Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1038
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MONITOR DA IMPRENSA >

Falso drama faz jovem repórter passar vergonha

06/09/2005 na edição 345

O que parecia uma pauta de ouro acabou se transformando em constrangimento para o Daily Egyptian, jornal da Southern Illinois University, nos EUA. Em 2003, o estudante Michael Brenner descobriu uma menina de 8 anos, Kodee Kennings, que contava de forma comovente sobre como, sendo órfã de mãe, seria duro para ela ficar longe de seu pai, um sargento enviado para combater no Iraque. Há duas semanas, no entanto, veio à tona que a criança que ele conhecera tinha 10 anos e se chama Caitlin Hadley, e que o homem que estava com ela no momento da visita não era seu pai e tampouco um militar, apenas alguém que fingia sê-lo – e que agora alega que acreditava que estava participando de um filme.

A história de Kodee saiu pela primeira vez em maio de 2003, num texto de Brenner. Depois, foram publicados no Egyptian supostos artigos da menina em que descrevia como era estar separada de seu pai. A farsa foi descoberta quando surgiram rumores de que o sargento havia sido morto em combate e uma pesquisa mais detalhada apontou que ele não existia. Tudo foi armado por uma colega de Brenner, Jaimie Reynolds, que afirma ter querido ajudar ‘seu melhor amigo’ a deslanchar na carreira, proporcionando-lhe uma boa pauta. ‘Ele me perguntou se podia dar uma força e eu disse que sim. Só que a coisa cresceu mais do que ele me disse que cresceria’. O jovem repórter declarou à AP [26/8/05] que a versão de Jaimie é ‘ridícula’ e que foi realmente enganado. ‘Eu estava a um ano e meio de me formar e não tinha ainda uma carreira para alavancar’.

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