Sábado, 23 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

MONITOR DA IMPRENSA > VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS

Documentos desaparecem no Haiti

21/12/2004 na edição 308

Documentos e arquivos pertencentes ao processo de investigação do assassinato do jornalista haitiano Jean Dominique desapareceram, frustrando os esforços para resolver o caso e provocando revolta entre organizações de direitos humanos.

Dominique, radialista profundamente crítico do presidente deposto Jean-Bertrand Aristide, foi morto a tiros em 2000. A investigação de seu assassinato é marcada por problemas constantes, entre os quais estão a morte de dois suspeitos e a demissão de dois juízes que alegaram ter recebido ameaças de morte se continuassem no caso.

O desaparecimento dos documentos é o mais recente capítulo da tumultuada história. ‘É uma situação preocupante’, desabafou a viúva do jornalista, Michele Montas, à AP [13/12/04]. ‘Isso significa que alguém com poder, alguém que já agiu antes para tentar bloquear a investigação, tem conexões para entrar no tribunal e apagar as provas’, afirmou. Michele deixou o Haiti após receber ameaças de morte por continuar a transmitir o programa de rádio do marido e ver seu guarda-costas ser assassinado. Fora do país, a viúva ajudou o diretor Jonathon Demme a produzir um documentário sobre Dominique.

Aristide foi deposto em fevereiro deste ano, depois de uma rebelião que durou três semanas. O governo interino do primeiro-ministro Gerard Latortue, apoiado pelos EUA, tenta dar continuidade às investigações, mas ainda conta com sistemas policial e judiciário despedaçados, com falta de funcionários e equipamentos. Por esta situação, não se pode provar que os documentos foram realmente roubados – já que podem ter sumido por desorganização ou negligência.

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