Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ENTRE ASPAS > CINEMA

Elizabeth Taylor morre aos 79 em Los Angeles

24/03/2011 na edição 634


Folha de S. Paulo, 24/3


Ana Paula Sousa


Liz Taylor morre aos 79 em Los Angeles


Elizabeth Taylor, que estava internada no centro médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, desde fevereiro, morreu ontem de insuficiência cardíaca congestiva.


A morte foi anunciada pela rede ABC e confirmada pelo filho da atriz, Michael Wilding. Segundo o assessor de Taylor, ela morreu ao lado dos quatro filhos.


Com sua morte, silencia-se a história de casamentos e separações, de internações hospitalares e glórias. Apaga-se, também, um dos maiores símbolos da Hollywood do século 20.


Foi o último biógrafo da atriz, William J. Mann, autor de ‘How to Be a Movie Star’ (como ser uma estrela de cinema), quem atestou: a despeito de todos os grandes personagens vividos na tela, foi no papel de celebridade que Taylor mostrou-se mestre imbatível.


A mulher de olhos magnéticos e vida pessoal atribulada enlouqueceu as revistas de fofocas muito antes do conceito ‘jornalismo de celebridades’ existir.


Taylor tornou sua imagem milionária quando a indústria do entretenimento ainda não conhecia cifras assim tão altas. Não à toa, Andy Warhol multiplicou sua beleza em ‘Ten Lizes’ (dez Lizes), quadro de 1963 que reproduzia, em serigrafia, o rosto da estrela em tom prateado.


E Liz não parou no tempo. Há dois anos, ela postou, no Twitter, uma informação sobre sua cirurgia cardíaca.


INFÂNCIA ROUBADA


Menina-prodígio, nascida em Londres, em 1932, filha de um marchand e de uma atriz, Taylor praticamente não conheceu a vida fora da tela. Debutara aos nove anos, com ‘A Coragem de Lassie’, e nunca mais parou.


Em entrevistas, dizia se lembrar de ter sido realmente feliz apenas quando era bem pequena, antes de ter sido ‘roubada’ pelos estúdios.


Aos 24 anos, ao dividir a cena com Rock Hudson e James Dean em ‘Assim Caminha a Humanidade’, viu a mistura de talento e beleza explodir. Tornou-se a primeira atriz a receber um cachê de mais de um US$ 1 milhão.


Viriam a seguir a inesquecível Maggie de ‘Gata em Teto de Zinco Quente’, a estreia no universo de Tennessee Williams, com ‘De Repente, no Último Verão’ e a devoradora de homens e diamantes de ‘Cleópatra’.


Os papéis em ‘Disque Butterfield 8’ e ‘Quem Tem Medo de Virginia Woolf?’ lhe renderam dois Oscars.


FOME DE AMOR


Como que antecipando o destino das celebridades do final do século 20 e início do século 21, na mesma medida em que crescia o reconhecimento de seu talento, cresciam os escândalos em torno de sua personalidade.


Ela teve oito casamentos e sete maridos -com Richard Burton, casou-se duas vezes. Sua vida emocional estreou nas páginas dos jornais no final da década de 1950, quando ‘roubou’ o marido da atriz Debbie Reynolds, o também ator Eddie Fisher.


Mal tinham sido arrefecido os ânimos públicos, voltou à baila ao trocar Fisher por Richard Burton, seu companheiro de cena em ‘Cleópatra’. O biógrafo Mann conta que o casal chegou a receber ameaças de morte de fãs.


Quase tão tumultuada quanto seus amores, foi sua saúde. A sina dos males físicos parecia ser um eterna ameaça à beleza impecável.


Ainda adolescente, Taylor passou por uma cirurgia na coluna vertebral depois de um acidente. E até o fim da vida foram muitas as temporadas em hospitais por problemas cardíacos, pulmonares, para desintoxicação e, é claro, cirurgias plásticas.




 


 


 


Folha de S. Paulo, 24/3


Ricardo Calil


Fama e beleza escondiam grande atriz


Beleza e fama nunca foram um fardo para Elizabeth Taylor. Mas, em sua carreira, a combinação desses fatores talvez tenha atrapalhado o reconhecimento de Liz como a grande atriz que foi.


Estrela mirim que estreou no cinema aos nove anos e que nunca teve um treinamento formal, Taylor se definia como uma atriz intuitiva. Mas isso nunca impediu que ela se tornasse uma intérprete versátil, que se arriscava em papéis que exigiam muito mais que beleza.


Em seu currículo, há uma mulher rechaçada sexualmente pelo marido (‘Gata em Teto de Zinco Quente’; 1958) e outra que enlouquece ao ver sua paixão platônica ser literalmente canibalizada (‘De Repente, no Último Verão’; 1959).


Existem ainda uma ‘call girl’ com um trauma de infância que pula de um caso para outro (‘Disque Butterfield 8’; 1960) e uma intelectual alcoólatra que, em uma noite, decide descer ao fundo do poço (‘Quem Tem Medo de Virginia Woolf?’; 1966).


PAPEL SOCIAL


Embora tenha engordado para este papel e de ter passado de menina inocente a mulher voluptuosa ao longo dos anos, Taylor não era uma atriz camaleônica.


Seu método era emprestar um pouco de sua atribulada história pessoal a cada um desses personagens.


O sujeito ia ao cinema ver a beleza de Taylor e acabava trombando com aqueles personagens densos dos dramas psicológicos de Tennessee Williams ou Edward Albee.


Ou seja, ela também cumpriu uma função social: ajudou a popularizar esses e outros grandes autores.


Durante 15 anos de carreira, Taylor foi a encarnação mais concreta de um conceito abstrato: a estrela de cinema. Alguém com uma beleza quase sobre-humana, que sabia atuar, que escolhia bem os filmes e que arrastava multidões aos cinemas com seu carisma.


Claro, houve vários filmes ruins no caminho, sendo ‘Cleópatra’ (1963) o mais problemático deles. E o fato é que, a partir de ‘Virginia Woolf’, os momentos de brilho se tornaram mais raros.


Mas basta voltar para seus grandes filmes das décadas de 50 ou 60, os anos de ouro de sua carreira, para lembrar como a combinação de beleza e talento pode chegar à potência máxima no cinema.



 


 


 


Folha de S. Paulo, 24/3


André Barcinski


Talento para manipular a mídia era diferencial da estrela


Nunca houve uma estrela de cinema como Liz Taylor. Sua vida foi um melodrama maior e mais sensacional que os filmes que protagonizou.


Taylor foi o mais perfeito produto do ‘star system’ hollywoodiano. Talentosa, gostava e sabia manipular a mídia e a opinião pública. Por décadas, foi a rainha de tabloides e revistas de fofoca.


Sua carreira deslanchou após a Segunda Guerra, época em que a ‘cultura jovem’ começou a dominar a sociedade americana. Taylor surgiu com o rock and roll, James Dean e Marlon Brando.


Sua vida, curiosamente, tem muita semelhança com a saga de outro ícone da cultura pop, Michael Jackson.


Ambos foram crianças-prodígio e filhos de pais ambiciosos. Gênios precoces, passaram infância e adolescência em estúdios de cinema e de gravação.


Depois, Taylor e Jacko sofreram graves problemas com drogas, passaram por depressões profundas e tiveram as vidas pessoais devassadas pela mídia.


Não é à toa que se tornaram grandes amigos.


Mas Liz tem uma característica que a diferenciou das estrelas da época: o talento para manipular a mídia.


Ela entendeu, desde cedo, o fascínio que exercia sobre a opinião pública. Fez amizade com colunistas de fofoca e sabia criar material para tabloides sensacionalistas.


Muitos creditam a Taylor o início da fascinação do Ocidente pelas celebridades.


Seus romances eram um prato cheio para a mídia. Quando seu terceiro marido, Michael Todd, 23 anos mais velho que ela, morreu, Liz foi consolada por um amigo dele, o cantor Eddie Fisher, que largou esposa e filhos para se casar com ela.


Depois, ela abandonou Fisher para ficar com Richard Burton, que também era casado. Mais um banquete para os tabloides. Foi um verdadeiro reality show.


Um dos biógrafos de Taylor, William J. Mann, resumiu tudo numa frase: ‘Elizabeth Taylor sabia ser famosa’.


 


 


 


O Estado de S. Paulo, 24/3


Luiz Carlos Merten


A cor violeta


Assim como existe um antes e depois de Cleópatra, a versão com Elizabeth Taylor, na história de Hollywood, há um antes e depois de Quem Tem Medo de Virginia Woolf? na trajetória da própria Liz. Ela já havia recebido seu primeiro Oscar (por Disque Butterfield 8) e instituíra o patamar de US$ 1 milhão por filme quando foi contratada por Mike Nichols para fazer a adaptação da peça de Edward Albee (que lhe deu seu segundo prêmio da Academia de Hollywood). Para fazer Martha, a anti-heroína de Albee, com convicção, Liz engordou, desglamourizou-se ao extremo. Perdeu a forma e nunca mais a encontrou. Entre dietas, internações hospitalares e cirurgias, muito pontualmente ela reencontrou, ou pelo menos chegou perto da antiga silhueta. Aos 44 anos (nasceu em 1932), a Liz Taylor de Virginia Woolf projetava o retrato de uma mulher acabada. Ela continuou vivendo com intensidade, mas o tempo em que era considerada a mais bela mulher do mundo havia passado. Restaram os olhos cor de violeta. Eles estão na origem do mito.


Nascida na Inglaterra, Liz tinha 8 anos quando a família se mudou para os EUA e se estabeleceu em Pasadena, na Califórnia. Ali, a garota foi descoberta por um caçador de talentos da empresa Metro. Aos 11 anos, ela fez o primeiro filme – A Força do Coração, de Fred Wilcox -, mas os olhos do público estavam voltados para a protagonista da história, a cachorra Lassie. No ano seguinte, em A Mocidade É Assim Mesmo, de Clarence Brown, era Liz, aos 12 anos, quem capturava o olhar, como a garota decidida a transformar seu pônei em campeão.


Desde então, não parou de filmar – dramalhões (Jane Eyre), comédias (O Pai da Noiva). No começo dos anos 1950, Liz não aguentava mais ser controlada pela mãe – uma peste autoritária chamada Sara Taylor – nem pelos executivos da Metro, que decidiam todos os seus passos. Para se libertar, casou-se com o primeiro ‘partido’. A união com o herdeiro da cadeia Hilton, mimado como ela, durou seis meses. A alegação para o divórcio foi crueldade física e mental. Em bom português, a jovem Liz cansou-se da violência doméstica. Apanhava dia sim, dia não.


Nos anos e décadas seguintes, ela se casou muitas vezes – Michael Wilding, Mike Todd, Richard Burton… A imprensa conservadora da época a demonizou como destruidora de lares. Viúva do produtor Mike Todd, Liz consolou-se nos braços de Eddie Fisher, marido de sua amiga Debbie Reynolds. Casou-se com Fisher, mas não houve tempo de esquentar o leito nupcial, porque o furacão Richard Burton entrou em sua vida. Liz, que já misturava vida pública e privada, virou o assunto preferido da mídia. Flagrantes do adultério eram disputadíssimos e valiam ouro. Mal comparando, Liz e Burton foram o casal Brangelina (Brad Pitt e Angelina Jolie) da década de 1960. Não faltou nem a Jennifer Aniston da dupla – que tanto poderia ser Debbie Reynolds quanto Sybill Burton, a mulher que Richard abandonou.


Bebedeiras e diamantes marcaram a ligação tumultuada com Burton. Tantas fofocas quase fazem esquecer os grandes filmes que Liz protagonizou – Um Lugar ao Sol e Assim Caminha a Humanidade, de George Stevens; Gata em Teto de Zinco Quente, de Richard Brooks; De Repente, no Último Verão e (por que não?), Cleópatra, de Joseph L. Mankiewicz; Adeus às Ilusões, de Vincente Minnelli; Cerimônia Secreta, de Joseph Losey; O Pecado de Todos Nós, de John Huston. Através de todos eles ela esculpiu uma persona cada vez mais densa – e até trágica. Tornou-se uma verdadeira (e grande) atriz.


O beijo com Montgomery Clift, aquela lenta sucessão de closes em Um Lugar ao Sol; a lingerie de Maggie, a gata; o maiô branco de Catherine (em De Repente, no Último Verão); a entrada triunfal de Cleópatra em Roma. Cada espectador haverá de recuperar na lembrança a ‘sua’ Liz. Por que não a jovem Rebecca de Ivanhoé, de Richard Thorpe, ao lado do cavaleiro Robert Taylor (de quem não era parente)? A romântica Helen de A Última Vez Que Vi Paris, que Richards Brooks adaptou de Scott Fitzgerald, ou a indomável Catarina de Franco Zeffirelli em A Megera Domada, baseado na peça de Shakespeare?


Liz viveu como quis, sem ligar para as consequências. Essa coragem (audácia?) a fez solidária com os amigos gays, Monty Clift e Rock Hudson, que não saíram do armário numa Hollywood que cobrava deles a manutenção da imagem de galãs (senão machos). Ela festejou 65 anos ou 70 na Disneylândia, ao lado de outro amigo que também esculpiu para si (e de si) uma imagem sonhada – Michael Jackson. Uma vida de excessos, sem dúvida. De tenacidade e luta (pela própria vida), também. Liz será enterrada no WestWood Village Memorial Park, de Los Angeles, onde já repousam os restos de Marilyn Monroe e Natalie Wood.




 


 


 


O Estado de S. Paulo, 24/3


Luiz Zanin Oricchio


A vida vista na tela


Os mais lindos olhos violeta do cinema se fecharam. Atriz de beleza extraordinária e saúde frágil, Elizabeth Taylor teve papéis em filmes notáveis como Um Lugar ao Sol, Assim Caminha a Humanidade, de George Stevens, Gata em Teto de Zinco Quente, de Richard Brooks, O Pecado de Todos Nós, de John Huston, entre mais de uma centena de participações nas telas. Ganhou dois Oscars, um por Disque Butterfly 8, em 1960, outro por Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, em 1966.


Foi, talvez, a Cleópatra (sob direção de Joseph Mankiewicz) mais conhecida de todos os tempos, mas se alguém tiver de escolher um único filme seu para figurar como o primeiro absoluto em uma antologia dos melhores, seria sem dúvida Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?, com direção de Mike Nichols, adaptado de uma peça de Edward Albee, na qual contracenava com Richard Burton, seu marido por duas vezes.


Sim, duas vezes. Elizabeth e Richard fizeram nove filmes juntos e mantiveram o casamento mais tempestuoso de que se tem notícia em Hollywood. Suas brigas, bebedeiras, separações e reatamentos, enchiam, com folga, as colunas de mexericos dos jornais do mundo todo. Infeliz, o casal era a alegria e fonte de renda dos paparazzi. Reconciliações, movidas a presentes caros, como diamantes e iates, faziam ferver a imaginação dos fãs. Em 1974, o separam-se formalmente. Mas, no ano seguinte, anularam o divórcio e voltaram a se casar, na África do Sul. Delícia para os tabloides. E para a própria indústria, que sempre lucra quando tem os holofotes colocados sobre seus maiores astros e estrelas. O ser humano sofre, o business agradece.


Pois bem, parte considerável do encanto de Quem Tem Medo de Virgínia Woolf? vem da sensação de que Elizabeth e Richard, ao interpretarem com tanta garra seus papéis, estariam aproveitando a ocasião para acertarem suas contas em público. O filme não seria mal definido como um psicodrama da dupla. Maravilhoso em vários aspectos, põe em cena a relação autodestrutiva de um casal, levado por si mesmo à beira do abismo. É bom cinema, a partir de um grande texto. Mas não deixa também de ser uma espécie de lavagem de roupa suja, exposta diante do público mundial. Como costuma acontecer, a ficção falava da vida pessoal da dupla bem mais do que ela deixava transparecer em seus escândalos notórios. O trabalho de Liz como Martha, em Virginia Woolf, deu-lhe o segundo Oscar de melhor atriz.


O primeiro, ela havia conquistado anos antes por Disque Butterfly 8, de Daniel Mann, em 1960. Mas há quem diga que este prêmio viera como compensação, pois Liz já deveria ter levado sua primeira estatueta por sua indicação em Gata em Teto de Zinco Quente, de 1958, de fato um dos seus melhores papéis. Acontece que, na época da premiação, ela estava envolvida em um dos seus costumeiros escândalos matrimoniais, e isso pode tê-la prejudicado junto à conservadora comunidade de Hollywood. Ela havia enviuvado do produtor Mike Todd, que morreu num acidente de aviação, e consolou-se com Eddie Fisher, então casado com a atriz Debbie Reynolds, de quem era amiga.


A atriz casou-se oito vezes, mas a união mais famosa foi mesmo a com Richard Burton, que conheceu no set de Cleópatra, em 1963. Apaixonados, Antonio e Cleópatra, aliás, Richard e Liz, desfizeram seus respectivos casamentos para ficarem juntos. E teve início a turbulenta história de amor, uma das mais notórias no show biz do século 20.


Considerada a última grande estrela da fase de ouro de Hollywood, Elizabeth Rosemond Taylor na verdade nasceu em Londres, filha de pai antiquário. A família mudou-se para os Estados Unidos em 1940, fugindo da 2.ª Guerra Mundial, iniciada no ano anterior. Bonita de doer desde criança, Liz foi logo descoberta pela indústria do cinema e estreou aos 11 anos em A Força do Coração (1943), ponto de partida dessa longa e acidentada carreira artística.


Casamentos e escândalos à parte, sua imagem se torna perene na memória do cinema, e não apenas pela beleza fora do comum. Apesar de tê-lo desgastado numa fieira de filmes menores, Liz tinha um real talento interpretativo e o demonstrou mais de uma vez. Seus papéis em Um Lugar ao Sol e Assim Caminha a Humanidade e De Repente, no Último Verão são marcantes. Os de Gata em Teto de Zinco Quente e Quem Tem Medo de Virgínia Woolf? a colocam na galeria das grandes atrizes dramáticas. Buscava nesses papéis expressão para o mal-estar diante da vida que era bem o seu. Alcoolismo, conflitos sexuais, impulso de autodestruição foram sentimentos de suas personagens dilaceradas,


Maggie Pollitt, em Gata em Teto de Zinco Quente, e Martha em Virginia Woolf. Dois filmes, ambos tirados de peças, uma de Tennessee Williams, outra de Edward Albee, Dois textos para que Liz Taylor interpretasse na tela sua vida fora dela. Projetou-se neles, em profundidade e sem rede de segurança. O público lhe fica devedor.



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