Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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MONITOR DA IMPRENSA > MÉXICO

Equipe de jornal continua refém na redação

18/07/2005 na edição 338
Nota da Redação: Texto concluído em 17/7. Em 18/7, os 31 jornalistas do jornal Notícias foram retirados à força do edifício onde ficaram por pouco mais de um mês. A operação foi feita por homens mascarados e armados com picaretas que, acredita-se, façam parte da CROC. Com os jornalistas fora da redação e a barreira de manifestantes que cerca o edifício, o jornal – que adota uma postura crítica ao governo de Oaxaca – deve parar de ser publicado. Informação dos Repórteres Sem Fronteiras [19/7].

Os 31 empregados do jornal mexicano Noticias ainda são mantidos como reféns dentro dos escritórios do jornal no estado de Oaxaca. Desde 17/6, os funcionários são forçados a permanecer dentro do local de trabalho, cercados por uma manifestação de militantes de um sindicato pró-governo.


Membros da Confederação Revolucionária de Trabalhadores e Camponeses (CROC, sigla em espanhol), vinculada ao Partido Revolucionário Institucional, que é legalmente autorizada a representar os 102 empregados do jornal, reivindicam um aumento salarial de 25%. Funcionários do jornal já disseram que aceitam um aumento de 6% e que eles rejeitam o líder da CROC. Eles ainda acrescentam que a greve foi organizada por políticos para silenciar o jornal, que continua a ser impresso e distribuído, com metade de sua tiragem habitual (10 mil cópias apenas) e com metade do número original de páginas.


O dono do Noticias, Ericel Gomez Nucamendi, acredita que a greve é parte de uma campanha contra o jornal liderada pelo governador Ulises Ruiz, membro do Partido Revolucionário Institucional – que ficou 71 anos no poder como organização política única no país, até a eleição que elegeu o presidente Vicente Fox, do Partido da Ação Nacional, em 2000. O PRI continua a exercer poder em muitos estados, mas o jornal é altamente crítico ao governo de Oaxaca.


Os empregados se alimentam com café, água e atum em lata e dormem no chão. Parentes estão impedidos de fornecer alimentos aos reféns e muitos funcionários estão passando mal com gripe e problemas intestinais. Informações de Reed Johnson, do Los Angeles Times [15/7/05].

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