve que se desculpar depois de violar uma quarentena. A doutora Nancy Snyderman trabalhou com o cinegrafista freelancer Ashoka Mukpo, que foi diagnosticado com ebola no início de outubro. A equipe cobriu a crise de saúde na Libéria e, após o diagnóstico de Mukpo, todos os profissionais que tiveram contato direto com ele foram colocados em quarentena voluntária.

Nancy, no entanto, foi vista em um restaurante em Nova Jersey e o fato foi amplamente divulgado pela imprensa dos EUA. Após o episódio, a médica de 62 anos desculpou-se publicamente. “Como profissional de saúde, sei que não temos sintomas e não representamos um risco para o público, mas estou profundamente arrependida pelas preocupações levantadas neste caso”, declarou.

Após o incidente com Nancy, as autoridades de saúde de Nova Jersey impuseram uma quarentena obrigatória a todos os funcionários da NBC News que tiveram contato com Mukpo. O cinegrafista de 33 anos já apresentou melhoras em seu quadro de saúde e chegou a se pronunciar no Twitter, declarando estar em condições de retornar ao trabalho muito em breve.

Mukpo foi transferido da Libéria para os EUA logo após o diagnóstico, a fim de ser tratado no Centro Médico de Nebraska, em Omaha. A Associated Press informou que ele estava recebendo a droga experimental Brincidofovir para combater o vírus. Ele também recebeu uma transfusão sanguínea de Kent Brantly, médico americano que sobreviveu ao ebola.

Mais de quatro mil mortes

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que pelo menos 8.399 pessoas contraíram o vírus do ebola desde 7 de outubro. Destes, 4.033 morreram. Dentre os profissionais de saúde que combatem o surto, contabiliza-se 416 infectados e 233 mortos. Tais números foram registrados na Guiné, Libéria, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, Espanha e EUA.

Uma série de países está tomando medidas para evitar a propagação do vírus. Os EUA iniciaram o controle no Aeroporto Internacional de Nova York John F. Kennedy e agora estão incluindo mais quatro aeroportos do país no programa: o Washington-Dulles, o Aeroporto de Newark, o O’Hare, de Chicago, e o Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson, em Atlanta. Passageiros provenientes da Guiné, Libéria e Serra Leoa estarão sujeitos a uma triagem adicional. Até agora, mais de 36 mil passageiros foram testados e nenhum caso de ebola foi detectado.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) declarou que a Copa Africana das Nações 2015, competição de futebol a ser realizada no Marrocos entre janeiro e fevereiro do próximo ano, vai avançar conforme o previsto, apesar do surto de ebola. A CAF disse que levou em conta as recomendações da OMS e de médicos especialistas.

De acordo com a agência de notícias estatal russa Ria Novosti, a Rússia planeja introduzir vacinas contra o ebola dentro dos próximos seis meses.

Em Londres, o Departamento de Saúde do Reino Unido declarou vai implementar uma triagem mais avançada nos aeroportos de Heathrow e Gatwick e nos terminais dos trens Eurostar.

Já na Espanha, os esforços estão concentrados no tratamento da assistente de enfermagem Teresa Romero Ramos, primeira pessoa a contrair o ebola fora da África enquanto tratava um missionário espanhol. De acordo com fontes do hospital Carlos III, em Madri, o estado de Teresa é “estável, porém grave”. Depois que ela foi diagnosticada com ebola, 16 pessoas começaram a ser monitoradas, incluindo um médico da equipe de emergência do Carlos III, o médico de bairro que examinou Teresa antes de o diagnóstico ser confirmado e o marido da enfermeira.

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