Quinta-feira, 19 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

MONITOR DA IMPRENSA > MÍDIAS SOCIAIS

Estudo relaciona Twitter e audiência televisiva

Por lgarcia em 13/08/2013 na edição 759

Tradução de Rodrigo Neves, edição de Larriza Thurler e informações de Brian Stelter [“Study Links TV Viewership and Twitter Conversations”, The New York Times, 06/8/13]

Um estudo pioneiro da Nielsen confirmou o que a maioria da indústria televisiva já suspeitava: conversas no Twitter às vezes fazem com que pessoas liguem suas televisões. O estudo examinou mensagens no Twitter e a audiência minuto a minuto de 221 episódios de programas do horário nobre de grandes emissoras dos EUA. Na maior parte do tempo, não existiu nenhuma relação estatística significativa entreas mensagens e a audiência. Mas os tuítes mostraram um “aumento significativo” de audiência em 29% do tempo, disse Mike Hess, vice-presidente da Nielsen e pesquisador envolvido no estudo.

Uma conexão causal também apareceu na direção contrária: os números de audiência influenciam o volume de mensagens em 48% do tempo. Alguns gêneros de shows eram mais capazes de se beneficiar de conversas no Twitter do que outros. “Sobretudo, isso valida o valor em buscar pesquisas adicionais sobre essa influência”, disse Hess.

Falta saber

A Nielsen e o Twitter são parceiros de negócios e atualmente estão promovendo uma nova medida chamada Nielsen Twitter TV Rating, que mede o número de conversas online sobre programas de TV – portanto, o estudo pode provocar algum ceticismo. Suas descobertas, no entanto, serão bem recebidas por emissoras e empresas de marketing que investiram pesado em mídias sociais. Anedotassobre aumentos de audiência causados pelo Twitter deram novas esperanças para produtores e anunciantes.

Mitchell J. Lovett, professor na Universidade de Rochester estuda correlações entre Twitter e a TV, disse que demonstrar causalidade se provou difícil no passado. “É difícil distinguir se a atividade no Twitter e outras redes sociais só reflete o interesse existente ou o causa”, disse. Por essa razão, o estudo “pode ser revolucionário”, disse, mas advertiu que ainda não examinou sua metodologia.

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