Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1038
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Governo chinês censura vídeos na rede

07/04/2009 na edição 532

A Administração Estatal de Rádio, Filmes e TV da China emitiu, na semana passada, novas regras que proibem vídeos online considerados prejudiciais política ou religiosamente, duas semanas após a divulgação na internet de imagens de policiais supostamente agredindo monges tibetanos em março de 2007. Também ficam proibidos vídeos que ‘denigram maliciosamente’ a polícia ou o Exército do país e que tenham conteúdo sexual ou religioso.

O governo de Dalai Lama, líder espiritual do Tibete exilado na Índia, garante que o vídeo divulgado é verídico; já o governo chinês diz se tratar de uma montagem. Ele foi retirado do YouTube, mas um porta-voz do Ministério do Exterior da China recusou-se a confirmar que foi a pedido de autoridades chinesas.

A censura a vídeos online é comum no país. O governo já proibiu clipes considerados politicamente inaceitáveis ou ofensivos, o que lhe rendeu a alcunha de ‘Grande Firewall da China’, analogia tecnológica à Grande Muralha da China. Nenhum vídeo pode ser postado sem a permissão do governo, incluindo filmes estrangeiros.

Acesso limitado

A China dá aprovação de exibição a apenas 20 filmes internacionais por ano, geralmente pedindo que conteúdo ‘questionável’ seja removido. Em 2006, por exemplo, o governo ordenou que cenas mostrando moradores de Xangai pendurando roupas nas varandas fossem retiradas do filme Missão Impossível III antes de sua exibição no país.

Nos últimos anos, o governo chinês tentou conter a explosão de material online, geralmente o único modo de acesso de cidadãos comuns a vídeos com conteúdo como protestos antigoverno, que nunca seriam exibidos na TV. Informações da AFP [2/4/09].

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