Quinta-feira, 21 de Março de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1029
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MONITOR DA IMPRENSA >

Gay Talese ganha George Polk por carreira

18/02/2009 na edição 525

O escritor Gay Talese é o homenageado deste ano do Prêmio George Polk, por sua carreira. Talese, que influenciou uma geração de escritores com livros como A Mulher do Próximo e Fama e Anonimato, foi repórter do New York Times entre 1956 e 1965 e escreveu para publicações como a revista New Yorker e a Harper’s. O jornalista e escritor ficou conhecido como pioneiro do New Journalism, estilo que mescla a narrativa jornalística com a literária e que teve como expoentes os autores Tom Wolfe, Norman Mailer e Truman Capote.


O George Polk é concedido pela Universidade de Long Island, nos EUA, aos profissionais de imprensa que enfrentam perigos e riscos na apuração jornalística. O correspondente George W. Polk, que trabalhava na rede CBS, morreu em 1948, quando cobria a guerra civil na Grécia. A premiação foi criada um ano depois, e os vencedores são escolhidos por um júri formado por membros da faculdade e ex-alunos, a partir de submissões de organizações de mídia e indicações de um grupo de editores, repórteres e professores de jornalismo.


Mais vencedores


Entre os outros vencedores da mais recente edição da premiação estão o casal Barry Bearak e Celia W. Dugger, correspondentes do New York Times na África do Sul. Mesmo depois que Bearak foi preso por cinco dias por ‘reportar ilegalmente’ no Zimbábue, o casal continuou a escrever matérias sobre a violência no processo eleitoral do país.


David Barstow, também do New York Times, foi premiado por uma série de reportagens sobre militares aposentados trabalhando como comentaristas televisivos ao mesmo tempo em que têm ligações com empresas do setor de Defesa. O jornalista reportou que estes analistas militares que se mostram independentes na tela da TV usam o espaço em benefício próprio e dos interesses do Pentágono – que em troca lhes dá acesso a informações privilegiadas.


Paul Salopek, do Chicago Tribune, recebeu o George Polk por expor a pouco divulgada, mas controversa, guerra americana ao terror na África, em países como Quênia, Etiópia, Somália, Sudão e Eritréia. Em três matérias feitas em regiões distantes e sem lei, Salopek mostrou os esforços do Exército dos EUA para conter o aumento de atividade islâmica radical.


Susanne Rust e Meg Kissinger, do Milwaukee Journal Sentinel, receberam homenagem por uma série em seis partes sobre toxinas encontradas em materiais usados no dia a dia, como recipientes de plástico para microondas e mamadeiras. A equipe do programa 60 Minutes, da CBS, formada pelo correspondente Scott Pelley, a produtora Solly Granatstein e a co-produtora Nicole Young, também foi premiada por um segmento que mostrou como algumas companhias americanas que são pagas para reciclar lixo eletrônico na verdade o vendem para a China. Com informações de Karen Matthews [Associated Press, 17/2/09].

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