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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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MONITOR DA IMPRENSA > NOVOS TEMPOS

Diário de Natal encerra versão impressa

09/10/2012 na edição 715

Tradução e edição: Larriza Thurler

No começo de setembro, a circulação impressa de jornais no Brasil subiu 2,3%. Mas a boa notícia não foi suficiente para impedir o encerramento da versão impressa do Diário de Natal, noticia Isabela Fraga [Knight Center for Journalism in the Americas, 3/10/12]. Desde 2010, somente o Jornal do Brasil havia tomado a decisão de colocar fim à edição impressa e manter apenas a versão online.

O jornal do Rio Grande do Norte, que pertence aos Diários Associados, comunicou aos leitores, na capa da edição do dia 2/10, que não circularia mais impresso. A direção informou que irá priorizar e ampliar a versão online. A decisão teria sido motivada pelos resultados financeiros negativos dos últimos anos. De acordo com o comunicado, trata-se de uma tendência internacional, com cada vez mais jornais optando por focar nas edições eletrônicas.

O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte emitiu uma nota de repúdio à forma como a decisão foi comunicada aos funcionários. Eis a íntegra:

“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte lamenta profundamente o fim da edição impressa do Diário de Natal, anunciada nesta terça-feira (2) e se solidariza com os trabalhadores que deram a vida pela instituição. Nos colocamos à disposição destes profissionais para quaisquer dúvidas. Também repudiamos o anúncio feito para os próprios colaboradores do jornal, feito através do próprio jornal, mostrando total desrespeito com os que o fazem.

Por se tratar de um número tão alto de demissões, a empresa não poderia ter tomado tal atitude sem comunicar ao sindicato e ao Ministério do Trabalho. Por isso estamos protocolando um pedido de mediação de urgência no Ministério do Trabalho para revermos a posição do jornal.

É fato que o formato do jornalismo vem mudando nos últimos tempos e que é preciso que as redações se adaptem ao que desejam as novas gerações. No entanto, também é possível que com um formato mais opinativo e com mais informações fortaleça a forma de fazer um jornalismo cada vez mais sério.

A notícia da versão impressa do Diário de Natal lembra o que vivemos há pouco com o Jornal do Brasil. Os dois casos são exemplos de empresas que quebraram pela incompetência de administrações conservadoras que usaram o jornalismo em benefício próprio.

Aos demais profissionais de jornalismo do Rio Grande do Norte lamentamos o fechamento de postos de trabalho e nos colocamos à frente de mais uma luta em defesa do jornalismo do RN.

Ao sofrermos um ataque deste no meio da Campanha Salarial não duvidem que este será um dos principais argumentos dos patrões, o que nos obriga a renovarmos nosso discurso e pensar em novas estratégias.

Que a competência dos profissionais que ainda se encontram por lá fortaleça as novas plataformas e não deixe morrer 73 anos de história.

Agora, mais do que nunca, sai do chão jornalista do RN!

A Diretoria Sindjorn”

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