Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

MONITOR DA IMPRENSA > TELETIPO

Gâmbia tem nova lei de imprensa

21/12/2004 na edição 308

Uma nova lei de imprensa no pequenino país de Gâmbia, no continente africano, estabelece que jornalistas condenados por tumulto ou difamação sejam presos, e donos de jornais difamatórios poderão perder suas casas. Em outubro, o governo afirmou que iria retirar uma lei – similar à do Zimbábue e criticada por grupos internacionais de imprensa – que permitia que uma comissão fechasse jornais e multasse ou prendesse jornalistas. A nova lei, adotada na semana passada, suspende as multas, mas estabelece penas de até seis meses de prisão para jornalistas que forem réus-primários e pelo menos três anos para aqueles que repetirem o delito. Donos de jornais terão que assinar um contrato no valor de US$ 16 mil com sua casa como garantia, caso infrinjam a lei de difamação. Segundo o ministro da justiça, Sheikh Tijan Hydara, o estado precisava de novos poderes para fazer com que os jornalistas se tornassem mais responsáveis em Gâmbia. O sindicato de imprensa do país tentará derrubar a lei na justiça. Informações da Reuters [15/12/04].



Toledo ganha bomba falsa de repórter

A repórter de TV Heidi Grossman, do programa Cuarto Poder, e o cinegrafista que a acompanhava foram detidos ao tentar entregar uma bomba falsa ao presidente do Peru, Alejandro Toledo, durante um evento público. Segundo a produção do programa, Heidi fazia uma reportagem sobre os presentes de natal que os cidadãos peruanos gostariam de dar a seus políticos. A bomba foi usada para representar a baixa popularidade do presidente, que atualmente conta com um índice de apenas 9% de aprovação popular. ‘Nós discutimos sobre como mostrar isso e resolvemos fazer uma bomba de brinquedo – uma bola de futebol americano pintada de preto com um pavio de mentira. Foi isso que ela tentou entregar a ele’, explicou o diretor Gilberto Hume. Para o ministro do Interior, Javier Reategui, o incidente foi sério, já que a repórter poderia ter causado pânico generalizado durante o evento se a segurança não tivesse agido rapidamente. Ele negou que o episódio mostre que governo tenha restringido a liberdade de imprensa. Informações da BBC [16/12/04].

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