Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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Governo suspende restrições à mídia estrangeira

30/07/2009 na edição 548

Repórteres da BBC e da CNN poderão trabalhar livremente no Zimbábue pela primeira vez em oito anos, após suspensão das restrições governamentais à mídia estrangeira. Desde 2001, repórteres da rede pública britânica estavam proibidos de trabalhar no país, embora alguns jornalistas tenham conseguido burlar este bloqueio. O governo só havia autorizado oficialmente a presença de jornalistas da BBC em duas ocasiões: para a Copa Mundial de Críquete, em 2003, que teve alguns jogos realizados no Zimbábue, e, no ano seguinte, no tour de críquete inglês no país. Um porta-voz da rede americana CNN aprovou a iniciativa. ‘A CNN não podia trabalhar no Zimbábue. Apreciamos a oportunidade de fazer isto agora’, declarou, em nota.


O ministro de Mídia, Informação e Publicidade do Zimbábue, Webster Shamu, sugeriu que a rede britânica ‘nunca foi proibida de desenvolver atividades que respeitam a lei’ no país, mas acrescentou que a BBC e o governo agora ‘reconheceram a necessidade de colocar para trás a péssima relação do passado’. A mudança na atitude das autoridades, dizem analistas de mídia, tem relação com a primeira derrota do partido do presidente Robert Mugabe no Parlamento, nas eleições do ano passado. Após meses de transtornos políticos, Mugabe acabou assinando um acordo para um governo de coalizão com Morgan Tsvangirai, líder do partido de oposição Movimento para Mudança Democrática. Mugabe continua com o cargo de presidente, e Tsvangirai tornou-se primeiro-ministro.


Executivos das emissoras estrangeiras e representantes do governo vinham realizando reuniões para debater o assunto. Jon Williams, editor de notícias mundiais da BBC, e Sarah Halfpenny, editora da sucursal da rede na África, estavam envolvidos nas conversas com Shamu. ‘Estamos satisfeitos que pudemos alcançar um acordo e esperamos ser capazes de trabalhar legalmente no Zimbábue. O mais importante não é o que aconteceu nos últimos 10 anos, mas sim o fato de que podemos ir para o Zimbábue e trabalhar abertamente e legalmente’, disse Williams, informando que nenhuma restrição havia sido imposta à cobertura da BBC e que a rede considera abrir uma sucursal no país. O correspondente Andrew Harding já está no Zimbábue. Informações de John Plunkett e Leigh Holmwood [The Guardian, 29/7/09].

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