Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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MONITOR DA IMPRENSA > TELETIPO

Ex-líder chinês ignorado pela imprensa

25/01/2005 na edição 313

O pouco destaque dado à morte do ex-líder reformista chinês Zhao Zyiang na imprensa oficial local mostra que o Partido Comunista está determinado a conseguir que ele seja esquecido pela população. Trabalhando com o então líder supremo Deng Xiaoping, Zyiang ajudou a fazer as reformas que possibilitaram a China a turbinar seu desenvolvimento econômico. No entanto, como informa a AP [18/1/05], com os protestos da Praça da Paz Celestial, em 1989, foi afastado do governo, passando os últimos 15 anos de sua vida em prisão domiciliar. Ele morreu aos 85 anos. Nos principais jornais chineses, o máximo que o ex-dirigente ganhou foi um obituário de uma sentença. Na TV e no rádio, a notícia de sua morte foi totalmente censurada. O regime tirou do ar um sítio de internet onde usuários anônimos colocaram mensagens de apoio a Zyiang. Nota da agência oficial Xinhua, menor que os obituários de outros personagens de menor destaque, também não fez menção à importância que exerceu o ex-líder.



Reuters é ‘do contra’ no Iraque

James Taranto, no sítio do Wall Street Journal [17/1/05], questiona que tipo de jornalismo a Reuters está fazendo no Iraque. No dia 16/1/05, a agência publicou nota dizendo que o governo americano estaria fazendo uma campanha para diminuir as expectativas com relação ao êxito da eleição presidencial do Iraque, pois estaria prevendo que haverá baixo comparecimento da população às urnas. Como a Reuters pode afirmar isso se ela mesma cita uma pesquisa independente que aponta que dois terços dos adultos residentes em Bagdá pretendem votar – proporção bem maior que a dos pleitos realizados nos EUA? Outra matéria da agência britânica tinha chamada dizendo que ‘muitos iraquianos’ consideravam branda a pena de 10 anos de prisão estabelecida para o soldado americano Charles Graner por maltratar prisioneiros em Abu Ghraib. Segundo Taranto, os ‘muitos iraquianos’ citados no texto eram ‘o comerciante Ali Ahmed’, ‘o meteorologista Ali Mahawi’ e o ‘motorista de perua Ahmed Ali’. ‘Portanto, ‘muitos’, na língua da Reuters, significa ‘três’’, conclui o jornalista.

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