Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1054
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MONITOR DA IMPRENSA >

Guarda Revolucionária emite alerta contra sítios

18/06/2009 na edição 542


A Guarda Revolucionária do Irã, força de elite militar que responde ao líder supremo aiatolá Ali Khamenei, emitiu esta semana um alerta à mídia online, exigindo que qualquer material que ‘crie tensão’ seja retirado do ar – caso contrário blogs e sítios podem vir a enfrentar ações legais. Após o anúncio, a oposição deu início, nesta quarta-feira (16/6), ao terceiro dia de manifestações. A Guarda tem imensa influência doméstica e controla os programas de defesa mais imporantes do país.


Com o governo proibindo a mídia internacional de deixar as redações para cobrir os protestos, a internet tornou-se ainda mais essencial. Blogs e sítios de relacionamento como Facebook e Twitter têm sido meios de comunicação vitais para que os iranianos possam contar ao resto do mundo sobre os protestos do polêmico pleito que reelegeu Mahmoud Ahmadinejad. O candidato pró-reformista Hossein Mousavi e seus partidários acusam o governo de fraude eleitoral.


Violência e censura


Em resposta às tensões, Khamenei fez uma incomum aparição pública e afirmou aos iranianos que todos os cidadãos devem manter a crença no sistema, mesmo com divergências sobre as eleições. A violência em torno do resultado das eleições já deixou sete mortos. Em uma tentativa de acalmar a oposição, diante dos maiores protestos desde a Revolução Islâmica de 1979, a principal autoridade eleitoral do Irã afirmou estar preparada para fazer uma contagem limitada dos votos, nos lugares em que os candidatos alegam ter havido irregularidades. Isto, no entanto, não satisfez Mousavi, que pediu o cancelamento da eleição – demanda reiterada por seu representante, o clérigo reformista Ali Akbar Mohtashamipour, no encontro do Conselho dos Guardiães. Este conselho, composto por 12 membros, escolhe o líder supremo e é visto como apoiador de Ahmadinejad.


Desde a eleição, pelo menos 11 jornalistas iranianos foram presos e não se sabe o paradeiro de 10 deles. ‘Estamos preocupados com eles, não sabemos onde estão’, desabafou Jean-François Julliard, secretário-geral da organização Repórteres Sem Fronteiras, informando ainda que pessoas que tiraram fotos por celulares também foram presas, assim como reformistas. Informações de Ali Akbar Dareini [AP, 17/6/09] e de Nazila Fathi e Alan Cowell [New York Times, 17/9/09].

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