Terça-feira, 23 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1047
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MONITOR DA IMPRENSA >

Governo rejeita proposta da indústria

Por lgarcia em 10/10/2013 na edição 767

O impasse político sobre o novo sistema de regulação da imprensa britânica continua. Em maio, a ministra da Cultura, Maria Miller, havia afirmado que os publishers deveriam “continuar o trabalho para estabelecer o órgão de auto-regulação independente o mais rápido possível”. No entanto, esta semana o governo rejeitou os planos da indústria de jornais para um órgão regulador que substituirá a Press Complaints Commission [Comissão de Queixas à Imprensa]. Segundo a ministra, os planos da indústria não seguem os "princípios fundamentais" do relatório do juiz Brian Leveson, entregue há oito meses, incluindo os de independência e acesso à arbitragem.

O Departamento de Cultura, Mídia e Esporte britânico disse que há pontos “aceitáveis” na proposta da indústria, mas ressaltou que ela não se adequava à posição do governo sobre a auto-regulação da imprensa porque era exageradamente ligada às editoras de jornais que financiariam o órgão.

Desacordo

A estratégia governamental pode ser vista como de alto risco e pode motivar representantes de alguns dos maiores grupos de jornais e revistas do país a seguir adiante com a criação de um novo organismo independente, chamado de Independent Press Standards Organisation [Organização Independente de Padrões da Imprensa], ou Ipso, na sigla em inglês.

A outra opção, criticada pela mídia, é a proposta aprovada em março pelos três principais partidos políticos – Trabalhista, Conservador e Liberal Democrata – e o grupo ativista Hacked Off para a criação de um órgão apoiado por uma Carta Real, que será colocada em aprovação em um encontro do Conselho Privado no dia 30/10. Segundo a ministra, os três partidos irão trabalhar em conjunto para chegar a um acordo de mudanças a essa proposta e produzir um texto final até o fim desta semana. Caso não haja acordo, o governo retornaria ao plano original de março, ao qual a maior parte da indústria midiática se opôs. Para Trevor Kavanagh, colunista do Sun, a Carta Real que criaria esse órgão eliminaria 300 anos de liberdade de imprensa porque daria aos políticos um mecanismo para interferir no funcionamento da indústria.

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