Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

MONITOR DA IMPRENSA > REPRESÁLIA

Coreia do Norte ameaça grupos de mídia sul-coreanos

05/06/2012 na edição 697
Tradução e edição: Leticia Nunes

O Exército da Coreia do Norte ameaçou, na segunda-feira [4/6], atacar grupos de mídia sul-coreanos pelo que considera “insultos” ao país. A declaração é mais uma na lista de ameaças ao governo de Seul e a agências de notícias desde a morte do líder norte-coreano Kim Jong Il, em dezembro. Nenhuma ameaça foi concretizada até agora.

A declaração desta semana, no entanto, gerou preocupação maior porque mencionava a localização geográfica – latitude e longitude – de sete veículos de mídia, dizendo que as empresas são alvos e que ocorreriam ataques se Seul não pedisse desculpas por orquestrar uma “campanha suja e cruel” contra festivais em Pyongyang, capital do Norte.

Relação tensa

Em Seul, o Ministério da Unificação, que cuida das relações com o governo norte-coreano, classificou a declaração de uma “grave provocação”. “É algo muito sério para ser deixado de lado”, afirmou um porta-voz do Ministério. As relações entre as duas Coreias – que tecnicamente ainda estão em guerra porque a guerra na década de 50 terminou com um armistício, e não um tratado de paz – se deterioraram ainda mais depois do lançamento frustrado de um foguete norte-coreano em abril, que a Coreia do Sul, Washington e outros países acusaram de ser um disfarce para um teste de um míssil de curto alcance. A Coreia do Norte alegou que o foguete, que quebrou e caiu no mar, tinha como objetivo pôr em órbita um satélite de observação terrestre.

Entre os grupos ameaçados pela declaração desta semana está o Canal A, emissora afiliada ao jornal sul-coreano conservador Dong-a Ilbo, que descreveu os festivais com crianças em Pyongyang como “shows políticos” ao estilo do ditador Adolf Hitler. O jornal dizia que as celebrações do 66º aniversário da União das Crianças Coreanas, com duração de seis dias e a participação de 20 mil crianças em eventos políticos e culturais, além de visitas a zoológicos e restaurantes da capital, são uma tentativa do novo líder, Kim Jong Un, de tentar ganhar a lealdade das crianças do país, que em alguns anos serão obrigadas a servir ao Exército. Informações da AP [4/6/12].

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