Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ENTRE ASPAS > FIM DE SEMANA, 6 E 7/3

Folha de S. Paulo

09/03/2010 na edição 580


ACADEMIA
Jornalismo da Folha é tema de disciplina da USP


‘Começou ontem na faculdade de jornalismo da ECA (Escola de Comunicação e Artes), da USP, a oitava edição da disciplina jornalismo diário. Orientados pelo repórter especial da Folha Frederico Vasconcelos, os estudantes vão aprender as principais técnicas para produzir reportagens investigativas sobre empresas, governos e Judiciário.


Os alunos também conversarão com o editor-executivo da Folha, Sérgio Dávila, com os secretários de Redação, Vinicius Mota e Rogério Gentile, e com repórteres. O diretor de Redação, Otavio Frias Filho, fará a última palestra do curso, em junho.


A responsável pela disciplina, criada em 2002, é a professora Eun Yung Park.’


 


VENEZUELA
Governo rejeita a volta ao ar de emissora crítica


‘A comissão de telecomunicações da Venezuela anunciou ontem a rejeição da volta ao ar da emissora RCTV, que no dia 22 havia anunciado ajustamento à lei decretada por Caracas em janeiro que motivou a suspensão do seu sinal.


Em nota, a Conatel alegou perda do prazo para a solicitação das alterações anunciadas ‘sob protesto’ pela TV, que consistiam na criação da RCTV Mundo, com um conteúdo majoritariamente internacional.


A medida desobrigaria o novo braço da emissora a transmitir os discursos do presidente Hugo Chávez -o que TVs por assinatura de conteúdo majoritariamente local têm de fazer.


A RCTV, crítica a Chávez, migrara para a TV por assinatura em 2007, depois da não renovação da concessão do seu sinal.’


 


PUBLICIDADE
Márcio Pinho e Talita Bedinelli


Anvisa deixa anúncio usar heróis para atrair criança


‘Após quatro anos de discussões para limitar a publicidade de alimentos ricos em sal, gorduras e açúcar, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) voltou à estaca zero em relação ao público infantil.


A agência retirou do novo texto o veto a recursos de apelo direto às crianças, entre os quais o uso de heróis de desenhos animados ou distribuição de brindes.


Entidades de defesa do consumidor criticam a mudança por entender que a criança é facilmente iludida e dizem que a agência cedeu ao mercado.


Para Isabella Henriques, do instituto Alana (organização não governamental que atua na área de educação e cultura), o novo texto legitima a propaganda. ‘Ele apenas impõe restrições semelhantes às dos demais públicos. Mas as crianças não podem ser tratadas igual.’


Dias após ser chamado pela Anvisa para debater a nova proposta, o instituto concluiu um estudo que mostrou que as guloseimas encabeçam a lista de desejos mais frequentes dos filhos. Na pesquisa feita pelo Datafolha, a 411 pais foi perguntado o que as crianças (3 a 11 anos) pedem com mais frequencia -os entrevistados poderiam escolher mais de uma opção. Pedidos de chocolates, doces e bolachas foram citados por 43% dos consultados, bem à frente de carrinhos (26%) e bolas (21%).


Nutricionistas alertam para os riscos do consumo frequente e excessivo dessas guloseimas, que pode causar doenças como diabetes, hipertensão e obesidade. Dados coletados pelo Ministério da Saúde em 2008 mostraram que 43,3% das pessoas com mais de 18 anos e que vivem nas capitais brasileiras estavam acima do peso.


Regulamentação


As discussões sobre a regulação se arrastam pelo menos desde 2006. Em dezembro daquele ano, a agência colocou em consulta pública um texto com restrições que praticamente eliminavam a propaganda de alimentos pouco saudáveis para crianças. Elas foram excluídas, porém, do novo texto.


Segundo a Anvisa, a redação não é definitiva e até o momento foi a ideal em termos de viabilidade e legalidade. Anos atrás, a AGU (Advocacia Geral da União) já se manifestou contrária a outra tentativa da agência de regular a publicidade, a direcionada a bebidas alcoólicas, que não saiu do papel. A agência reforça ainda que o Código de Defesa do Consumidor e o Estatuto da Criança e do Adolescente já limitam a propaganda para crianças.


Resolução


Contudo, segundo Daniela Trettel, do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), essas leis falam em princípios e não são tão específicas sobre o que se pode ou não fazer nas peças publicitárias, daí a necessidade de se criar uma resolução.


No ano passado, 24 empresas do setor alimentício assinaram um documento informando que não mais anunciariam para programas de televisão com público majoritariamente infantil. Questionada ontem pela Folha, a Abia (Associação Brasileira de Indústrias de Alimentação) não informou se o acordo está sendo cumprido de fato.’


 


TELEVISÃO
Lúcia Valentim Rodrigues


Governo escolhe bichos diferentes para virar série


‘Uma fauna estranha vai invadir a TV pública. ‘Carrapatos e Catapultas’ e ‘Tromba Trem’ foram as animações escolhidas para virar séries de 12 episódios. Cada uma leva R$ 950 mil.


Os dois pilotos foram selecionados entre 17 propostas do AnimaTV, voltado para crianças entre seis e 14 anos e promovido pela Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual, TV Cultura, TV Brasil, Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais e Associação Brasileira de Cinema de Animação.


O anúncio dos selecionados foi feito ontem, no Cinesesc (SP), onde também foram assinados os contratos de veiculação nas TVs públicas, em data a ainda ser anunciada.


Os projetos passaram pela escolha de uma comissão de especialistas e foram submetidos a uma pesquisa qualitativa.


‘Tromba Trem’ (RJ), de José Luiz Brandão Albuquerque, fala sobre um elefante que cai de um dirigível e encontra uma tamanduá hiperativa. Para voltar para seu dono, embarca com sua nova amiga -vegetariana- num trem com uma colônia de cupins malucos. ‘Acho que devemos parabenizar a comissão por uma escolha ousada, que até foge do padrão de uma TV pública’, afirmou o autor.


‘Carrapatos e Catapultas’ (PR), de Almir Correia, se passa num outro planeta, onde carrapatos se lançam para todos os lados e sonham em explodir para morar no mundo fantasma.


O roteirista, que também estreia na direção, conta que a ideia ‘surgiu do nada’. ‘Acho que ajudou o som dessas duas palavras juntas. Catapulta é quase um palavrão’, brinca.


Mais de 40 mil internautas votaram nos seus preferidos, que receberam troféus no evento. Em primeiro lugar, ‘Abílio e Traquitana’ (SP), de Henrique Barone de Andrade, teve mais de 11 mil votos. ‘A Princesa do Coração Gelado’ (RS), de Zuleika Esteves Escobar, ficou em segundo.’


 


Rede Globo compra direitos de ‘Glee’


‘O seriado americano ‘Glee’, um dos maiores sucessos da atual temporada nos EUA, teve seus direitos de exibição comprados pela Globo, mas a emissora afirma que ainda não sabe quando o programa será exibido.


‘Glee’, que ganhou, em janeiro, o prêmio de melhor série de comédia ou musical no Globo de Ouro, trata dos participantes -em sua maioria alunos pouco populares- do coral de uma escola secundária americana.’


 


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