Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1067
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MONITOR DA IMPRENSA >

Grupos pedem investigação sobre parceria Microsoft-Yahoo

23/09/2009 na edição 556

Em carta à Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos EUA, quatro grupos de ativismo na rede expressaram suas preocupações sobre o impacto da fusão das plataformas de busca das companhias Microsoft e Yahoo. Pelo acordo, o Yahoo irá usar o Bing, sistema de buscas da Microsoft, em seus sites. Em troca, lucrará com anúncios que aparecem ao lado dos resultados das pesquisas dos internautas.


‘Qual será o impacto da operação no consórcio de jornais do Yahoo, que hoje funciona como uma fonte de lucros para a indústria jornalística tão afetada pela crise?’, questionava a mensagem endereçada à diretora da divisão antitruste, Christine Varney, e assinada pelos grupos Center for Digital Democracy, Consumer Action, Consumer Watchdog e U.S. PIRG (Public Interest Research Group). ‘O espectro de uma parceria operada por Microsoft e Yahoo deve ser avaliado também por seu impacto em outras editoras online’. O consórcio de jornais do Yahoo, lançado em 2006, é uma rede online de anúncios compartilhados que envolve hoje 40 empresas de mídia – que representam cerca de 800 jornais. O foco do consórcio não é apenas vender publicidade, mas ajudar os jornais a atrair mais tráfego online, por meio de compartilhamento de conteúdo e tecnologia.


No passado, os grupos já haviam se manifestado sobre os anúncios online personalizados, uma das ferramentas desenvolvidas pelo Yahoo para os membros do consórcio de jornais. ‘Tanto a Microsoft quanto o Yahoo criaram serviços de coleta de dados para várias plataformas e aplicações, incluindo sistemas sofisticados de rastreamento comportamental que já provocaram críticas quanto a questões de competição e privacidade. Pedimos ao Departamento de Justiça para trabalhar junto à Comissão Federal de Comércio para que a agência possa lidar com as questões de privacidade provocadas por este acordo’, pediram os grupos. A carta pede ainda à divisão antitruste que investigue se ‘a integração de duas poderosas empresas de coleta de dados e de tecnologias de publicidade colocarão os rivais em desvantagem’. Informações de Mark Fitzgerald [Editor & Publisher, 21/9/09].

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