Sábado, 23 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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MONITOR DA IMPRENSA > TELETIPO

Filme sobre a guerra pode disputar o Oscar

04/01/2005 na edição 310

O diretor iraniano Bahman Ghobadi não tinha intenção de fazer o primeiro-longa metragem sobre a guerra do Iraque, mas se deparou com uma realidade que não lhe deixou escolha. Durante uma viagem ao país, logo após a queda de Saddam Hussein, para apresentar seu segundo filme, Ghobadi ficou impressionado com um grupo de crianças curdas no norte do Iraque, muitas delas mutiladas por minas terrestres e marcadas pela brutalidade do regime do ditador. Deste encontro nasceu a idéia para Turtles Can Fly, que conta a trajetória um grupo de órfãos curdos iraquianos dias antes da queda do regime. Filmado em território curdo no Iraque sob a proteção de dezenas de seguranças e interpretado por atores não-profissionais, o filme comoveu platéias em festivais nos EUA, Espanha e Japão e, segundo Paul Hughes [Reuters, 30/12/04], é a porta de entrada do Irã na premiação do Oscar. ‘Nos canais por satélite, Bush e Saddam viraram as estrelas. Eu mostro o oposto disso. As estrelas no meu filme são o povo, as crianças; Saddam e Bush são apenas pano de fundo’, explicou o diretor.



A dor e a delícia de ser uma celebridade

É duro ser uma celebridade nos EUA. Principalmente quando se é mulher. O New York Daily News [30/12/04] preparou uma espécie de retrospectiva dos assuntos e personagens mais abordados durante o ano pelas principais revistas semanais especializadas no fabuloso mundo dos ricos e famosos. O jornal mostrou que ao mesmo tempo em que as publicações endeusam as belas, não deixam barato na hora de expor seus menores defeitos. People, Star, Us Weekly e In Touch Weekly elegeram Jennifer Lopez, com seus atributos físicos e sua conturbada vida amorosa, a musa de 2004. A atriz e cantora apareceu em 29 capas, 15 delas apenas na In Touch. Em segundo lugar, aparece a perfeitinha atriz Jennifer Aniston, que, graças aos modelitos fashion que sempre lhe caem bem e ao casamento com o galã Brad Pitt, esteve em 26 capas ao longo do ano. As atrizes e irmãs gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen apareceram em 23 capas, em grande parte pela anorexia de Mary-Kate. Ainda no quesito defeitos, a Star foi a revista mais cruel do ano. Publicou edições dedicadas aos piores corpos de biquínis, às falhas nos corpos das celebridades, às mais horríveis maquiagens e cabelos e, pior, uma edição de fotos das estrelas sem maquiagem.

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