Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

MEMóRIA > GLAUCO (1957-2010)

Homenagem ao cartunista

Por Diário de Pernambuco em 16/03/2010 na edição 581

Um dos mais importantes canais de informação sobre histórias em quadrinhos e cartuns, o blog Universo HQ organizou hoje uma homenagem ao cartunista Glauco, assassinado durante um assalto à sua casa em Osasco (SP). O site convocou cartunistas para, por meio de desenhos, darem o último adeus a um dos maiores artistas do gênero do país. Veja aqui as homenagens.

Entre as homenagens postadas, também há mensagens, como a do artista Maurício de Souza, que afirma:

‘O fato é tão chocante que nossa reação não pode ser medida em palavras. Mas num sentimento de dor, luto e desesperança. Apesar disso, nós sairemos do choque… e vamos encontrar caminhos, mesmo que sejam longos, demorados, para contermos essa onda de irracionalidade e desumanidade. E famílias bem formadas, educação, fé em Deus, justiça social… serão alguns dos pontos por onde passará o caminho do respeito à vida’.

A Associação dos Cartunistas do Brasil também enviou uma mensagem externando a sua indignação. O texto diz que ‘todos estamos pasmos com o nível de violência com mais uma notícia sobre a morte de pai e filho por assaltantes em São Paulo. Desta vez, foi nosso amigo Glauco Vilas-Boas e seu filho Raoni. Dois grandes desenhistas que escolheram o humor gráfico para pensar o ser humano’.

Na introdução do post que propõe a homenagem, os organizadores do blog afirma que a notícia da morte de Glauco e de seu filho Raoni derrubou todo mundo que ama quadrinhos no Brasil. ‘Não dá pra imaginar não termos mais as tiras de Geraldão, Casal Neuras, Geraldinho, Doy Jorge, Zé do Apocalipse, Dona Marta, Nostravamus e tantos outros personagens impagáveis. Mas, pelo que conhecia do Glauco, o melhor jeito de lembrar dele é ler seus quadrinhos’, afirmam.

Perfil

Glauco Villas Boas, 53 anos, e o filho Raoni, 25, foram assassinados no início da madrugada desta sexta-feira (12/3) na porta da casa da família, em Osasco (Grande SP). O cartunista consagrou personagens como Geraldão, Geraldinho, Dona Marta, Zé do Apocalipse, Casal Neuras e Doy Jorge. Nascido em Jandaia do Sul, interior do Paraná, ele passou a fazer parte do grupo de cartunistas do jornal Folha de S. Paulo em 1977, onde publicava suas charges e tiras diárias.

O artista começou a desenhar para o Diário da Manhã, em Ribeirão Preto (SP), no começo da década de 1970. Em 1976, foi premiado no Salão do Humor de Piracicaba.

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