Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ENTRE ASPAS > QUARTA-FEIRA, 24/3

Governo pensa em aumentar sigilo de documentos para 75 anos

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 24/03/2010 na edição 582


Leia abaixo a seleção de quarta-feira para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Quarta-feira, 24 de março de 2010


 


INFORMAÇÕES PÚBLICAS


Fernando Rodrigues


Transparência em risco


‘BRASÍLIA – Militares e diplomatas fizeram carga nos últimos dias contra o projeto de lei de direito de acesso a informações públicas.


Querem a manutenção do sigilo eterno para determinados documentos nos quais são relatados negócios de Estado -quando o governo brasileiro trata algo de maneira reservada com outro país.


A pressão maior pela opacidade, registre-se, tem origem no Itamaraty. Os militares andam em baixa e com pouco poder de convencimento. Mas os diplomatas falam com convicção sobre a necessidade de dar ao governo o poder de manter em sigilo absoluto, para sempre, determinados papéis.


É por essa razão que até hoje não são conhecidos totalmente os documentos relativos à Guerra do Paraguai e sobre as negociações para delimitação das fronteiras brasileiras -sobretudo a nebulosa história de incorporação do Acre.


Em uma de suas raras ações positivas recentes, a Câmara mudou o projeto de lei do governo. Eliminou a possibilidade de sigilo eterno. O prazo máximo passou a ser de 25 anos, com uma única renovação. Ou seja, nada ficaria oculto por mais de 50 anos -com a obrigação de o órgão censor renovar sua justificativa a cada quatro anos para manter a informação sob reserva.


Ontem, no início da noite, deputados falavam sobre o risco de retrocessos no projeto de lei de acesso. Entre as possibilidades estavam a volta do sigilo eterno ou o aumento do prazo máximo de 50 para 75 anos. Se esse revés não se materializar na Câmara, caberá ao Senado tentar resistir à pressão do Itamaraty por menos transparência.


Esse assunto começou a ser discutido no início do governo Lula, há mais de sete anos. Mais de 70 países já têm suas leis de acesso. O Brasil não. Se desafiarem os diplomatas, deputados e senadores terão uma chance ímpar para melhorar a imagem do Congresso.’


 


 


Maria Clara Cabral


Governo quer sigilo de papéis por 75 anos


‘Por pressão do Itamaraty e consentimento tácito da Presidência da República, deputados do governo já falam em aumentar o prazo de sigilo de documentos ultrassecretos para 75 anos. A proposta da Câmara estipula o prazo em 25 anos, renováveis por igual período.


O temor dos diplomatas é ver revelados papéis referentes à Guerra do Paraguai e à negociação para delimitação de fronteiras internacionais. O projeto de lei que regula o direito de acesso a informações públicas está na pauta de votações desde a semana passada, mas não há acordo sobre a redação final.


‘Sou favorável a um prazo de sigilo de 75 anos’, afirmou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), negando haver qualquer tipo de orientação para mudanças.


O deputado José Genoino (PT-SP), no entanto, disse ter se reunido por diversas vezes na semana passada com técnicos do Itamaraty. O petista presidiu a comissão especial que produziu o texto final da futura lei de acesso. Os diplomatas tentaram convencê-lo da necessidade de um prazo maior para o sigilo de certos dados.


Quando saiu da Casa Civil para o Congresso, o texto permitia que papéis classificados como ultrassecretos pudessem ser mantidos em sigilo para sempre -por meio da renovação indefinida do prazo máximo inicial de 25 anos. Genoino e o relator do projeto, deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS), resolveram retirar o dispositivo que permitia renovações sucessivas, mas o Itamaraty reagiu.


Ontem, a expectativa era a de encontrar um deputado disposto a apresentar, a pedido do Itamaraty, uma emenda aumentando o sigilo, ou propor, durante a votação, um recuo para o texto original. Se tudo falhar, a mudança ainda poderá ocorrer no Senado. Procurado, o Itamaraty não se manifestou.


Outro entrave é o trecho que prevê que qualquer pessoa pode solicitar informações a autarquias públicas sem revelar a razão do interesse. O acesso deve ser imediato. Se os dados não estiverem disponíveis, o agente público terá prazo de 20 dias, renováveis por mais 10 dias, para fornecer as informações. Esse prazo, alegam deputados, é menor do que o estipulado para os próprios congressistas -a quem o prazo para a resposta é de 30 dias, renováveis por igual período.


A Unesco enviou ontem uma nota aos deputados pedindo a aprovação do texto. Diz que a lei ‘será mais um passo dado pela democracia brasileira’. Cerca de 70 países já têm legislação semelhante. Pela atual proposta brasileira, o princípio geral será a publicidade de todos os documentos públicos, com exceções relacionadas a temas específicos.’


 


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


‘Soft power’ com armas


‘Com a pergunta ‘O que um país como o Brasil quer com 36 novos caças, 5 submarinos, 50 helicópteros, uma série de novos mísseis e tanques, além de um equipamento de radar de última geração?’, Robin Lustig, correspondente da BBC original, iniciou longa reportagem veiculada ontem.


Em foco, o país que ‘flexiona músculos regionais’ e ‘gosta de pensar em si mesmo como o lugar ideal para mostrar ao mundo os benefícios do poder brando’ ou ‘soft power’. No dizer do chanceler Celso Amorim, é ‘a fé no diálogo e não na força’. Também ouvido, o chefe do treinamento para operações de paz, coronel Pedro de Pessoa, defende que também é necessário ‘hard power’, capacidade de força.


Por outro lado, o ‘Valor’ publicou que, apesar das especulações, ‘Lula rejeita concorrer à ONU’, como ‘garantem seus principais interlocutores’.


Segundo o coronel Pessoa, ‘é bom que as pessoas o achem bondoso, mas elas precisam saber que é capaz de ser mau’


FIEL DEPOSITÁRIO


O chanceler brasileiro se encontrou ontem com o diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica e, no topo das buscas pelo Yahoo News, com agências, ‘Brasil conclama a comunidade internacional a negociar com o Irã, em vez de aplicar sanções’. Por aqui, na submanchete da Reuters Brasil, ‘Amorim propõe fiel depositário para urânio do Irã, mas descarta o Brasil’. E do Valor Online, ‘Para Amorim, há espaço para diálogo com o Irã’.


A PRESSÃO CONTINUA


Também no alto das buscas, um enviado da chancelaria britânica chamou repórteres em São Paulo para adiantar a ‘mensagem muito direta’ que deve levar a Brasília -de que ‘o momento é crucial’ para o Brasil ‘demonstrar que está pronto para o Conselho de Segurança’. Se o país apoiar as sanções ao Irã, ‘o resto do mundo vai notar’.


O QUE VAI ACONTECER


Já a Reuters entrevistou um ‘especialista em sanções’ e ex-funcionário do Tesouro dos EUA, que analisou e deu seu prognóstico:


‘A pressão é para tirar as grandes empresas do Irã e para trazer a China a bordo de uma resolução da ONU. O que vai acabar acontecendo é que a China, o Líbano e o Brasil vão se abster.’


OBAMA, ISRAEL E IRÃ


Obama e Binyamin Netanyahu se encontraram, mas foi ‘a portas fechadas’, destacou o site do ‘USA Today’, em reunião ‘inusitadamente discreta’, sublinhou a MSNBC. Israel não aceita parar os assentamentos.


Por outro lado, no final de semana o mesmo Obama enviou novo vídeo ao governo de Teerã, dizendo estar ‘trabalhando com a comunidade internacional’ para que o país ‘cumpra com suas obrigações internacionais. Mas a nossa oferta de diálogo continua’.


GUERRAS COMERCIAIS


O ‘New York Times’ publicou artigo de um ex-membro do governo Reagan, defendendo que os EUA abandonem as negociações da Rodada Doha:


‘O mundo mudou. A ideia de que deveríamos ajustar as normas de comércio global para ajudar o resto do mundo a competir com o Ocidente ficou datada… O presidente deve buscar uma nova agenda, apropriada a um mundo em que os países ocidentais perdem terreno enquanto países ‘em desenvolvimento’ como China, Brasil e Índia estão se movimentando’.


No estatal ‘China Daily’, por outro lado, ‘Economistas brasileiros dizem que a China deve manter taxa estável do yuan’ e ‘não ceder à pressão externa’.


GOOGLE & POLÍTICA


O ‘China Daily’ destacou, sobre a decisão do Google de tirar as buscas do país, que ‘o caso não afeta as relações China-EUA ‘a menos que alguém politize a questão’, diz o porta-voz do ministério do exterior’.


Fim do dia e o porta-voz do Departamento de Estado, via agências, declarou que ‘foi uma decisão de negócios do Google’, porém: ‘Dito isso, eu penso que se eu fosse a China, eu consideraria seriamente as implicações, quando uma das instituições mais reconhecidas do mundo decide que é muito difícil fazer negócios na China.’


PIADA


Em meio ao noticiário sobre o Google na China, ecoou mundo afora que um juiz de Rondônia multou o ‘gigante da internet’ por permitir ‘piadas sujas’ no Orkut’


 


 


INTERNET


Após fim de serviço, China fala em possíveis consequências ao Google


‘A saída parcial do Google do mercado da China gerou ontem condenação e sinais de pressão por parte do governo de Pequim, que falou em possíveis ‘consequências’ à decisão da gigante americana.


A decisão de fechar o site de buscas no país foi anunciada anteontem após mais de dois meses de crise, iniciada com a denúncia da empresa de que hackers haviam tentado violar contas de e-mail de ativistas críticos ao regime chinês.


Ontem, Pequim voltou a criticar o Google pela decisão que, para o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Qin Gang, ‘prejudica a imagem da empresa, não da China’. Qin rechaçou ainda que o fim do serviço tenha um viés político. ‘Vincular isso com as relações entre China e EUA ou com a imagem internacional chinesa é matar moscas com canhões.’


O ministro não confirmou se Pequim tomará ações contra a companhia, mas advertiu que o Google deverá portar-se com responsabilidade diante das possíveis ‘consequências’.


Já o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, P.J. Crowley, disse que Pequim deveria considerar ‘seriamente as implicações quando uma das empresas mais reconhecidas do mundo decide que é muito difícil fazer negócios na China’.


Desde a madrugada de ontem (local), o Google já não oferece sua versão censurada de buscas na página google.cn -o endereço é redirecionado para o site em Hong Kong (google.com.hk), um território chinês semiautônomo onde as buscas, em princípio, não são filtradas, como na China.


Mas esse redirecionamento não significa que os usuários chineses têm acesso ilimitado ao conteúdo da internet. Qualquer busca feita no país passa pelos filtros do governo, que automaticamente descartam qualquer resultado pornográfico ou politicamente sensível. Na prática, a mudança tira a responsabilidade de censura do Google e a passa ao regime.


Apesar da decisão, os serviços de mapas e de e-mail e um portal de músicas permanecem disponíveis. O Google ainda quer lançar no país celulares com sua plataforma Android através de parcerias locais.


O fim do serviço de buscas torna o Google a última companhia de internet americana a naufragar no mercado chinês. Yahoo, eBay e o serviço MSN da Microsoft nunca tiveram tanto apelo no país. O Google possuía 35% do mercado chinês de buscas pela internet, atrás dos 60% do local Baidu.’


 


 


Luciana Coelho


‘Le Monde’ cobrará por acesso on-line ao conteúdo impresso


‘O jornal ‘Le Monde’ somou-se ontem à crescente lista de publicações que cobram pela leitura na internet de seu conteúdo impresso. A prática entrará em vigor no próximo dia 29, quando o principal diário francês lançará uma assinatura combinada que dá acesso a todas as suas plataformas (impressa, on-line e no iPhone).


A ideia do ‘Monde’, que cobrará 29,90 pelo pacote (com desconto de 10 nos primeiros 90 dias), é tornar-se uma marca global, como são hoje jornais de língua inglesa e o espanhol ‘El Pais’.


O site lemonde.fr ainda terá material gratuito, mas o jornal passará a diferenciar seu produto pago daquilo que oferece com livre acesso. Atualmente, o ‘Monde’ tem uma assinatura on-line a 6, que permite acessar colunas, arquivos e outros materiais especiais. Para ler o jornal em formato PDF, o assinante on-line paga 15 ao mês. Mas a maioria das notícias do dia publicadas pelo jornal está disponível de graça on-line.


Com a mudança, o site passará a ter uma produção específica para internet, menos aprofundada e aberta ao debate. O jornal também terá uma assinatura para o iPad, novo dispositivo de leitura da Apple que será lançado no mês que vem.


Complementares


A decisão casa com pesquisas recentes como a da Fundação Nieman que mostra que o leitor americano investe 20 vezes mais tempo na leitura do jornal impresso do que com sites noticiosos. Outra, feita em mais de 50 países pelo instituto Nielsen, indica que uma parcela significativa dos leitores aceita pagar por conteúdos especiais on-line exclusivos ou analíticos, mas não por notícias comuns.


‘As diferentes plataformas não são concorrentes, mas complementares’, disse Eric Fottorino, diretor do ‘Monde’, à reportagem do próprio jornal. ‘Ao papel cabe a investigação aprofundada e a análise, à web, o debate e a interatividade, e aos smartphones, o alerta e a informação rápida.’


Jornais como o ‘Financial Times’, o ‘Times’ e o ‘Wall Street Jo urnal’ já cobram pelo acesso ao conteúdo de seus sites. Recentemente, o americano ‘New York Times’ anunciou que voltará a fechar para assinantes parte de seu conteúdo disponibilizado na internet.


O francês ‘Le Figaro’ lançou a assinatura eletrônica, e as publicações da Axel Spring, uma das principais editoras alemãs do país, também passaram a cobrar on-line.’


 


 


Google está desenvolvendo plataforma de TV


‘Ao lado da Intel, da Sony e da Logitech, o Google está desenvolvendo uma plataforma para ‘levar a internet à sala de estar com uma nova geração de televisores e set-top boxes’, de acordo com o ‘New York Times’.


Segundo o jornal, a novidade se chamará Google TV e será baseada no Android, sistema operacional da empresa para celulares.


O objetivo é fazer com que a navegação de um site para outro, como Twitter e Picasa, seja tão fácil quanto trocar de canal.


Porta-vozes das empresas não se manifestaram sobre o assunto.’


 


 


COMUNICAÇÃO


Endividada, MGM deve ser vendida


‘O grupo cinematográfico MGM afirmou que estudará as ofertas de compra feitas por outras empresas para solucionar uma dívida de cerca de US$ 4 bilhões.


Os grupos Time Warner, Lionsgate e Access Industries já fizeram propostas em valores entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,5 bilhão, segundo agências de notícias. A MGM também tenta um acordo para adiar o pagamento de juros de sua dívida.’


 


 


TELEVISÃO


Andréa Michael


Ministério Público move ação para Globo explicar Aids no ‘BBB’


‘O Ministério Público pediu à Justiça que determine à Globo a exibição, no ‘BBB’, de esclarecimentos sobre a contração do vírus HIV, conforme orientação do Ministério da Saúde. O pedido foi apresentado ontem, à Justiça Federal em SP, pelo procurador regional dos Direitos dos Cidadãos em SP, Jefferson Dias. É uma liminar. Não há data para apreciação, mas, para que tenha eficácia, é necessário que isso ocorra até o dia 30, o final do ‘BBB’.


A medida é um desdobramento das declarações do ‘brother’ Marcelo Dourado gravadas em2/2 e veiculadas no programa de 9/2. Disse ele: ‘Hétero não pega Aids […]. Um homem transmite para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem’. A orientação ao público deverá durar o dobro do tempo da afirmação de Dourado. Para o procurador, ao optar por exibir a declaração, a Globo prestou ‘um desserviço para a prevenção da AIDS no Brasil’.


Ocaso é alvo de inquérito, no qual Dias investiga a responsabilidade da emissora no episódio e eventual obrigação de reparar prejuízo à saúde pública. Ouvida pelo procurador, a Globo disse que o apresentador Pedro Bial informara ao público que dados sobre como o HIV é transmitido deveriam ser obtidos no site do ministério. Procurada pela coluna, a Globo disse pela assessoria que não se manifestaria pois ainda não fora notificada pela Justiça.


ANTENA


A exibição do ‘Proteste Já’, que fora embargada na Justiça, elevou de 6 para 9,5 pontos (570 mil domicílios ligados na atração na Grande SP) a audiência do ‘CQC’ (Band) anteontem. O pico foi a entrevista com o prefeito Rubens Furlan (PMDB), que chamou os apresentadores de ‘babacas’ e Marcelo Tas de ‘careca idiota’.


TREMOR


Na quinta, o Discovery Channel apresenta ‘Haiti: na Linha do Tremor’, que acompanha Geólogos que investigaram o terremoto de dois meses atrás.


VANGUARDA


A TV Gazeta exibe aviso sonoro desde quando a classificação indicativa tornou-se obrigatória, há dois anos.Antecipou-se à determinação do governo, que ocorrerá em breve.


GRINGA


Xuxa será homenageada por 300 crianças filhas de imigrantes brasileiros que vivem nos EUA. Em 12/4, elas vão se reunir em Fort Lauderdale (Flórida) para assistir a ‘Xuxa em O Mistério de Feiurinha’ e recepcioná-la com um coral, em evento da Globo Internacional.


360 GRAUS


Ex-’Malhação’ (Globo), o ator Fábio Azevedo assumirá o ‘Login’, antigo ‘Programa Novo’, que estreia versão 2010 no dia 29, na Cultura. Ao vivo, das 19h às 20 h, é para jovens.


MORDAÇA


Para evitar problemas com o Ministério Público, aparticipação de Afanazio Jazadji no policialesco ‘Boletim de Ocorrência’ (SBT) agora é gravada.


Com CLARICE CARDOSO’


 


 


Lúcia Valentim Rodrigues


People+Arts muda nome para Liv e foca mais nas mulheres


‘O People+Arts acaba em abril. A partir do dia 12, entra no seu lugar na TV paga Liv, distribuído em toda a América Latina. O foco será menos reality shows e mais séries.


Três novidades marcam o lançamento. Em 12 de abril, estreia ‘Life Unexpected’, sobre uma adolescente que reencontra os pais que a deixaram para adoção. No dia seguinte, entra no ar ‘Mercy’, sobre três enfermeiras em Nova Jersey. No dia 15, é a vez de ‘Parenthood’, baseado em filme homônimo de Ron Howard (‘Uma Mente Brilhante’, ‘Anjos e Demônios’).


Em setembro, haverá uma nova leva de estreias, com ‘Happy Town’, ainda inédita nos EUA, e ‘Hawthorne’, também focada numa enfermeira.


Coordenado pela Discovery Networks, o canal terá uma programação voltada para as mulheres. Segundo Claudia Chagüi, diretora-executiva de entretenimento da rede, ‘há mais mulheres do que homens assistindo a séries num nicho que ainda não explorávamos’.


Para fazer tal afirmação, ela se baseia em um ano de pesquisas com 2.000 mulheres latinas. ‘É um público para o qual a família vem em primeiro lugar. A TV funciona como uma válvula de escape para o drama na vida de outras pessoas.’


Chagüi diz que nem por isso a programação vai ser totalmente feminina. ‘Não queremos afastar o parceiro da frente da telinha. Se o canal for ‘rosa’, os homens não vão ver.’


Por isso os seriados vão compor 60% da grade do novo canal. Os outros 40% serão divididos entre reality shows e filmes -boa parte destes sendo produções latino-americanas.


Os realities foram realmente colocados de lado. Entram apenas aos finais de semana e muitos saem da grade. ‘American Chopper’, por exemplo, vai para o TLC HD; ‘Troca de Esposas’ e ‘The Biggest Loser’ colocam suas novas temporadas no Discovery Home & Health.


Os seriados ficam com o horário nobre, mesmo se forem reprises já gastas como ‘Dawson’s Creek’ e ‘Charmed’.’


 


 


CULTURA


Ana Paula Sousa


Pra inglês não entender


‘Na terra natal de Shakespeare, o ‘ser ou não ser’, ao menos na cultura, não é uma questão. Lá, cultura é, sim, uma questão de Estado, ou seja, cabe ao governo destinar uma verba para a manutenção das artes.


No Reino Unido, a cultura é, também, uma questão de educação, ao ponto de, institucionalmente, estar ligada a um departamento gigante que cuida de cultura, mídia e esporte.


Foi, portanto, com surpresa – mesmo que recoberta pela discrição – que a delegação de gestores culturais britânicos em excursão pelo Brasil ouviu, na última segunda-feira, o rosário de dificuldades desfiado pelos administradores brasileiros durante um debate realizado na sede do Sesc São Paulo.


O encontro, fechado para convidados, reuniu desde produtores e intelectuais até diretores das mais importantes instituições da cidade, como Marcelo Araújo, da Pinacoteca do Estado, e Carlos Magalhães, da Cinemateca Brasileira.


Do lado britânico, estavam, entre outros, a diretora-executiva do Arts Council, Andrea Stark, secretária de cultura de Liverpool, Claire McColgan, e o diretor de Cultura do departamento de Cultura, Mídia e Esporte, Michael Elliott, nome-chave da instituição. Elliott, que havia visitado unidades do Sesc, visto um show de Jorge Mautner e visitado o teatro Oficina antes do debate, confessou, à Folha, estar pouco seguro de sua contribuição. ‘São experiências tão distintas, não?’, perguntou, erguendo as sobrancelhas num sorriso levemente perplexo.


Leis de incentivo


As duas características brasileiras que não se encaixaram em seu pensamento ordenado foram, primeiro, a própria existência de um ministério da Cultura e, depois, a lógica das leis de incentivo, que transferem para mãos privadas o poder de decisão sobre o destino do dinheiro de imposto.


‘Se você quer que a sociedade se envolva com a cultura, tem de partir do sistema educacional. As duas coisas estão interligadas’, disse, após ouvir dos secretários do Estado e do município, João Sayad e Carlos Augusto Calil, que é impossível trabalhar com as secretarias da educação.


Mas nada soou tão desafinado para Elliott quanto a cantilena das leis de incentivo – que, como sempre acontece nos debates culturais no Brasil, foi tema repetido. ‘O benefício fiscal acarreta uma perda de arrecadação. Sempre entendemos que é preciso ter um orçamento público para a cultura.’’


 


 


Ana Paula Sousa


‘Política não é feita para os artistas’


‘Após passar por São Paulo, Michael Elliott, diretor de Cultura do Departamento de Cultura, Mídia e Esporte do Reino Unido, seguiu para o Rio, onde buscaria conhecer, sobretudo, projetos, como o Afro Reggae e alguns pontos de cultura, que mesclam ações sociais e culturais. ‘Temos uma política institucionalizada, mas nos interessa ver o que vocês têm feito no Brasil, até porque noto que há um debate em andamento, que divide regiões do país e também alguns tipos de produção.’


FOLHA – O Brasil, há 20 anos, decidiu separar os ministérios da Cultura e da Educação. No Reino Unido essa hipótese alguma vez foi discutida?


MICHAEL ELLIOTT – É claro que vemos a cultura como algo, por si, importante, mas consideramos natural trabalhar em conjunto com nossos colegas da educação. Só assim conseguimos envolver as famílias e crianças em nossos projetos.


FOLHA – Ou seja, a criação de uma entidade autônoma para a cultura não é algo que se discuta.


ELLIOTT – Não, pela simples razão de que você só pode esperar o desenvolvimento cultural de uma sociedade se isso vier acompanhado de uma educação eficaz, que desperte, nas crianças, a apreciação pela arte.


FOLHA – Me dê um exemplo.


ELLIOTT – Neste momento, estamos trabalhando no direito de cada criança ter cinco horas semanais de atividades culturais. Elas vão aos museus, os museus vão às escolas, enfim, têm experiências com as instituições de cultura nacionais.


FOLHA – O programa é para as escolas públicas?


ELLIOTT – É para todas as escolas. Trata-se de dar oportunidades para que as crianças desenvolvam suas habilidades, seu gosto por literatura, música etc.


FOLHA – De que maneira esses recursos são distribuídos?


ELLIOTT – Temos programas diretos, como os de manutenção dos museus nacionais [como British Museum, Tate e Museu de História Nacional], e repassamos recursos para o Arts Council, que é agência responsável pelo desenvolvimento das atividades artísticas. Neste caso, damos os recursos e debatemos as prioridades, mas não interferimos nas decisões do Arts Council e no destino do dinheiro. Os membros do conselho definem que orquestra ou balé será beneficiado.


FOLHA – O senhor fala dessa relação como se ela fosse pacífica. Mas não há divergências sobre até aonde o Estado deve ir?


ELLIOTT – Nunca é uma situação preto no branco. Sempre houve, no Reino Unido, debates sobre a relação entre o governo e essas instituições. Mas a influência do governo sobre as decisões das instituições é cada vez menor, até porque os membros do Arts Council têm grande expertise, e temos investido na formação desses líderes no setor cultural. Como em todos os lugares, há pressões, mas tentamos estabelecer um diálogo para que as decisões sejam corretas e claras.


FOLHA – Como balancear demanda de artistas e interesse público?


ELLIOTT – Buscamos, o tempo todo, aumentar a participação da população nas instituições. O Arts Council procura entender as necessidades dos artistas, tanto em termos de criação quanto de dinheiro, mas o governo tenta estimulá-los a aproximar os seus trabalhos do público, a criar uma demanda pelo que fazem. A política não pode ficar excessivamente presa ao interesse dos produtores de cultura. O dinheiro governamental deve trazer benefícios reais para a população.


FOLHA – O lobby dos artistas e dos produtores é muito forte?


ELLIOTT – Muito. Mas não pensamos na cultura apenas como fruição, mas também como economia e educação.’


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


Quarta-feira, 24 de março de 2010


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


No SBT, as mexicanas voltaram


‘Fora do SBT desde 2008, quando terminou o contrato da rede com a Televisa, o fantasma das novelas mexicanas volta a assombrar a dramaturgia nacional na emissora. Para a surpresa de muitos, o SBT resolveu retomar em abril as tramas enlatadas com a exibição de Las Tontas No Van Al Cielo (As Tontas Não Vão Para o Céu), novela de sucesso da Televisa. Opa. Mas o pacote do SBT com a atual parceira da Record não acabou? Sim, mas ao encerrar o acordo, Silvio Santos garantiu em contrato mais duas ou três produções mexicanas em seu estoque. A dúvida no SBT é se a novidade, que entrará no ar na faixa das 16 horas, é apenas um teste de horário para novelas nacionais ou uma real ameaça para a produção de dramaturgia do canal, que ainda luta pela média sonhada de audiência.


GLOBO TOUR. Tony Ramos e o ator Germano Pereira ensaiam uma cena de Passione, próxima trama das 9 da Globo, em frente à Fontana Di Trevi, em Roma. Chato, não? Na trama de Silvio de Abreu eles serão, respectivamente, pai e filho.


6 pontos de ibope rendeu o CQC da Band anteontem, com a polêmica de uma TV doada a uma escola.


10 pontos de audiência foi a média obtida pela edição do Jornal da Record de anteontem.


‘Os dois não têm rumo’ Resposta – sem pensar, e errada -, de Ana Maria Braga à pegadinha de Louro José: ‘O que a Justiça e o bêbado têm em comum?’


A Globo Internacional negocia com Rússia, Japão, Itália e Espanha parcerias de coprodução nos moldes de El Clon, versão de O Clone feita com a Telemundo, e Louco Amor, já em produção em parceria com a TV Azteca.


A versão hispânica de Louco Amor, de Gilberto Braga, começa a ser gravada em junho, e tem data de estreia prevista para 6 de setembro, na mexicana TV Azteca.


Ficou para 15 abril a estreia do game Mega Senha, apresentado por Luciana Gimenez e seu marido, o vice-presidente da Rede TV! Marcelo Carvalho. Já O Último Passageiro, que ainda não tem apresentador definido, estreia no final de abril.


24 de abril é dia de Miss São Paulo, na Band. No dia 8 de maio, a emissora exibe o Miss Brasil. Renata Fan é a mais cotada para apresentar o concurso.


Divisão do time da Globo na Copa da África: sete repórteres só para cobrir a Seleção Brasileira, e sete para as outras equipes.


Para turma que tem televisores HD, a Globo promete uma Copa com um som surround (som que parece preencher a sala 360º ao sair da TV) como nunca se ouviu.


Entre as séries compradas, a Globo aposta este ano em Flashforward, apontada como o novo Lost.


Sob a embalagem de The Queen e La Saga de La Reina Ester, A História de Ester, da Record, será oferecida ao mercado internacional na MIP TV, feira de audiovisual que acontece em abril, em Cannes.


O estagiário Marcelo (Daniel Marques), ouvinte de plantão do dr. Castanho (Stênio Garcia) em Caminho das Índias, foi efetivado. O ator, que conseguiu passar de figurante a personagem com nome e falas na trama de Glória Perez, estará no elenco fixo de Lado a Lado, próxima novela de Gilberto Braga na Globo.’


 


 


Cristina Padiglione


Série lembra 100 anos de Chico Xavier


‘Primeiro dos três programas que compõem a série Chico Xavier, Entre o Enigma e a Fé, o Arquivo N que vai ao ar hoje, na Globo News resgata a história do médium mineiro do ponto de vista dos jornalistas escalados para relatar o fenômeno em que ele se transformou.


O tributo se justifica pelo centenário do médium mineiro, a ser comemorado em 2 de abril, quando a Globo Filmes lança a cinebiografia do médium, sob direção de Daniel Filho, com Nelson Xavier no papel central.


Independe do filme, no entanto, o trabalho que o editor e repórter do canal de notícias da Globo, Claufe Rodrigues, realizou entre Pedro Leopoldo, onde o médium nasceu, e Uberlândia, visitando amigos, pessoas e cenários por onde Chico passou. As imagens inéditas ficam para o Globo News Especial de domingo, também às 23 horas. E na próxima quarta-feira, dia 31, igualmente às 23h, vai ao ar a última parte da série: outro Arquivo N, dessa vez relembrando a campanha pela candidatura do médium ao Prêmio Nobel da Paz e reprisando uma longa entrevista de Chico a Nei Gonçalves Dias. O médium psicografou mais de 400 livros, sem nunca ter reivindicado a autoria deles.’


 


 


SEMINÁRIO


Imprensa é tema de debate no Memorial


‘A Fundação Memorial da América Latina realiza hoje e amanhã o seminário Liberdade de Expressão e Direito à Informação nas Sociedades Contemporâneas. Entre os dias 7 e 9 de abril será a vez do seminário Liberdade de Imprensa e Democracia na América Latina.


Os debates, com participação de políticos, jornalistas, acadêmicos do País e do exterior, vão abordar questões como censura judicial, controle social da imprensa, direcionamento partidário da publicidade oficial, manipulação política na concessão de rádios e TVs, entre outros temas.


Hoje e amanhã, a jornalista e professora da USP Cremilda Medina responderá pela coordenação dos trabalhos. Entre os convidados estão Eugênio Bucci, José Maria Mayrink e Demétrio Magnoli, do Estado, além do jornalista Alberto Dines.


No segundo seminário do mês, os jornalistas Carlos Eduardo Lins e Silva e Eugênio Bucci coordenarão o evento, que terá entre os convidados Dalmo Dallari e Carlos Ayres Britto.’


 


 


INTERNET


Cláudia Trevisan


China assume censura após saída do Google


‘A decisão do Google de fechar seu site na China e deixar de censurar os resultados de suas buscas não aumentou o acesso dos internautas chineses a informações proibidas pelas autoridades de Pequim. O Google deixou de praticar a censura, mas o governo chinês, não.


A diferença é que antes o site tinha a obrigação de incorporar a seu sistema de buscas os filtros impostos pelas autoridades locais – ou seja, a censura era ‘terceirizada’ para a empresa. Agora, o bloqueio é realizado pelo mecanismo oficial que impossibilita a abertura dos milhares de sites que trazem informações ‘sensíveis’, como a independência do Tibete ou a defesa do pluripartidarismo.


A prática da censura foi uma das condições aceitas pela companhia americana para entrar na China, em 2006, e criar o google.cn, específico para os chineses. Ontem, esse site deixou de existir e seus usuários passaram a ser redirecionados para o google.com.hk, com sede em Hong Kong. Apesar da nova roupagem, as restrições de acesso às informações continuaram a ser as mesmas, em razão da ‘grande muralha de fogo’ erguida em torno da internet. Os limites da censura não são claros e páginas que podem ser abertas em um período deixam de ser acessíveis em outros. Ontem, a muralha parecia estar mais alta que o usual.


A pesquisa com o nome da seita ‘falun gong’, banida pelo governo chinês nos anos 90, trazia como resposta uma página em branco e a mensagem ‘O Internet Explorer não pode exibir a página da Web’. O tema é sensível, mas há períodos em que pelo menos os resultados da busca aparecem – só que os links exibidos não podem ser abertos. No google.cn, a mensagem que era exibida como resultado de buscas bloqueadas era ‘de acordo com leis, regulamentos e políticas locais, parte da pesquisa não pode ser mostrada’.


O Google concordou em aceitar a censura porque estava tendo dificuldades em expandir sua presença na China. Muitos usuários acreditavam que o site tinha problemas de conexão quando buscavam algo bloqueado.


Reação. O governo de Pequim tentou ontem amenizar o impacto da decisão do Google de fechar seu site chinês e caracterizou o movimento como algo puramente comercial. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Qin Gang, afirmou que o fato não deve abalar as relações entre a China e os EUA, a menos que ‘alguém politize a questão’.


Na sexta-feira, quando o fechamento do google.cn parecia iminente, o jornal oficial China Daily publicou reportagem segundo a qual os EUA estão utilizando a decisão da empresa para endurecer sua posição em relação à China.


Para Pequim, o fato de uma das maiores empresas do mundo deixar o país sob o argumento de não ter um ambiente propício ao desenvolvimento de seus negócios é um desastre de relações públicas. O dano é ainda maior por se tratar de uma das companhias mais inovadoras do planeta – qualidade que as autoridades chinesas querem atrair cada vez mais para o país.


O Google enfrentará um período de incerteza sobre seu futuro na China, onde há quase 400 milhões de internautas, a maior população online do mundo. ‘Não se sabe qual será a consistência do serviço que será prestado a partir de Hong Kong e ninguém sabe se o Google será bloqueado ou não na China continental’, afirmou Cao Junbo, analista-chefe da consultoria iResearch.


O governo chinês pode simplesmente impedir o acesso a todos os serviços prestados pelo Google a partir do exterior, mas é pouco provável que isso ocorra, pelo menos no curto prazo. A decisão seria extremamente prejudicial para pesquisadores e professores universitários que buscam informações científicas por meio do site americano.


Levantamento realizado pela revista Nature junto a 784 cientistas chineses indicou que 80% deles se valem do Google regularmente para busca de estudos acadêmicos. Divulgada no início do mês, a pesquisa mostrou ainda que 48% dos cientistas acreditam que seus esforços de pesquisa serão ‘significativamente’ prejudicados se eles perderem acesso ao Google.


PARA ENTENDER


O Google começou a funcionar na China em 2006 e, desde então, o site conquistou a fidelidade de um terço dos mais de 350 milhões de internautas do país. O avanço da empresa sobre um setor considerado sensível pelo regime de Pequim fez com que as autoridades exigissem que o site praticasse a autocensura como condição para continuar operando na China. Na época, o site recebeu críticas de ONGs de direitos humanos, que o acusaram de submeter-se à censura de um país sem liberdade de expressão. Os problemas entre o Google e a China começaram em janeiro, quando a companhia acusou o governo chinês de ter promovido um ataque cibernético contra o site.’


 


 


Símbolo da era da internet, o @ vira peça de museu


‘O símbolo mais usado por empresas e pessoas físicas no mundo todo, milhares de vezes a cada segundo, foi adquirido nesta semana pelo Museu de Arte Moderna (MoMA), de Nova York. O negócio não envolve dinheiro. O @ – ou arroba, como é chamado no Brasil -, passa a incorporar o acervo do museu.


O @ foi incluído na coleção de objetos do Departamento de Arquitetura e Design do museu e será exibido em diferentes fontes, estilos e tamanhos. A origem do símbolo é desconhecida, mas alguns linguistas acreditam que data dos séculos VI ou VII, adotado em documentos como abreviatura da palavra latim ‘de’ ou ‘para’. Ele apareceu pela primeira vez em uma máquina de escrever em 1885, mas ganhou o mundo a partir de 1971, quando o engenheiro de computação americano Raymond Tomlinson o incorporou na primeira mensagem de e-mail a ser enviada de um computador para o outro. Desde então, está entre os símbolos mais usados no planeta.


Design. A curadora sênior do MoMA, Paola Antonelli, explicou que o museu adquiriu ‘o ato de design’ do símbolo, que foi adotado para uma nova função, a de especificar a origem de uma mensagem de e-mail.


A decisão de incorporá-lo ao acervo, disse, é um tributo à visão do engenheiro que resgatou o símbolo e massificou seu uso. ‘Hoje, o símbolo @ faz parte da vida de todo o mundo’, disse ela em mensagem postada no site do MoMa.


‘Tomlinson realizou um ato de grande alcance do design que não só mudou a importância e a função do símbolo, como também o converteu em uma parte importante da nossa relação e comunicação com pessoas do mundo todo’, assinalou Paola. O engenheiro trabalhava para a empresa de tecnologia Bolt, Beranek & Newman, que estava desenvolvendo uma rede de comunicação para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.


Tomlinson, responsável pelo serviço de mensagens, decidiu usar o @ para separar a primeira metade do endereço eletrônico – que devia identificar o usuário ou mensageiro – da segunda metade, que identificaria o computador ou provedor. Era o início da era da internet. Além de e-mails, o @ é utilizado em redes como Facebook e Twitter.’


 


 


 


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