Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

MONITOR DA IMPRENSA > CHINA

Google cria ferramenta de alerta contra censura

12/06/2012 na edição 698
Tradução: Larriza Thurler (edição de Leticia Nunes)

O Google desafiou o governo chinês ao lançar uma ferramenta em sua página de buscas que alerta internautas chineses sobre termos cujos resultados poderão ser bloqueados. A mudança foi anunciada na semana passada, sem alarde, em um dos blogs da empresa americana, e foi descrita como uma melhoria na experiência de busca para internautas na China – que podem ser desconectados do Google sem explicação quando tentam abrir uma página que contenha um termo censurado. A novidade não agradou ao governo, que já usou uma série de técnicas para punir a empresa desde que desentendimentos por causa da censura levaram o Google a mover seus servidores para Hong Kong, em janeiro de 2010.

A fatia de mercado da gigante de buscas caiu no país de 35,6% para 17%, segundo a firma de consultoria Analysys International. Tudo porque usuários se cansam de sites bloqueados e por mensagens de erro que podem impedi-los de realizar novas pesquisas no minuto seguinte. Ao avaliar as mensagens de erro em resultados de busca, engenheiros do Google notaram que as interrupções estavam relacionadas a pesquisas de termos específicos.

Palavras problemáticas

O post publicado na semana passada, escrito por Alan Eustace, vice-presidente que administra os serviços de busca, informou que foram analisados 350 mil termos populares para encontrar palavras “problemáticas”. Agora, quando usuários digitam uma delas no campo de busca, aparece uma caixa amarela com a mensagem de que aquele termo pode “bloquear temporariamente a conexão com o Google”. Assim, eles podem usar outro termo.

A censura engloba temas considerados sensíveis para a política de Pequim e palavras que podem, muitas vezes, parecer insignificantes. Os caracteres em chinês para rio, jiang, causam uma mensagem de erro, por causa de Jiang Zemin, ex-presidente chinês cujo nome – assim como o de muitos líderes – é banido dos resultados de busca no país.

Nos serviços de busca chineses, como o Baidu, os censores do governo já apagam qualquer resultado considerado problemático – mas não podem fazer o mesmo com os resultados do Google, que são produzidos por servidores fora do alcance deles. Eustace também informou em seu artigo que internautas conseguem burlar a censura usando o termo em inglês ou em pinyin, sistema de escrita chinês romanizado. Informações de Michael Wines [The New York Times, 2/6/12].

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