Quinta-feira, 24 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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ENTRE ASPAS > SEGUNDA-FEIRA, 9/8

Escolas lançam revistas para pais e alunos

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 10/08/2010 na edição 602


Leia abaixo a seleção de segunda-feira para a seção Entre Aspas.


 


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O Estado de S. Paulo


Segunda-feira, 9 de agosto de 2010


 


EDUCAÇÃO


Mariana Mandelli


Escolas lançam revistas especializadas para pais e alunos


O cotidiano da escola transformado em páginas ilustradas e cheias de informação. Cada vez mais os estabelecimentos de ensino particulares investem na criação de revistas especializadas em educação, que têm como público-alvo os alunos e pais.


‘Para saber o que está acontecendo na rotina do colégio do meu filho, basta abrir a revista. A escola se preocupa em mostrar o que está realizando e eu me sinto mais segura em confiar meu filho a ela’, conta a desenhista industrial Silvia Massaia Francisco, de 49 anos, mãe do menino Nicholas, de 10 anos, aluno do Colégio Franciscano Pio XII, que envia aos pais a revista EspalhaFato, com assuntos relativos à convivência na escola.


As pautas das revistas escolares normalmente são definidas em reuniões com a diretoria da instituição – em alguns colégios, também há a participação dos pais e dos alunos na definição dos conteúdos.


O Colégio Humboldt, que é bilíngue, conta com pais de alunos no conselho editorial da revistas trimestral Planet Humboldt – a publicação é feita em alemão e em língua portuguesa. Para o professor universitário Gildo dos Santos Filho, de 60 anos, membro do conselho, existem assuntos que só as revistas escolares conseguem levar aos pais. ‘Tem coisa que acontece dentro da escola que a gente só descobre nas páginas dessas publicações.’


Os assuntos mais comuns das publicações, além do cotidiano da escola, são os eventos culturais, entrevistas com ex-alunos e reportagens que tratam de educação e carreira – inclusive abordando profissionais bem-sucedidos e ex-alunos. A revista Labora, do Colégio Santo Américo, tem seções dedicadas a esses assuntos e a temas como responsabilidade social, vestibulares e formação continuada.


As escolas também abrem espaço para relatos dos alunos, em textos autorais. ‘Os pais gostam de ler artigos dos filhos’, conta Fátima Trindade, diretora adjunta do Pio XII.


As escolas admitem que as revistas também servem como estratégia de marketing, já que, como a circulação é livre, é fácil um exemplar cair nas mãos de algum pai interessado em matricular o filho.


‘A revista é uma extensão do colégio. Ela estreita os laços da instituição com a comunidade. E funciona como um material palpável que mostra a seriedade do nosso trabalho’, afirma Flávia Gouvêa, do departamento de comunicação do Colégio Vértice. A revista Vértices é semestral e surgiu em 2008.


Segundo a escola, os professores costumam colaborar com a produção dos exemplares. O periódico já publicou entrevistas exclusivas com personalidades como Amyr Klink, Cesar Cielo e José Mindlin.


 


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


Glória Maria pode entrar em Saia Justa


Com volta prevista para o dia 25, o Saia Justa, do GNT, pode trazer uma surpresa: Glória Maria. A coluna apurou que a jornalista – que pouco tem aparecido no Globo Repórter – está cotadíssima para integrar o novo time da atração, que mantém da formação anterior Mônica Waldvogel e segue sob direção de Nilton Travesso. Fora do ar desde junho, quando o elenco foi desmanchado, o Saia Justa vem passando por reformulação de formato e cenário, e já gravou cinco pilotos testando elenco. Entre as novas debatedoras devem estar ainda duas mulheres de destaque, mas desconhecidas do grande público. Procurado, o GNT, via assessoria, diz que não há nada definido no programa.


35% foi o crescimento do número de acessos do site do SBT, em quatro dias de exibição de séries como Grey’s Anatomy naquele endereço


‘É a mesma vibe de fazer comercial. Eu acho, né.’ Luciano Huck à repórter Patrícia Villalba, pouco antes de gravar, de pijama,sua primeira cena na série As Cariocas


A Globo realizou na semana passada uma série de testes com atores com traços orientais para o elenco de Dinossauros e Robôs, próxima trama das 7, de Walcyr Carrasco.


O folhetim, que terá gravações no Japão em outubro, apostará em um grande núcleo japonês. O resultado dos testes sai esta semana.


Parece, mas não é. O vestido vermelho que lançou Victor Valentim (Murilo Benício) em Ti-ti-ti, na semana passada, é exatamente da cor do vestido que fez o mesmo ‘papel’ na trama original. Só a cor. O modelo da trama da vez foi inspirado em uma criação de Dior do início dos anos 50.


A RedeTV! exibe hoje imagens do goleiro Bruno, do Flamengo, em campo. Trata-se da nova temporada do Operação de Risco, estreia do dia. O reality show acompanha no episódio toda a operação policial durante o clássico Corinthians X Flamengo, no Pacaembu.


Entre tantas reformas, mais uma coisa vai mudar na TV Cultura: o cenário do Roda Viva, que será apresentado por Marília Gabriela a partir do dia 30. O famoso cenário em círculo, com dois andares – símbolo do programa – será modificado. Ficará menor, com todos os entrevistadores no mesmo plano.


Marília Gabriela gravou o primeiro piloto do programa, já no novo cenário, na semana passada.


Tem toda pinta de ser a última a atual edição de Ídolos na Record. Até agora não há conversas do canal com a Fremantle (dona do formato), para a renovação do acordo.


Para quem vale a norma de conduta da Globo que proíbe seus profissionais de fazer qualquer citação a candidatos em mídias sociais? Na sexta-feira, o bem-humorado Aguinaldo Silva, em seu twitter, garantiu voto a Jean Willys (ex-BBB) para deputado federal.


 


 


INTERNET


Rafael Cabral


O que aconteceu com o Google Wave


Recriar o serviço de e-mail do zero, fundindo-o com o de um comunicador instantâneo e construindo um ambiente totalmente colaborativo. Era essa a missão do Wave em maio de 2009, quando foi aberto àqueles que tinham convites. A disputa por eles, no entanto, não chegou nem perto da que o Google esperava. A maioria das pessoas achava a ferramenta complicada demais e, sem disposição para explorar o seu funcionamento, deixou a onda passar.


Três meses depois, a companhia anunciou que não trabalharia mais em melhorias para ele. Continua no ar, ao menos até o final do ano, como que para registrar mais uma falha do Google na web social. Seu código foi aberto – talvez os usuários descubram o que fazer com ele.


Se o Twitter tem parte de uma ideia simples que a maioria entende, o Wave quis recriar a roda. As pessoas teriam que reaprender a usar a internet e até mudar como interagiam uma com as outras.


O resultado? Ninguém quis.


Frases


‘O Wave sempre teve seus detratores, mas não é a plataforma, especificamente, que em preocupa, mas sim que o Google simplesmente não consegue descobrir um meio efetivo de lançar novas ferramentas’.


Jeff Jarvis, autor do blog Buzzfeed


‘Quando entrei no Wave, não vi nada de interessante. Ficava a cargo do usuário decidir como vendê-lo. Mas eu nem entendi o que aquilo era, ou suas capacidades, e estava sempre ocupado. Se eu gastasse tempo ali, talvez parecesse interessante. Mas eu não gastei’.


Dave Winer, criador do RSS e blogueiro


‘Sempre achei incrível o fato de eles terem lançado o Wave. Tecnologia interessante? Claro. Mas, como produto, era quase impossível de descrever. Quando uma nova ferramenta faz sucesso mesmo sem ninguém entender, para que ela serve?’


 


 


Rafael Cabral


Salve o Google Wave


Na última quarta-feira (4), dia que o Google avisou que deixaria de atualizar o Google Wave, era difícil achar quem lamentasse. No post que anunciava o fim da ferramenta que pretendia recriar o e-mail do zero, a empresa mostra, nas entrelinhas, a atitude que a fez ser tão rejeitada. Parabenizando os desenvolvedores responsáveis pelo serviço, o vice-presidente de operações Urs Hölzle supõe que o Wave era melhor que seus usuários.


O motivo do fechamento foi que a adoção não chegou nem perto da esperada. Apesar disso, entre as poucas pessoas que acabaram se engajando na nova ferramenta, uma boa parte agora luta para que a decisão seja revertida. Com o site Save Google Wave, mais de 20 mil delas pedem que o Google volte a trabalhar em melhorias para o site, que pelo menos até o final do ano fica no ar. Alguns pedem que ela fique como está, outros que suas inovações sejam aplicadas no Gmail. O movimento também criou uma conta no Twitter e está até vendendo camisetas e bottons (como esse aí em cima) para quem apoia a causa.


É pouco provável, no entanto, que o Google volte atrás. O futuro do Wave depende de desenvolvedores independentes: o código do projeto agora é aberto, e eles podem criar e recriar características com base nele.


 


 


John Poirier e Sinead Carew, da Reuters


Pela neutralidade na rede


A empresa de telecomunicações Verizon e o Google propuseram, em um anúncio conjunto nesta segunda-feira, alguns princípios para o controle do tráfego de dados na web. As companhias disseram concordar com a ‘neutralidade da rede’, que significa que os provedores não devem bloquear, retardar ou discriminar informações que trafegam pela internet. O post divulgado no blog do Google sugere que a legislação norte-americana deveria se basear nessas ideias.


A Comissão Federal de Comunicações (FCC), que negociava as regras de administração de tráfego com operadoras e empresas de internet, abandonou a tentativa de um consenso na neutralidade na rede há poucos dias.


Em uma reunião com a imprensa, o diretor-executivo do Google, Eric Schmidt, e o da operadora Verizon, Ivan Seidenberg, disseram que a carta conjunta não significa que as duas megaempresas tenham feito um acordo comercial, mas que sinaliza a luta das duas para que essas ideias apareçam na forma de lei.


Para os dois, o FCC deveria ter autoridade plena em impor essas regras, inclusive podendo multar os serviços em mais de US$ 2 milhões por violação. ‘Para nós, não deveria ser permitido que nenhuma pessoa tenha privilégios no tráfego porque pagou por isso’, disse Seidenberg.


As regras criadas pelas duas corporações não se aplicariam a dispositivos wireless. A FCC ainda não sabe se a legislação que regulará sobre o tema também incluirá conexões sem fio.


 


 


E-BOOK


Carla Peralva


Leitura aos bits


O livro digital é como o gás encanado. O produto é idêntico ao que chega pelo botijão – mas você só precisa abrir o registro para usá-lo. A comparação é de Zeca Fonseca, autor que publicou eletronicamente seu primeiro livro, O Adorador, e só depois recorreu ao papel para divulgar sua obra. Para ele, os e-books vieram para difundir todo o conhecimento criado pelas pessoas, mas de forma mais rápida.


Mike Shatzkin, fundador e CEO da The Idea Logical Company, que presta serviços de consultoria sobre toda a cadeia produtiva do livro, acredita em uma mudança de hábitos dos leitores e prevê que os livros digitais superarão em poucas décadas, em quantidade e em preferência, seus primos impressos. Ele falará sobre o futuro do livro amanhã, no Fórum Internacional do Livro Digital, evento a ser apresentado nos dois dias anteriores ao início da Bienal do Livro de São Paulo (que acontece entre os dias 12 e 22 no Anhembi).


Só nos EUA, o mercado editorial eletrônico mais que duplica a cada ano. A Amazon, por exemplo, já experimenta os efeitos dessa migração: em um ano, a venda dos mais de 630 mil títulos de e-books representaram um crescimento de 200%, superando a de livros de papel.


Pessimistas preveem o fim das editoras, mas a maioria dos especialistas acha que esse é o momento certo para elas se reinventarem. O americano Mark Coker aposta em um modelo de publicação digital baseado na autonomia dos autores e na interatividade entre leitores. Em 2009, criou a plataforma Smashwords, que hoje já conta com mais de 6.500 autores profissionais e centenas de independentes.


Funciona assim: o autor formata seu livro de acordo com um manual disponível no site e sobe o arquivo de Word no Smashwords. O site converte-o para o formato certo dos livros digitais e disponibiliza nas maiores lojas de e-books, como Kindle Store, iBooks, Sony Reader Store e Barnes & Noble. Quem determina o preço é o próprio autor, que fica com 85% da receita gerada pelas vendas (menos as taxas cobradas pelo serviço de pagamento online), contra o máximo de 25% pagos pelas grandes editoras americanas.


Esse é um modelo em que autores independentes têm mais facilidade para lançar seus livros no mercado, sem que precisem passar pelo crivo das editoras. Coker diz que não considera justo um editor julgar a obra de alguém e decidir quanto ela vale levando em conta seu potencial de venda. Para ele, o autor deve ter o direito de decidir como seu livro será oferecido aos leitores. ‘Todos têm o direito de publicar um livro, de fazer parte da literatura’, diz.


O risco da pirataria é superestimado, segundo Coker. Sim, no ambiente digital é mais fácil copiar livros e deixar de pagar direitos autorais. Mas o criador do Smashwords crê que os leitores estão dispostos a pagar para ler eletronicamente e que travar um arquivo – como faz a maioria das revendedoras de e-books, com o DRM – é tratar o leitor como um criminoso.


Ao contrário dos usuários exclusivos de computadores, que estão habituados a adquirir conteúdo gratuitamente, quem usa smartphones e e-readers já está acostumado a pagar pequenas quantias por aplicativos, por exemplo. Pensando nisso, distribuidores de e-books focam prioritariamente na leitura em tablets para rentabilizar seus negócios. Os irmãos Luciana e Duda Ernanny começaram a Gato Sabido, primeira e-bookstore brasileira com o propósito de vender de tudo: de best-sellers a edições que não são mais encontradas em papel e obras inéditas de autores independentes. Para incentivar a compra de livros digitais, que ainda engatinha no Brasil, importam e comercializam o Cool-er, leitor digital que usa a tecnologia de tinta eletrônica, similar a do Kindle.


O Smashwords pretende chegar em breve ao Brasil. Com uma parceria fechada com a editora Singular Digital, todo o conteúdo lá disponível será vendido nos canais brasileiros, e as obras de autores nacionais serão comercializadas nas lojas estrangeiras que abastecem os e-readers de todo o mundo. Até o fim do ano, diz Newton Neto, diretor-executivo da Singular, o Smashwords deve ser trazido completamente traduzido para o País.


Outra aposta da Singular é o livro sob demanda, que permite a impressão rentável de pequenas tiragens. Esse modelo provou ser bem sucedido com a Amazon, que já tem mais de 85% de seus livros vendidos dessa forma. Para Neto, grandes tiragens não fazem mais sentido para a maioria dos livros, pois geram um gasto desnecessário de impressão e armazenamento – além do risco de encalhe. Além disso, dificultam que os leitores encontrem essas obras quando suas edições estão esgotadas, mas ainda não há demanda suficiente para que se imprima outra. Segundo ele, a expansão do mercado de livros digitais nos Estados Unidos foi precedida, do ponto de vista das editoras, pelo modelo de impressão sob demanda, que tornou a experiência de compra mais proveitosa para o leitor e capitalizou os arquivos digitalizados das obras.


 


 


 


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Folha de S. Paulo


Segunda-feira, 9 de agosto de 2010


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


Mudança


No ‘El Colombiano’, ‘Guerra não está no meu dicionário’. No ‘El Tiempo’, ‘sua obsessão será combater a pobreza e gerar emprego’


Santos-Chávez


Manchete on-line do ‘El Tiempo’, ‘Terça haverá cúpula Santos-Chávez em Bogotá’. Fechou um dia em que os destaques do jornal, que é próximo do novo presidente, se voltaram aos acenos de Hugo Chávez. Os enunciados seguiram o mesmo ritmo na estatal VTV e no venezuelano ‘El Universal’.


Na home do argentino ‘La Nación’, o destaque foi ‘Kirchner encabeçou reunião entre chanceleres de Colômbia e Venezuela’. Secretário-geral da Unasul, estava ‘na sua função de mediador’.


Por aqui, da Folha.com ao portal Terra, com Efe, ‘Colômbia diz que Lula foi essencial’ e ‘Colômbia diz que intervenção de Lula foi fundamental’.


Liderança


No editorial ‘Brasil: liderança e soberania’, o mexicano ‘La Jornada’ fechou a semana saudando as ações e declarações recentes de Lula sobre América Latina, inclusive o conflito Colômbia-Venezuela. ‘O Brasil desempenha hoje um papel lúcido e construtivo na solução de tensões, dentro e fora do continente.’


Pós-Lula


A chinesa Xinhua despachou que ‘Lula promete trabalhar por países em desenvolvimento após deixar governo’. No dizer do brasileiro, durante visita a Caracas, ‘a cooperação Sul-Sul vai manter o desenvolvimento e assegurar que os povos de nossos países tenham as mesmas oportunidades’ dos desenvolvidos.


PARA O CENTRO


A americana ‘Foreign Policy’ deu a posse de Juan Manuel Santos, na home, como a ‘mudança da América Latina para o centro’. Para o presidente do Inter-American Dialogue, as eleições de Santos e do chileno Sebastian Piñera, mais ‘a possível vitória do conservador José Serra’, não seriam sinais de que a região ‘volta para a direita’. Santos e Piñera se comprometeram com a ‘agenda social’ -e Serra quer ‘até expandir o Bolsa Família’.


Já a americana Associated Press produziu longo despacho destacando que o ‘governo colombiano tem poder tênue sobre os refúgios rebeldes’ -e citando um diplomata americano anônimo, para quem o programa ‘vai depender do compromisso do novo governo Santos’.


ALEMANHA QUER


Na estatal Deutsche Welle, o chanceler alemão saudou a ‘história de êxitos’, na América do Sul, e anunciou uma política de ‘aproximação’, para ‘fazer frente’ à China na região ‘em crescimento’


DEBATE LÁ


Sob o enunciado ‘Ainda no topo’, a ‘Economist’ postou análise do debate de quinta passada, avaliando que o desempenho de Dilma Rousseff ‘não impressionou como o do experiente José Serra, mas sua liderança parece segura’. Embora ‘claramente nervosa’, ela ‘não fez nada para perder a presidência’.


Sob o título ‘Portos, taxas e a sombra de Lula’, o ‘Financial Times’ de Jonathan Wheatley postou que, em suma, ‘nem Dilma nem Serra terão roubado muitos votos um do outro’ com o debate. ‘Porém, para os indecisos, Dilma provavelmente obteve uma liderança marginal sobre Serra.’ Lamentou que o evento não tocou em ‘questões-chave’ como a independência do Banco Central e o papel das empresas estatais.


GLOBO & PLÍNIO


O iG postou já na sexta que Plínio de Arruda Sampaio ‘recebeu telefonema da Globo pela manhã, e a emissora confirmou sua participação no debate do dia 1º de outubro’.


Segundo o site do jornal ‘O Estado de S. Paulo’, também na sexta, ‘o estilo contundente de Plínio no debate da Band surpreendeu o PT e animou o PSDB’. Os tucanos, ‘preocupados em levar a campanha para o segundo turno, torcem para que mude o voto de simpatizantes radicais do PT, saudosos de 1989’.


Mas a reação a Plínio, desde sexta, se concentra nos verdes da também ex-petista Marina Silva, com crescente virulência.


 


 


TELEVISÃO


Audrey Furlaneto


‘A Fazenda’ aumenta prêmio para R$ 2 milhões


Principal reality show da Record, ‘A Fazenda’ vai dobrar o prêmio para o vencedor: R$ 2 milhões. Segundo o diretor Rodrigo Carelli, trata-se do maior valor que um reality brasileiro já entregou.


Além de o prêmio de R$ 1 milhão andar um pouco, digamos, banalizado entre os programas de TV, a bolada, avalia a Record, pode tornar mais competitivo o confinamento dos 15 participantes na fazenda, no interior de São Paulo.


‘O público também fica mais interessado quando o que está em jogo é algo maior do que na última temporada’, afirma Carelli. O objetivo é ter impacto na audiência e superar edições anteriores.


Na temporada passada, ‘A Fazenda’ chegou a desbancar a Globo no dia da final, em fevereiro, com 19 pontos de média, contra 16 da concorrente.


Os R$ 2 milhões são novidade também para os participantes que, quando assinaram contrato com a emissora, não estavam informados da mudança. E o prêmio maior deve ser combinado com outra novidade: agora, o reality será mais focado no trabalho rural.


‘A tônica dessa ‘Fazenda’ é o campo. O trabalho vai ser um pouco mais duro. Serão mais postos à prova.’ Um dos únicos detalhes que Carelli adianta é que o reality, desta vez, terá mais animais.


Alegria O ‘Fala Brasil’, que concorre com Ana Maria Braga e seu ‘Mais Você’, na Globo, fez a alegria da Record no mês de julho. Ficou 1.070 minutos na liderança, ou seja, mais de 17 horas em primeiro lugar na audiência.


Alívio 1 Na Globo, a paz veio na faixa crítica das 19h, horário que ‘Ti Ti Ti’ herdou com baixa audiência da trama anterior. Depois de passar os primeiros dez dias com o Ibope quase parado nos 29 pontos, ‘Ti Ti Ti’ conseguiu uma semana quase inteira com média de 31 pontos (por dia).


Alívio 2 Na onda de comemorações, a Globo inclui a audiência virtual: o número de acessos ao site de ‘Ti Ti Ti’ é 267% maior que o das últimas novelas. Criou-se até Twitter para o personagem principal da trama, Jacques Leclair.


Zero à esquerda O impacto de cortes com publicidade na TV Cultura, que demitiu seu gerente de marketing e captação de anúncios, é mínimo no mercado publicitário. Em 2009, o canal representou só 0,4% do setor de propaganda em TV aberta no Brasil.


Zeros à direita A líder (e principal alvo) do mercado publicitário brasileiro em televisão aberta segue sendo a Globo. Em 2009, a emissora deteve 32,7% dos investimentos publicitários para TV.


Alienígena O SBT tentou, mas o Ministério da Justiça barrou os pedidos para mudar de 12 anos para 10 anos a classificação indicativa da série ‘Alliens in America’. Para o governo, o produto é impróprio para menores de 12 anos por conter sexo, consumo de drogas e ‘bullying’.


 


 


INTERNET


Ruy Castro


No ar para sempre


A ideia de que, uma vez ‘postada’, uma informação não pode mais ser retirada da internet tem algo de assustador -contraria a natureza humana, feita de lembranças e, ainda bem, de esquecimentos. Mas o mundo gira, a Lusitana roda e, agora, estamos à mercê de uma ferramenta que não permite esquecer. Quando se pensa que uma imagem ou informação foi deletada, ela reaparece, ‘baixada’ por alguém, algures.


Você dirá que com os livros, filmes, fotos etc. já era assim. Nem tanto. Inúmeros livros se perderam para sempre e, de outros, só resta um exemplar, em Salamanca ou no Rio, que nem pode mais ser folheado. Cerca de 70% dos filmes da era do silencioso, inclusive americanos, desapareceram até o último fotograma. E quantos quadros não se consumiram em incêndios antes de serem registrados em foto ou filme?


Hoje, ao contrário, não apenas as glórias da humanidade mas também suas vergonhas ameaçam ficar para sempre. WikiLeaks, o site dedicado a vazar informações sobre crimes de guerra, agressões à humanidade, encobrimento de falcatruas, desastres ecológicos, exploração religiosa e outras mazelas correntes, tem um dispositivo pelo qual, assim que põe uma denúncia no ar, não é possível removê-la.


Faz com que toda tramoia armada por governos ou particulares e vazada pela WikiLeaks fique exposta indefinidamente, mesmo depois que eles se explicam -o que só acontece depois de uma sequência de negações, ameaças e acusações de que o WikiLeaks é um ‘risco para a segurança’. Há tempos, a CIA armou um plano secreto para neutralizar o site. Pois o WikiLeaks teve acesso ao plano, publicou-o e desmoralizou-o.


É talvez o pior inimigo com que os altos poderes já se defrontaram: aquele que descobre e sabe de tudo, não hesita em por para fora, tem uma audiência de milhões e não pode ser apagado.


 


 


 


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