Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

ENTRE ASPAS > MÉXICO

Em nove anos, quase 60 jornalistas mortos

17/12/2009 na edição 568


Nos últimos nove anos, 56 jornalistas foram mortos no México e a maior parte dos assassinatos permanece sem resolução, noticiou a Comissão Nacional de Direitos Humanos do país. Neste período, oito repórteres desapareceram e sete redações foram atacadas com explosivos. Segundo a entidade, autoridades foram negligentes na investigação e condenação dos crimes.


A mídia mexicana é, em geral, alvo frequente de cartéis de drogas. Alguns dos jornalistas mortos estavam investigando tráfico de drogas, crime e corrupção. Diversas organizações já classificaram o país como o mais perigoso do continente americano para jornalistas. A violência cresceu nos últimos três anos no país, com uma estimativa de 14 mil assassinatos relacionados ao tráfico, desde o início da sanção militar aos cartéis.


Traficantes estão, cada vez mais, procurando influenciar o conteúdo editorial das publicações locais, como em um jornal no estado de Guerrero, que fica em uma região de conflitos entre cartéis no sul do México. ‘Eles ligam e falam: ‘você só tem que divulgar. Não investigue, não comente, não faça editoriais’’, disse Juan Cuevas, diretor do jornal. Ameaças, subornos e assassinatos tornaram-se parte da vida de alguns repórteres. ‘Quando vemos na tela do celular que a ligação é de um número privado, sabemos que é de algum traficante’, contou Cuevas. Informações da AP [14/12/09] e de Sofia Miselem [AFP, 14/12/09].

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