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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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MONITOR DA IMPRENSA > TELETIPO

Imprensa controlada em audiências em Guantánamo

24/08/2004 na edição 291

Os militares americanos impuseram regras severas para os jornalistas que cobrirão as audiências preliminares dos julgamentos de quatro prisioneiros da ‘guerra contra o terror’ na base de Guantánamo. O australiano David Hick, os iemenitas Salim Ahmed Hamdan e Ali Hamza Sulayman al Bahlul e o sudanês Ibrahim Ahmed Mahmoud al Qosi têm acusações que vão de ‘ajuda ao inimigo’ a tentativa de assassinato. A pena máxima para eles poderá ser a prisão perpétua. Os mais de 60 repórteres que acompanharão o início dos julgamentos tiveram de assinar documentos aceitando todas as condições impostas. As autoridades se reservaram o direito de controlar quais informações poderão ser divulgadas pela imprensa, de fazer sessões fechadas sempre que julgarem necessário e de não admitir equipamentos como câmeras ou gravadores durante as audiências. Quando um assunto potencialmente crítico for discutido, os jornalistas poderão ter de assistir às audiências com atraso em vídeo, para que trechos confidenciais possam ser censurados. A alegação dos militares é de que tais procedimentos são necessários para proteger os participantes dos processos. Eles afirmam que só restringirão o acesso dos profissionais de imprensa à informação quando estritamente necessário. As informações são da AP [18/8/04].



FIJ alerta para questão legal na Indonésia

A Federação Internacional de Jornalistas [16/8/04], organização que representa mais de 500 mil profissionais de imprensa no mundo, está realizando uma campanha global em defesa do direito de livre expressão na Indonésia. Entidades afiliadas de diversos países estão protestando junto às autoridades indonésias contra o julgamento de três jornalistas locais acusados de difamação por um empresário. Por causa de um artigo publicado em março de 2003 na revista Tempo em que alegam que o empresário Tomy Winata se beneficiou de um incêndio num mercado de tecidos, Bambang Harymurti, T. Iskandar Ali e Ahmad Taufik podem pegar até quatro anos de prisão. A promotoria pede pena de dois anos para cada um. ‘A Indonésia precisa reconhecer que a difamação é uma questão civil e não criminal. É completamente inapropriado prender um jornalista por difamação’, afirma o presidente da FIJ, Christopher Warren.

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