Sábado, 07 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1066
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MONITOR DA IMPRENSA >

Em cúpula de mídia, presidente promete transparência

12/10/2009 na edição 559

Em discurso na semana passada na Cúpula de Comunicação Mundial, em Pequim, o magnata de mídia Rupert Murdoch alertou sobre os riscos causados pela pirataria e a falta de competição no mercado chinês, fatores que podem impedir os planos de expansão da News Corporation e outras companhias de mídia na Ásia. ‘Há empresas interessantes emergindo na China, mas a pirataria poderá tornar difícil para elas a geração de lucros para atingir o crescimento’, afirmou o empresário a 300 executivos de mídia de mais de 80 países. ‘Há um segundo problema para as empresas potencialmente influentes na China – elas operam em um mercado protegido e não estão expostas à competição que as prepararia para o mercado global’.

Murdoch fez ainda um apelo ao governo chinês para que abra o mercado do país. ‘A China irá decidir seu próprio destino, mas até que a porta digital seja aberta, muitas oportunidades serão perdidas’. O presidente chinês, Hu Jintao, também participou do encontro, prometendo proteger ‘os direitos e os interesses das organizações de mídia estrangeiras’. ‘Continuaremos a tornar assuntos do governo públicos, contribuir para a distribuição de informação, proteger os direitos legítimos e interesses das organizações de mídia e dos repórteres, e facilitar a cobertura da imprensa na China, seguindo as leis e regulamentações do país’, declarou.

Dentre os presentes, estavam Tom Curley, presidente da Associated Press; David Schlesinger, editor-chefe da Reuters; Richard Sambrook, diretor de notícias globais da BBC; e Satoshi Ishikawa, presidente da agência de notícias japonesa Kyodo. ‘Fiquei satisfeito em ouvir que, 15 meses depois das Olimpíadas [de Pequim], o progresso irá continuar’, afirmou, otimista, Curley. ‘Obviamente, há desafios, mas o depoimento de Jintao pareceu sincero’.

Já Schlesinger pediu à China para aumentar a transparência e tratar os jornalistas de modo mais justo. ‘Jornalistas trabalhando para a mídia estrangeira ainda são excluídos de encontros-chave’, relatou. Recentemente, correspondentes reclamaram das condições caóticas a que foram submetidos para cobrir as celebrações do Dia Nacional da China, com as credenciais sendo liberadas no último minuto, tarde da noite. Temas delicados e relacionados a direitos humanos continuam sendo limitados aos repórteres. Informações de Alexa Olesen [AP, 9/10/09] e da AFP [10/10/09].

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