Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1067
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MONITOR DA IMPRENSA >

A empresa que dominou o ciclo de notícias online

07/05/2013 na edição 745

Nos últimos anos, as notícias passaram a ser disseminadas por uma variedade de caminhos online. Um jornalista pode acabar sua matéria e fazer o upload dela no sistema de gestão de conteúdo do site para o qual trabalha. Ou ainda tuitar diretamente de sua conta pessoal no Twitter – a mesma informação pode ser postada pela conta de seu veículo no microblog e ganhar destaque na homepage.

A partir daí o ciclo do hipertexto continua. Outros jornalistas e leitores acessam a matéria e podem decidir compartilhá-la em suas contas no Twitter e Facebook, ou ainda a enviam por email para amigos. Em algum momento, editores recorrem a ferramentas como o Chartbeat para ver, em tempo real, as métricas do site, ou ainda ao Bit.ly, que mostra quantas pessoas clicaram em um link no Twitter naquele momento e comparam os números de uma hora atrás. Se a matéria for muito compartilhada, vai para agregadores, como o Digg. Caso o leitor não tenha tempo para ler a matéria naquele momento, salva-a no Pocket ou Instapaper, para verificá-la horas depois, em um tablet ou smartphone. Nesse momento, se quiser, compartilha algum trecho no Tumblr para encerrar o dia. Pela manhã, se a matéria estiver no ranking das mais lidas, ele pode receber um email do Twitter e do Digg.

Boa parte desse complexo ciclo pertence agora a uma única empresa. Recentemente, a Betaworks anunciou que comprou o primeiro serviço criado para leitura posterior, o Instapaper, do seu fundador e desenvolvedor, Marco Arment. A Betaworks também é dona do Bit.ly, que encurta URLs para serem postadas no Twitter. Além disso, é proprietária de uma ferramenta que mostra o melhor momento para postar no Twitter e do Chartbeat, que mostra métricas em tempo real. Isso sem falar no Digg.

A única parte do ciclo em que a Betaworks não tem nenhum produto é o de plataforma de leitura, como Newsblur e Flipboard. Ela planeja, entretanto, lançar um leitor RSS depois que o Google encerrar o seu Reader. Com isso, quase todo link da cadeia digital de notícias dependerá de um produto da Betaworks, empresa que está na capital de informação do mundo – Nova York – e cujos investidores incluem o New York Times. Para os leitores, centralização traz simplicidade e sinergia. O Digg, por exemplo, não tem mais anúncios.

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