Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

MONITOR DA IMPRENSA > CONTEÚDO POLÍTICO

Google diz que pedidos de remoção aumentaram no semestre

Por lgarcia em 21/06/2012 na edição 699

 

Tradução e edição: Leticia Nunes

 

O Google divulgou mais uma edição de seu relatório sobre pedidos de censura que recebe de governos em todo o mundo. A empresa começou a divulgar os dados em 2010, e, segundo a analista Dorothy Chou, o número de pedidos para remoção de conteúdo político é alarmante, assim como o número de pedidos vindos de “democracias ocidentais que não são tipicamente associadas à censura”.

Nos EUA, por exemplo, os pedidos aumentaram 103% nos últimos seis meses. Entre eles estão pedidos pela remoção de cinco contas e 1.400 vídeos no YouTube, 218 resultados de busca e um post em um blog que supostamente difamaria uma autoridade. O relatório indica que o Google se recusou a retirar do ar o post e os vídeos. Quatro contas do YouTube foram removidas, assim como 25% dos resultados de pesquisa.

O Google afirma que, no último semestre, obedeceu a cerca de 65% de ordens judiciais e 47% de pedidos “mais informais”. Houve um aumento de 49% nos pedidos vindos do governo da Índia, além de pedidos pela primeira vez de quatro países: Bolívia, República Checa, Jordânia e Ucrânia. Países conhecidos pelo controle sobre a rede, como China e Irã, não aparecem na lista, porque já censuram as informações eles próprios.

A empresa detalhou alguns – mas não a maioria – dos pedidos. Entre eles está um do Canadá pedindo a remoção de um vídeo do YouTube que mostrava um cidadão canadense urinando em seu passaporte e jogando o documento na privada. O pedido não foi atendido. Em outro caso, o Reino Unido pediu a remoção de 640 vídeos e cinco contas do YouTube que supostamente incitariam o terrorismo – o conteúdo foi removido porque a companhia descobriu que os donos das contas haviam violados as regras de uso do site. O Brasil enviou uma ordem no fim do ano passado que levou ao fechamento de quatro perfis da rede social Orkut por conteúdo relacionado a campanhas eleitorais. Informações de Hayley Tsukayama [The Washington Post, 19/6/12].

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