Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

ENTRE ASPAS > ELEIÇÕES NOS EUA

Debates influenciam cobertura midiática, revela estudo

19/10/2011 na edição 664

Tradução de Larriza Thurler (edição: Leticia Nunes)

Debates de candidatos à presidência têm um impacto significativo não apenas nos sentimentos dos eleitores, como também na mídia, concluiu um estudo do Project for Excellence in Journalism, instituto de pesquisa em jornalismo do Pew Research Center, nos EUA.

O estudo usou software e avaliação humana para examinar o tom das notícias e de artigos de opinião sobre a disputa presidencial de 2012 e descobriu que os debates entre os pré-candidatos do Partido Republicano americano coincidiram com algumas mudanças notáveis na cobertura. O governador do Texas, Rick Perry, que entrou na disputa relativamente tarde, apresentou, de modo mensurável, mais cobertura negativa logo depois de uma má performance no debate da Fox News, no dia 22/9.

Ainda assim, a pesquisa mostrou que Perry recebeu maior proporção de cobertura positiva do que qualquer candidato no período de 2/5 a 9/10. Quem recebeu a cobertura mais negativa foi o presidente Barack Obama, que concorre à reeleição pelo Partido Democrata. Nos cinco meses avaliados pelo estudo, não houve uma semana em que a cobertura sobre Obama tenha sido mais que 10% positiva. Na média, foi 57% neutra e 34% negativa. Mesmo na semana em maio em que Osama bin Laden foi morto, as opiniões positivas foram menores que as negativas. “Isto foi impressionante”, afirmou Tom Rosenstiel, diretor do projeto. “Há muitos candidatos republicanos criticando Obama e isso tem um efeito cumulativo”.

O estudo mostrou, ainda, que a cobertura de Mitt Romney, considerado o candidato com mais chances de ganhar a indicação republicana, foi constante – cerca de ¼ positiva, ¼ negativa e metade neutra. Já a cobertura do empresário Herman Cain, que havia sido, em grande parte, ignorado pela mídia até recentemente, ficou mais positiva nas últimas semanas. “Isto ocorre porque ele tende a se sair relativamente bem nos debates”, afirmou Rosenstiel. A cobertura da congressista Michele Bachmann, entretanto, vem se mostrando cada vez mais mais negativa. Informações de Brian Stelter [New York Times, 17/10/11].

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