Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1051
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MONITOR DA IMPRENSA >

Diário londrino se desculpa para reconquistar leitores

06/05/2009 na edição 536

O London Evening Standard lançou nesta segunda-feira (4/5) uma de suas mais ousadas campanhas publicitárias. O mote é pedir desculpas aos londrinos, noticia Roy Greenslade [The Guardian, 4/5/09]. Ao longo da semana, anúncios em ônibus, metrôs e outdoors exibem mensagens que começam com a palavra ‘desculpe-me’, como ‘Desculpe-me por perder o contato’, ‘por ser negativo’, ‘por ser previsível’, ‘por ser complacente’, ‘por não te dar valor’, dentre outros. Os anúncios não mencionam o Standard, mas trazem o símbolo do diário, o Cupido (deus Eros).


É o primeiro estágio de uma campanha de três semanas; no dia 11/5, o Standard será relançado. A idéia dos anúncios surgiu por conta das conclusões de uma pesquisa de mercado liderada pelo novo editor do jornal, Geordie Greig. Ele assumiu o cargo em fevereiro, depois que a Daily Mail & General Trust vendeu o diário ao ex-espião russo Alexander Lebedev pelo valor simbólico de uma libra.


A pesquisa de mercado descobriu que os londrinos consideravam o Standard muito negativo, menosprezando freqüentemente as qualidades da cidade. Greig achou que a única maneira de conquistar os leitores perdidos e ganhar novos seria lidando com estas reclamações de frente e admitindo os erros.


Agressividade


A questão é que a campanha pode ser tomada como uma crítica e ofensa à antecessora de Greig, Veronica Wadley, que editou o Standard por sete anos. Neste período, foram feitas muitas reclamações de que o diário era hostil ao Partido Trabalhista e, em particular, ao ex-prefeito da cidade, Ken Livingstone. Veronica foi inclusive acusada de desempenhar um papel importante na derrota dele para Boris Johnson. Greig não tem intenção de ser pró-Johnson, como deixou claro em entrevista feita com o prefeito, publicada no Standard há 10 dias. O objetivo é, no entanto, adotar um tom menos agressivo.


Em março, as vendas do jornal ficaram em 280.461 exemplares, mas apenas pouco mais da metade foi vendida pelo preço total, de 50 centavos de libra. O diário sofreu queda na tiragem com a chegada dos gratuitos a Londres.

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