Terça-feira, 13 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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ENTRE ASPAS >

Exército proíbe entrevistas em sessão de autógrafos

24/11/2009 na edição 565

Mais um capítulo da conturbada relação de Sarah Palin com a mídia americana. Durante a sessão de autógrafos do livro da ex-governadora do Alasca e ex-candidata à vice-presidência pelo Partido Republicano na base militar de Fort Bragg, na Carolina do Norte, a mídia poderá cobrir o evento, mas os repórteres não terão permissão para entrevistá-la no local. Inicialmente, o porta-voz de Fort Bragg, Tom McCollum, havia dito que o Exército proibiria a presença de equipes de mídia, por temer que o evento virasse uma plataforma política contra o presidente Barack Obama. Mas depois de protestos da agência Associated Press e do jornal Fayetteville Observer, o coronel Billy Buckner voltou atrás e avisou que seria permitido ‘acesso restrito’. ‘Se a imprensa estiver presente, pode capturar o que está acontecendo e sentir o ambiente’, afirmou.

Fort Bragg abriga mais de 35 mil soldados e não costuma ser palco de eventos promocionais, em especial com figuras políticas. Por isso, o Exército se preocupou que a cobertura da mídia pudesse se distanciar do tema principal – o livro de Sarah. ‘A principal razão para a cobertura limitada é evitar que isto se transforme em uma plataforma política’, disse McCollum. ‘Há regulamentações do Exército que basicamente proíbem que locais militares sejam usados como plataformas políticas’.

Para o conselheiro-geral da AP, Dave Tomlin, as restrições às entrevistas são ‘inaceitáveis e ilegais’. ‘Se as regras do Exército proíbem eventos políticos, os militares deveriam ter considerado isto antes de permitir que Sarah fizesse uma sessão de autógrafos pública de um livro político na base’, opinou. Segundo oficiais do Exército, a ex-governadora não irá conceder entrevista coletiva e nem posar para fotos.

Sarah deu início, na semana passada, a um tour pelos EUA para promover o lançamento de seu livro de memórias, intitulado Going Rogue. Estão previstas viagens a diversos estados importantes para as eleições de 2008, incluindo a Carolina do Norte. Aproveitando a atenção da mídia por conta do livro, Sarah já fez diversas críticas ao governo de Obama. Em uma entrevista à ABC News, ela disse que o presidente deveria enviar mais tropas ao Afeganistão. ‘Fico frustrada e assustada – assim como muitos americanos – ao ver que o presidente está incerto sobre sua decisão no Afeganistão’, afirmou. Informações de Mike Baker [Associated Press, 20/11/09].

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