Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

ENTRE ASPAS > PROFISSÃO PERIGO

CPJ divulga censo de jornalistas presos

05/12/2008 na edição 514

Há mais jornalistas que trabalham no meio online presos, hoje, do que os dos demais veículos de comunicação. A revelação foi feita pelo censo anual do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), divulgado esta semana. O censo contabiliza o número de jornalistas encarcerados em um determinado dia – no caso, a contagem foi feita em 1/12. Descobriu-se que, dos 125 jornalistas que continuam presos em 2008, 56 (45%) são blogueiros, repórteres e editores que trabalham em sítios de internet. É a primeira vez que isso ocorre, de acordo com o CPJ. Em 2007, o censo encontrou 127 jornalistas presos.


A pesquisa revelou ainda que, entre repórteres, editores e fotógrafos da mídia impressa, há 53 profissionais detidos. Dezesseis profissionais de TV, rádio e documentaristas estão atrás das grades. Além dos jornalistas online, houve também um aumento de 40%, nos últimos dois anos, no número de freelancers encarcerados, que hoje são 45.


O número de jornalistas online presos vem aumentando constantemente desde seu primeiro registro no censo, em 1997. ‘O jornalismo online mudou o cenário da mídia e o modo como nos comunicamos’, afirmou o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon, em declaração. ‘O poder e a influência desta nova geração de jornalistas online chamaram a atenção de governos repressivos em todo o mundo, e eles aceleraram o contra-ataque’.


China no topo da lista


O país com mais jornalistas na prisão é a China, onde 24 dos 28 profissionais presos trabalham no meio online – o país mantém a liderança no ranking dos mais nocivos ao jornalismo há 10 anos consecutivos. Além da China, os outros países que encabeçam a lista são Cuba (com 21 presos), Mianmar (com 14), Eritréia (com 13) e Uzbequistão (com seis). Foram pesquisadas 29 nações.


O CPJ enviou cartas para os governos de cada país pesquisado, expondo suas preocupações. Em outubro, a organização juntou-se a empresas de internet e grupos de defesa de direitos humanos na Global Network Initiative, iniciativa que busca reduzir pedidos governamentais em conflito com a liberdade de expressão e privacidade online. A íntegra da lista de jornalistas presos está disponível no sítio do CPJ. Informações de Dexter Hill [Editor&Publisher, 4/12/08].

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