Sábado, 24 de Agosto de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1051
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Famílias permitem presença de fotógrafos

28/04/2009 na edição 535

Desde a primeira cerimônia de chegada de um caixão militar na base aérea americana de Dover, em Delaware, acompanhada pela imprensa, no início de abril, a maioria das famílias de soldados mortos em combate no exterior permitiu que repórteres e fotógrafos testemunhassem a transferência dos caixões de seus entes queridos.

O governo de Barack Obama deu fim a uma proibição que já durava 18 anos. A mídia não pôde, neste período, registrar as cerimônias na base militar. Com a suspensão da regra, passou às famílias dos soldados a decisão de permitir, ou não, a presença de jornalistas. Críticos haviam alertado que a nova medida prejudicava a privacidade das famílias dos mortos em um momento tão doloroso e que as imagens poderiam ser exploradas por ativistas contrários às guerras. Até agora, no entanto, a cobertura não causou problemas.

A proibição à presença da mídia teve início em 1991, no governo do presidente George H.W. Bush, durante a Guerra do Golfo. Na ocasião, foi justificada como uma maneira de proteger a privacidade e o luto das famílias dos militares, mas críticos alegavam que o governo estava, na verdade, tentando esconder do público os custos político e humano da guerra. Desde o fim da proibição, 19 famílias foram questionadas sobre a presença de profissionais de imprensa na cerimônia de chegada do caixão, e 14 delas permitiram a cobertura. Informações de Randall Chase [Associated Press, 27/4/09].

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