Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ENTRE ASPAS > REINO UNIDO

Governo alerta para glamurização do fumo

15/03/2011 na edição 633

O governo britânico anunciou que passará a considerar restrições na representação do fumo na TV, cinema e internet. O Departamento de Saúde alegou que a indústria do tabaco continua a encontrar maneiras de promover seus produtos, mesmo com a legislação proibindo propaganda, e pediu à indústria do entretenimento e a reguladores para tentar arrumar soluções para o problema.

Normas da Ofcom, órgão regulador das comunicações no Reino Unido, afirmam que o fumo não deve ser mostrado antes das 21h na TV, nem tampouco ser ‘glamourizado’. O Conselho Britânico de Classificação de Filmes alegou que suas políticas levam em conta a representação de drogas. As ações sobre controle na internet, entretanto, devem ser tomadas em nível global, potencialmente por meio da Organização Mundial de Saúde.

Charme

O governo afirma que o modo como o fumo é representado cria a falsa impressão de que o uso do tabaco é normal, ou até charmoso, e raramente mostra suas reais consequências. ‘O fumo na mídia também pode dar a falsa impressão de que o uso do tabaco é mais comum do que é na realidade. Estamos especialmente preocupados sobre como estas influências afetam as percepções das normas sociais e como elas encorajam os jovens a fumarem’, afirmou o Departamento de Saúde.

O grupo anti-fumo Ash disse acreditar que as regras da Ofcom funcionam de maneira generalizada, mas a classificação dos filmes para menores de 18 anos deveriam ser mais explícitas em relação ao fumo. Segundo o grupo, os cinemas deveriam garantir que fossem exibidos alertas das consequências do fumo à saúde antes dos filmes.

Um porta-voz do Conselho Britânico de Classificação de Filmes disse que uma consulta pública em 2009 perguntou se a representação do fumo deveria ser vista como uma questão de classificação etária. A maioria das pessoas entrevistadas achava que não. Em 2008, uma pesquisa online do jornal Guardian concluiu que, para nove em cada dez leitores, a censura não deve ser dura em relação ao fumo. Informações de James Meikle [The Guardian, 9/3/11].

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