Terça-feira, 21 de Maio de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1038
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Estudo vê deterioração em todo o mundo

30/04/2009 na edição 535

A agência de notícias Associated Press teve acesso antecipado a um relatório da organização sem fins lucrativos Freedom House sobre a situação da liberdade de imprensa no mundo em 2008. O relatório será divulgado oficialmente na sexta-feira (1/5), por conta do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado no domingo (3/5).


Segundo o estudo, a liberdade de imprensa diminuiu em todo o mundo no ano passado, quando até países como Israel e Itália impuseram novos limites à cobertura da mídia. Para Arch Puddington, diretor de pesquisa da Freedom House, isso ilustra que ‘democracias estabelecidas com veículos de mídia livres não estão imunes à restrição da liberdade’.


Em 2007, o Oriente Médio havia sido a única região a apresentar melhorias no respeito à liberdade de imprensa, mas, em 2008, esta situação regrediu. No geral, o Oriente Médio e o Norte da África são as regiões com o mais baixo nível de liberdade de imprensa em todo o mundo.


Em Israel, houve piora principalmente por causa das restrições de viagem e a censura militar impostas durante o conflito com palestinos em Gaza, no fim do ano. Na ocasião, a grande maioria dos veículos de mídia ficou dependente de porta-vozes oficiais para conseguir informações. Na Cisjordânia e Faixa de Gaza, por outro lado, houve intimidação de jornalistas por membros das facções Hamas e Fatah.


A Itália regrediu, de acordo com o relatório, por várias questões, entre elas a volta do empresário de mídia Silvio Berlusconi ao cargo de primeiro-ministro. Berlusconi e sua família controlam grande parte da mídia italiana, incluindo a rádio estatal e cerca de 80% da televisão. Jornalistas italianos também sofreram mais processos por difamação e ameaças do crime organizado.


Burma, Cuba, Eritréia, Líbia, Coréia do Norte e Turcomenistão foram considerados os países com menos liberdade. Maldivas, Bangladesh e Paquistão melhoraram sua situação, enquanto países na Europa Central e Oriental apresentaram o maior declínio na liberdade de imprensa. Jornalistas foram assassinados na Bulgária e na Croácia e agredidos na Bósnia. O judiciário russo também provou-se ineficiente em proteger profissionais de imprensa de ataques.


A pesquisa analisou 195 países e territórios – 70 foram considerados livres; 61, parcialmente livres; e 64, não livres. Apenas 17% da população mundial vive em países que gozam de uma imprensa livre. Informações de Barry Schweid [AP, 30/4/09].

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